Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro - hoje senador pelo União Brasil no Paraná - 'descumpria decisões do STF durante a Operação. Segundo o ministro, Moro 'usava a mídia para emparedar a Corte'.
"Ficamos reféns um pouco disso. O próprio ministro Teori Zavascki (que foi relator da Lava Jato no STF), em alguns momentos foi emparedado pelo próprio Sérgio Moro", afirmou Gilmar, em entrevista ao portal Brazil Journal. "Na Turma do STF por onde tramitava o caso, se o ministro Teori não aderia, ficávamos vencidos eu e o (Dias) Toffoli, por exemplo."
Para o ministro, o que mudou o cenário e a posição da Corte acerca da Operação Lava Jato foi a decisão de 2021 em que o STF declarou Moro suspeito ao condenar o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação do tríplex do Guarujá.
Moro é acusado de abuso de poder econômico e caixa dois na campanha de 2022, quando se elegeu senador. O processo partiu de duas ações encabeçadas pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PCdoB, PV e PT.
A defesa do senador considera que a arrecadação de recursos e as despesas na pré-campanha não precisam ser submetidas às prestações de contas eleitorais. No início de dezembro, em depoimento ao TRE-PR, Moro disse que as alegações dos partidos devem ser "descartadas". Seguiremos comprovando nas alegações finais que 98% daquilo que os partidos autores apresentaram deve ser descartado. E o que sobra não representa abuso nenhum. A eleição do senador Moro foi legal e legítima", disse a defesa de Moro ao Estadão.
O ministro reconhece que, inicialmente, ele e os outros ministros tinham "palavras de apoio" à operação. A posição mudou com o desenrolar da Lava Jato.
"Num determinado momento, os procuradores da Lava Jato saíram propondo reformas institucionais, entre elas acabar praticamente com o habeas corpus, com a possibilidade de obtenção de liminares em habeas corpus, coisa que nem o AI-5 conseguiu em plena ditadura".
Gilmar se refere à polêmica proposta 'dez medidas contra a corrupção', que a força-tarefa dos procuradores de Curitiba, liderada pelo então procurador Deltan Dalagnoll, levou ao Congresso no auge da Lava Jato. O projeto não teve êxito, foi rejeitado por deputados e senadores.
Gilmar destaca que o ex-deputado Onyx Lorenzoni (PL) era relator do caso na Câmara o que, segundo ele, mostra "uma certa conexão" entre o grupo bolsonarista e a Lava Jato antes mesmo das eleições de 2018.
O ministro do STF conta ainda que encontrou-se com o então ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o governo Bolsonaro. Guedes teria contado a Gilmar que, entre o primeiro e o segundo turnos da eleição de 2018, ele teria sido o responsável por convidar Moro para o Ministério da Justiça.
O ex-juiz deixou o Ministério em 2020, após acusar Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal.
Gilmar atacou também os acordos de leniência fechados pelo Ministério Público na Lava Jato. Ele considera que o poder que o Ministério Público obteve ao avaliar que poderia fechar pactos dessa natureza "produziu, na verdade, um monstro".
O ministro afirma que a lei prevê que tais acordos seriam de responsabilidade da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU), mas que durante a Lava Jato, a Procuradoria entendeu que também teria essa atribuição.
"Isso dá ao MP uma posição super privilegiada. Se o empresário faz acordo de leniência lá em Curitiba, sede da Lava Jato, ele o faz com medo, inclusive, da prisão", disse Gilmar.
Uma suposta coação do Ministério Público - ou falta de voluntariedade dos investigados - está na base dos pedidos de revisão dos acordos de leniência e na decisão do ministro Dias Toffoli que assim fundamentou a suspensão dos ajustes firmados pelas empresas J&F e Odebrecht com o MP.
A Procuradoria-Geral da República se coloca em oposição a essa análise. Em recursos contra as decisões de Toffoli a favor da J&F e da Odebrecht, o procurador-geral Paulo Gonet afirma não haver provas de coação nos casos, apenas "ilações e conjecturas abstratas".
A questão de quem poderia, de fato, celebrar acordos de leniência foi pacificada em agosto de 2020, quando órgãos do poder público firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que padroniza o modelo, com a CGU e a AGU como responsáveis por conduzir tanto a negociação quanto a assinatura dos atos.
Os acordos da Lava Jato fechados pelo Ministério Público, no entanto, ocorreram antes desse marco.
