Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - O SBT acertou na quarta-feira (7) a contratação do apresentador Paulo Mathias, que pediu demissão da Jovem Pan na semana passada. Ele será apresentador do Chega Mais, atração feminina que estreará em março.
Mathias será o elemento masculino da atração, que será comandada também por Regina Volpato, em seu retorno ao SBT, e por Michelle Barros, ex-âncora da Globo, em sua primeira atração na emissora de Silvio Santos.
A informação foi dada inicialmente pelo site TV Pop e confirmada pelo site F5. O anúncio oficial foi feito após publicação da reportagem. Mathias comemorou o acerto.
"O sonho de qualquer comunicador um dia é poder trabalhar na emissora de Silvio Santos. E eu terei a oportunidade de viver isso agora. Poder trabalhar também com Regina Volpato e Michele Barros será uma honra para mim. Bora trabalhar!", afirma o apresentador.
No planejamento, o SBT começará a gravar pilotos de ensaio do Chega Mais logo após o Carnaval, já com a presença de Mathias junto com novas apresentadoras.
O SBT testou vários nomes para a vaga. Entre eles, Darlisson Dutra, Luís Ricardo e Daniel Adjuto. Este último anunciou em suas redes sociais que foi descartado pela emissora em suas redes sociais.
Durante o período em que trabalhou na Jovem Pan, Paulo Mathias comandou diversos programas, como o dominical Tá na Roda, e especialmente o Morning Show, que misturava jornalismo com entretenimento.
O Chega Mais tem previsão de estreia para o dia 11 de março, e vai ao ar das 9h às 13h. A atração faz parte de um pacote de novidades que o SBT planeja para a sua programação de 2024.
POR FOLHAPRESS
SÃO PAULO/SP - O Bradesco chegou a perder mais de 25 bilhões de reais em valor de mercado na quarta-feira, em meio ao tombo de suas ações gerado pela fraca recepção dos investidores ao resultado do último trimestre do ano passado e às projeções do segundo maior banco privado do país para 2024.
O presidente-executivo, Marcelo Noronha, também apresentou pela manhã o plano estratégico para o período de 2024 a 2028, com uma série de iniciativas que miram principalmente melhorar a rentabilidade. Mas o executivo ponderou que os resultados virão gradualmente, trimestre a trimestre.
"Muitas boas intenções foram apresentadas, mas acreditamos que o mercado aguardará para ver os resultados aparecerem na demonstração de resultados do banco antes de agir", afirmou o analista Thiago Batista, do UBS BB, em relatório. "A falta de números relevantes (no plano) decepcionou um pouco."
Por volta de 15h20, as ações preferenciais do Bradesco desabavam 15,78%, a 13,98 reais, enquanto as ações ordinárias despencavam 13,22%, a 12,60 reais, respondendo com folga pelo pior desempenho do Ibovespa, que cedia 0,65%.
Com tal desempenho, os papéis caminham para a maior queda em um pregão, considerando dados de fechamento, desde 9 de novembro de 2022, quando as PNs terminaram o dia com um declínio de 17,38% e as ONs encerraram o pregão em baixa de 16%.
Na mínima do dia, as PNs caíram 16,45%, a 13,87 reais e as ONs alcançaram recuaram 13,91%, a 12,50 reais, equivalente a uma perda de 25,27 bilhões de reais em valor de mercado, para 140,3 bilhões de reais.
Analistas do Citi destacaram em relatório após as apresentações do banco que a administração não discutiu metas específicas para os retornos anualizados sobre o patrimônio líquido médio (ROAEs), embora tenha afirmado que poderá ficar acima do custo de capital em 2026.
"As mudanças parecem positivas e na direção certa, embora qualquer eventual melhoria na rentabilidade pareça provavelmente ser de natureza muito gradual, o que poderá desiludir alguns investidores", afirmaram Rafael Frade e equipe, reiterando a recomendação "neutra/alto risco" para as ações dos bancos.
Além do prognóstico para o ROAE 2026, os analistas do Citi e do UBS BB também destacaram entre as sinalizações presentes no plano a expectativa do Bradesco de melhorar o índice de eficiência em oito pontos percentuais nos próximos cinco anos.