Na próxima segunda, 26, o ministro André Mendonça receberá empresários, representantes de órgãos públicos e de partidos para uma audiência de conciliação, com o objetivo de discutir uma ação proposta pelo Solidariedade, PSOL e PCdoB que pede a suspensão liminar de todos os acordos de leniência da Operação Lava Jato firmados antes do ACT de 2020.
POR ESTADAO CONTEUDO
RECIFE/PE - Após o empate contra o Sport, o ônibus do Fortaleza foi apedrejado na saída da Arena Pernambuco. Seis jogadores ficaram feridos e precisaram ser encaminhados ao hospital.
Segundo o Fortaleza, Titi, Brítez, João Ricardo, Sasha, Dudu e Escobar precisaram ser levados ao Real Hospital Português, no Recife. O ataque ocorreu nas imediações do bairro Curado, próximo do Atacadão dos Presentes.
Em vídeo divulgado pelo próprio clube, é possível ver várias janelas quebradas, e cacos de vidros estilhaçados sobre as poltronas. Alguns dos assentos estão sujos de sangue.
O CEO Marcelo Paz, o presidente Alex Santiago e membros da diretoria acompanharam os atletas ao hospital. Os demais jogadores do elenco voltaram ao hotel.
Marcelo Paz fez um vídeo mostrando a situação dos atletas dentro do ônibus na saída do estádio.
- Atingiram nossos jogadores. O Dudu está aqui sangrando. Isso é um absurdo. Não cabe mais no futebol brasileiro. Estamos todos revoltados aqui - disse Marcelo nas redes sociais.
O meia-atacante Yago Pikachu postou a foto de uma pedra e dos encostos dos ônibus com sangue.
- Covardia. Cinco jogadores para o hospital - publicou o atleta.
Posteriormente ao ocorrido, na madrugada desta quinta, o presidente do Sport, Yuri Romão, foi ao hospital prestar apoio à delegação do Fortaleza. Ele e Marcelo Paz falaram com o ge, onde foram prestados mais detalhes sobre a situação dos atletas. O Leão postou nota de repúdio, enquanto o Tricolor do Pici soltou nota oficial detalhando a situação dos atletas.
Veja a íntegra da nota
"O ônibus da delegação do Fortaleza, que embarcava atletas, comissão técnica, staff e diretoria, foi atacado por bombas e pedras por torcedores do Sport na saída da Arena de Pernambuco após o jogo pela Copa do Nordeste.
Após o ocorrido, a delegação foi levada rapidamente e diretamente ao hospital mais próximo de Recife.
Seis jogadores foram atingidos: o goleiro João Ricardo foi ferido com um corte no supercílio e o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar sofreu uma pancada na cabeça, um corte na boca e um outro corte no supercílio. O lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram feridos com estilhaços de vidro e tiverem que conter sangramentos.
João Ricardo e Gonzalo Escobar passaram por suturas, procedimento de recebimento de pontos cirúrgicos. O lateral-esquerdo também irá realizar exames de tomografia na cabeça, mas está bem e consciente. Os demais atletas passarão por cuidados médicos para a retirada de estilhaços de vidro pelo corpo.
Seguimos no aguardo de novas atualizações e, neste momento, estamos dando às devidas assistências aos componentes de toda delegação."
Por Elias Roma Neto e Juscelino Filho / ge
COCHABAMBA - Com uma performance na qual não teve inspiração, o Botafogo viu o Aurora (Bolívia) arrancar um empate de 1 a 1, na noite desta quarta-feira (21) no Estádio Félix Capriles, em Cochabamba, na partida de ida pela 2ª fase prévia da Copa Libertadores.
?️ No apagar das luzes! O @CDAuroraOficial arrancou um empate do @Botafogo no jogo de ida da Fase 2 da CONMEBOL #Libertadores.
— CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) February 22, 2024
? A decisão ficou para a próxima quarta-feira, no Nilton Santos! pic.twitter.com/ugWXvPZwZp
Com este resultado o Alvinegro terá que definir a vaga para a 3ª fase prévia da competição continental na próxima quarta-feira (28) no estádio Nilton Santos, a partir das 21h30 (horário de Brasília).
Mesmo jogando fora de casa a equipe de General Severiano teve a oportunidade de abrir o placar logo aos 22 minutos do primeiro tempo, quando o goleiro Akologo defendeu a cobrança do atacante Tiquinho Soares. Porém, quatro minutos depois Júnior Santos aproveitou sobra de bola para colocar o Botafogo em vantagem. Aos 35 minutos o Aurora conseguiu igualar o marcador com Amarilla, mas o juiz anulou o lance, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), ao assinalar irregularidade no lance.
Na etapa final o Botafogo teve inúmeras oportunidades de ampliar, mas não teve competência para marcar e viu o Aurora igualar já aos 50 minutos da etapa final com Torrico.
Pela Copa do Brasil, o Cruzeiro foi derrotado por 2 a 0 pelo Sousa no estádio Marizão, na Paraíba. Com este resultado a Raposa foi eliminada na primeira fase da competição.
SÃO CARLOS/SP - A ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos) realiza na manhã desta quinta-feira, 22 de fevereiro, um Café Especial de Posse da sua Nova Diretoria – Gestão 2024/2027.
O evento – que acontece a partir das 10 horas, no Palácio do Comércio “Miguel Damha” – marca um momento memorável e histórico para a associação, que empossará Ivone Zanquim, como a Primeira Mulher Presidente da ACISC, ao longo de todos esses anos.
Eleita na tarde do dia 16 de janeiro, por aclamação de todos os associados presentes, Ivone deve contar com o apoio do atual presidente José Fernando Domingues, o Zelão, como seu vice-presidente, e demais empresários que comporão a nova Diretoria Executiva, bem como, o Conselho Deliberativo e a Comissão Fiscal.
Instalada na região da Baixada do Mercado há 48 anos, a presidente eleita conta que pretende trabalhar por todo o comércio da cidade. “Além dos comerciantes que estão na Baixada do Mercado Municipal, vamos trabalhar em prol de todos os corredores comerciais da cidade. Espero contar com a participação de todos. Iremos realizar reuniões e ouvir todos os comerciantes para que a gente saiba a necessidade de cada um”, declarou.
Ivone fala da alegria de ter sido a Primeira Mulher Presidente da ACISC. “Há 24 anos estou junto na Diretoria, sempre participando. Aceitei o convite para me tornar a primeira mulher presidente, porque acho que é um desafio que estaremos juntos superando”, afirmou.
Zelão Domingues, que está há 9 anos à frente da entidade, falou sobre a transferência de gestão da entidade. “A gente sempre procurou fazer um trabalho transparente, digno e só temos recebido elogios. Isso para a gente é uma satisfação muito grande porque vemos que a cada ano que passa, a ACISC vem crescendo e mostrando tudo aquilo que ela oferece e pode fazer em prol dos comerciantes”, afirmou.
Fundada oficialmente em 22 de fevereiro de 1931, a ACISC é uma instituição sem fins lucrativos, que visa defender, assistir, amparar, orientar, instruir e coligar as classes que representa. Além dos relevantes serviços e assessoria que presta aos seus associados, a entidade desempenha um papel decisivo na defesa dos interesses da iniciativa privada.
Conforme documento histórico, a ideia de fundação da ACISC surgiu em 11 de fevereiro de 1926, quando um grupo de empresários locais realizou a primeira reunião para discutir o assunto.
Naquela oportunidade, foi assumido o compromisso de elaboração dos estatutos institucionais, que seriam aprovados em época oportuna. Ambrogi & Barbieri são responsáveis pela abertura do documento, em que constam também assinaturas de ilustres e saudosos comerciantes, que pelo trabalho e dedicação serviram de base para a evolução da categoria no município e para a própria formação da entidade, que viria a ocorrer cinco anos depois.
Biografia
Natural de Brotas, Ivone Zanquim mudou-se para São Carlos aos 11 anos de idade, onde construiu sua família e vida profissional. É casada, mãe e avó. Graduada em Direito pela FADISC São Carlos, tornou-se empresária no ramo comercial.
Em 1977 fundou a Agropecuária Zanquim, junto de seu marido Wamberto Zanquim, contribuindo até os dias atuais para o desenvolvimento do município e do comércio local. Desde 1998 é integrante da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), ocupando diversos cargos, sendo atual Vice-Presidente.
Ivone sente-se honrada e preparada para ocupar o cargo de Presidente, se tornando a primeira mulher a ocupar este cargo, nos 93 anos de história da ACISC. Com 48 anos de experiência profissional, aplicará o seu conhecimento e suas habilidades para agregar e aperfeiçoar os processos e procedimentos, visando o fortalecimento do comércio na cidade de São Carlos.
Serviço:
Café Especial de Posse da Nova Diretoria e de Comemoração dos 93 anos da ACISC
Data: 22 de fevereiro de 2024
Horário: a partir das 10 horas
Local: Palácio do Comércio “Miguel Damha”, na rua General Osório, 401, Centro de São Carlos
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