"Nos nossos cálculos, esta melhoria no índice de eficiência levaria a uma expansão de cerca de quatro pontos percentuais na rentabilidade", afirmou Batista, alertando que isso por si só não seria suficiente para trazer o ROAE de volta acima do seu custo de capital próprio.
De outubro a dezembro, o Bradesco teve lucro líquido recorrente de 2,88 bilhões de reais, abaixo do esperado por analistas, segundo projeções compiladas pela LSEG que apontavam para lucro de 4,57 bilhões para o período. Em 2023, o lucro somou 16,3 bilhões de reais, queda de 21,2% ante 2022.
O banco estimou para 2024 alta de 7% a 11% para a carteira de crédito, com expansão de 3% a 7% na margem financeira e aumento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas operacionais. Em provisão para devedores duvidosos, calculam entre 35 bilhões a 39 bilhões de reais.
Analistas do JPMorgan também avaliaram que o banco apresentou um resultado fraco para o quarto trimestre e um guidance decepcionante.
"Nós entendemos que o Bradesco está em um caminho de recuperação, mas o guidance fornecido implica lucro de apenas cerca de 18 bilhões de reais (ponto médio)", afirmaram Yuri Fernandes e equipe do em relatório a clientes, em estimativa similar aos cerca de 17 bilhões de reais do Citi.
Por Paula Arend Laier / REUTERS
BRASÍLIA/DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e líderes da Casa assinaram um requerimento para cobrar que a ministra da Saúde, Nísia Trindade, preste esclarecimentos sobre os critérios utilizados na liberação de recursos apadrinhados por parlamentares.
Esse gesto acontece num momento de alta tensão entre Lira e o governo Lula (PT), além de fortes críticas de parlamentares sobre o que dizem ter sido uma baixa execução orçamentária do Executivo no fim do ano passado.
Lira e aliados afirmam que o governo não está cumprindo acordos que teriam sido firmados com os parlamentares e culpam, principalmente, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), responsável pela articulação do Executivo com o Legislativo.
Esse foi, inclusive, um dos recados que Lira deu em seu discurso na abertura dos trabalhos legislativos em cerimônia no Congresso Nacional na segunda-feira (5).
"Seguiremos firmes na prática da boa política, pressuposto mais do que necessário para o exercício da própria democracia. E a boa política, como sabemos, apoia-se num pilar essencial: o respeito aos acordos firmados e o cumprimento à palavra empenhada", disse Lira na segunda, sob aplausos de parlamentares presentes no plenário.
Inicialmente, o documento foi protocolado na tarde de segunda-feira somente com a assinatura de Lira. Não é comum que o presidente da Casa apresente proposições. No ano passado, por exemplo, segundo dados do portal da Câmara, ele assinou somente um requerimento: o de criação da Frente Parlamentar Mista da Hotelaria Brasileira.
Na tarde de terça (6), novo requerimento com o mesmo conteúdo foi registrado no sistema, dessa vez também com a assinatura de líderes próximos a Lira. Estão na lista parlamentares que integram a base de apoio ao presidente Lula na Casa, bem como representantes de partidos da oposição e de legendas que se consideram independentes.
São eles: Hugo Motta (Republicanos-PB), Afonso Motta (PDT-RS), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Adolfo Viana (PSDB-BA), Romero Rodrigues (Podemos-PB) e Altineu Côrtes (PL-RJ).
Integrantes do alto escalão do Congresso reclamam que, no fim do ano passado, o governo, principalmente o Ministério da Saúde, fez repasses a municípios na forma de emendas abaixo do esperado pelos parlamentares. Além disso, gerou ruídos na relação com os congressistas o veto de Lula de R$ 5,6 bilhões às emendas de comissão no Orçamento de 2024.
As emendas, um dos principais pontos de atrito, são uma forma com que deputados e senadores conseguem enviar dinheiro para obras e projetos em suas bases eleitorais e, com isso, ampliar seu capital político. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a prioridade do Congresso é atender seus redutos eleitorais, e não as localidades de maior demanda no país.
Na segunda-feira, o presidente da Câmara também disse que o Orçamento não pode ser de autoria exclusiva do Executivo "e muito menos de uma burocracia técnica que não foi eleita para escolher as prioridades da nação e não gasta a sola de sapato percorrendo os pequenos municípios", como fazem os parlamentares.
Ao longo de 2023, Nísia sofreu críticas de parlamentares do centrão devido à liberação dos recursos. Seu cargo virou cobiça de integrantes do partido do presidente da Câmara, principalmente pelo ministério deter grande orçamento.
Um líder próximo a Lira afirma que a apresentação do requerimento demonstra a insatisfação dos parlamentares com a execução dos recursos e é um reflexo da pressão que os líderes vêm recebendo de deputados de seus partidos, além de prefeitos, principalmente por se tratar de ano eleitoral.
Ele diz que há um "efeito dominó", diante da reclamação de prefeitos que afirmam que "foi criada uma expectativa sobre os repasses e isso não se concretizou".
No requerimento, os líderes pedem que a ministra esclareça "como são realizadas as composições dos recursos destinados às ações da saúde de atenção primária e atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar". Eles afirmam que esses esclarecimentos se fazem "urgentes".
Eles justificam, no documento, que apesar de o sistema do ministério disponibilizar relatórios sobre a execução orçamentária, "o que se verifica, na prática, são informações que não permitem uma análise global e individualizada por estados e municípios, para melhor compreensão da distribuição dos recursos federais para o sistema de saúde".
"Com as informações disponibilizadas, sistema utilizado em que somente os entes têm acesso, fica impossível o acesso aos deputados e aos cidadãos comuns da real necessidade de recurso pelos municípios e estados para promoção da saúde, motivo pelo qual se faz necessário o presente requerimento", afirmam.
POR FOLHAPRESS
WASHINGTON - Republicanos no Senado dos EUA derrotaram nesta quarta-feira uma tentativa bipartidária de reforçar a segurança na fronteira que demorou meses para ser negociada, mas afirmaram que ainda podem fornecer o auxílio a Ucrânia e Israel que havia sido vinculado ao acordo.
Com uma votação de 49 a 50, majoritariamente de acordo com as linhas partidárias, o Senado não aprovou o pacote bipartidário de 118 bilhões de dólares que reforçaria leis de imigração, ajudaria a Ucrânia a combater a invasão russa e apoiaria Israel em sua guerra contra o Hamas.
A medida precisava de 60 votos para avançar na câmara, que os democratas controlam por uma margem de 51 a 49.
Durante meses, republicanos insistiram que qualquer auxílio adicional aos dois aliados dos EUA também precisaria tratar do alto número de imigrantes chegando pela fronteira de EUA e México -- uma das principais preocupações dos eleitores.
Mas muitos republicanos prontamente rejeitaram o pacote quando ele foi divulgado no último domingo, apesar de ele conter muitas das suas prioridades. O ex-presidente Donald Trump os pressionou a rejeitar qualquer concessão, enquanto faz campanha para derrotar o presidente democrata Joe Biden na eleição de novembro.
Apenas quatro dos 49 republicanos votaram pelo projeto de lei.
“Alguns foram muito claros comigo que tinham diferenças políticas com o projeto”, disse o senador republicano, James Lankford, um dos negociadores.
“Eles disseram que é a hora errada de resolver o problema, deixem a eleição presidencial resolver o problema.”
A senadora independente Kyrsten Sinema, outra das autoras do acordo, disse estar perplexa com a súbita mudança de posições.
"Há três semanas, todo mundo queria resolver a crise da fronteira", disse. "Ontem, ninguém queria."
Ainda assim, a derrota do projeto de lei deixou em aberto a possibilidade de o Congresso ainda fornecer a tão necessária ajuda aos aliados dos EUA. Esperava-se que o Senado votasse no final do dia um pacote de 96 bilhões de dólares que elimina as disposições relativas à imigração mas deixa a ajuda externa intacta.
Um assessor do senador republicano Roger Wicker previu que um pacote de ajuda externa obteria bem mais do que os 60 votos necessários entre os 100 senadores -- uma rara demonstração de apoio interpartidário.
Mas mesmo que passe, essa ajuda enfrenta perspectivas incertas na Câmara dos Deputados, uma vez que os republicanos que controlam a Casa têm-se recusado a dar mais apoio à Ucrânia.
por Por Patricia Zengerle e Makini Brice e Richard Cowan / REUTERS
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