Jornalista/Radialista
NOVA GUINÉ - Um tubarão considerado raro, que não era avistado desde 1970, voltou a ser registrado em Papua-Nova Guiné.
O primeiro exemplar da espécie, batizada “Gogolia filewoodi”, foi capturado por um pescador em julho de 1970, na baía de Astrolabe, próximo à foz do rio Gogol. Tratava-se de uma fêmea grávida com 74 centímetros.
Três anos depois, a espécie foi oficialmente registrada como um novo gênero, recebendo o nome em homenagem ao local da descoberta e ao cientista que a classificou, L. W. Fillewood.
No entanto, desde então, a espécie não havia sido vista novamente, mesmo após diversas pesquisas científicas na região.
Agora, um estudo publicado em 21 de agosto no Journal of Fish Biology revelou que, desde 2020, pescadores da província de Madang capturaram seis exemplares — cinco fêmeas e um macho.
Os animais foram documentados por um funcionário da World Wildlife Fund (WWF), que fotografou parte dos tubarões e confirmou a identidade da espécie. Assim como em 1970, todos foram capturados próximos à foz do rio Gogol.
Os cientistas acreditam que o habitat do tubarão pode se restringir a uma pequena área da baía de Astrolabe e destacam que já estão sendo iniciadas medidas de monitoramento para preservar “essa espécie única e rara”.
por Notícias ao Minuto Brasil
EUA - O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos anunciou, no domingo (24), que foi detectado no país o primeiro caso de um humano afetado pela 'Cochliomyia hominivorax' ['New World screwworm'], um parasita carnívoro, após viagem.
De acordo com a Reuters, o caso foi confirmado pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças [Centers for Disease Control and Prevention, CDC] em 4 de agosto e envolvia um paciente do estado de Maryland que tinha regressado de uma viagem a El Salvador.
"O risco para a saúde pública nos Estados Unidos devido a essa introdução é muito baixo", explicou Andrew G. Nixon, porta voz do departamento de saúde.
Segundo a administração norte-americana, este ano não foi detectada nenhuma situação que envolve esta infecção em animais, este ano.
De acordo com a Reuters, será possível que as notícias sobre a infecção devido a este parasita, uma mosca que larga larvas, abalem a indústria da produção de carne bovina e comerciantes de gado, já em alerta devido à situação - isto porque esta praga, que se localiza agora na América Central e no sul do México, estaria se deslocando para o norte.
A confirmação de Washington sobre este caso ocorre na semana seguinte a uma viagem realizada pela Secretária do Departamento de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, até ao estado do Texas, que faz fronteira com o México, onde anunciou planos para a construção de uma instalação esterilizada para moscas, como parte dos esforços para combater a praga.
A Reuters falou ainda com uma veterinária estadual da Dakota do Sul que foi notificada já na semana passada sobre um caso de infecção vindo de Maryland. A médica, Beth Thompson, procurou respostas junto do CDC, que remeteu esclarecimentos para o estado: "Descobrimos [o caso] por outros meios e tivemos que ir ao CDC para nos informar do que estava acontecendo. Eles não foram transparentes."
Uma outra fonte disse, no entanto, à mesma agência, que alguns veterinários souberam do caso através de uma reunião na semana passada com os veterinários.
Mas que parasita é este?
A situação diz respeito a moscas que depositam ovos em feridas de qualquer animal com sangue quente, o que inclui os seres humanos. Os ovos eclodem, centenas de larvas usam a boca para perfurar a carne viva, e, eventualmente, matam o hospedeiro [pessoa ou animal afetado] se não houver tratamento.
Estas larvas podem ser devastadoras para o gado e a vida selvagem, e raramente infectam humanos. No entanto, sublinha a Reuters, uma infecção em um animal ou pessoa pode ser fatal.
De acordo com o que o CDC adianta no site, os sintomas manifestam-se de muitas formas, como, podendo ser vistas as larvas à volta de uma ferida aberta. "Também podem estar no nariz, nos olhos ou na boca", alertam os especialistas.
Para além dos locais, o CDC aponta ainda que podem ser sinais desta infecção quando existem lesões cutâneas inexplicáveis que não cicatrizam, feridas que pioram, feridas de onde se sinta dor, sentir o movimento de larvas ou um cheio desagradável vindo da ferida.
por Notícias ao Minuto
REINO UNIDO - A paraquedista Jade Damarell morreu em abril durante um salto que teve um fim trágico. Agora, foi revelado que, afinal, a mulher não acionou o paraquedas de forma intencional.
Jade, que trabalhava na área do Marketing, e tinha uma vasta experiência em skydiving morreu após ter caído em uma fazenda em Fleming Field, no condado de Durham, no Reino Unido.
A mulher não sobreviveu à queda, sabendo-se agora que o paraquedas não foi acionado de forma intencional e que o objetivo da mulher, de 32 anos, era tirar a sua própria vida.
Investigação conclui que equipamento estava bom
Esta é a conclusão de uma investigação realizada ao acidente, que refere que Jade tinha uma vasta experiencia em esportes radicais, tendo efetuado mais de 500 saltos do gênero. No dia anterior, tinha efetuado seis saltos bem sucedidos. Além disso, as condições climáticas estavam propícias à realização desta atividade radical.
Porém, um dia antes do salto Jade tinha terminado seu relacionamento com o namorado, informação confirmada pelo próprio homem. A BBC refere que o casal tinha se conhecido exatamente graças à prática desta atividade, levando tudo a crer que o fim da relação poderá estar na origem da decisão de Jade.
A investigação concluiu também que todo o equipamento que a mulher usava estava em bom estado, colocando à parte a possibilidade de ter acontecido uma falha durante o salto.
Causas da morte
Jade morreu em consequência de um "traumatismo contuso", segundo concluiu uma autópsia realizada no Royal Victoria Hospital, em Newcastle. Os exames toxicológicos deram negativo para álcool ou drogas.
Os seus pais, Liz e Andrew Samuel, que assistiram à leitura do relatório da investigação, recordaram a filha como sendo "uma pessoa brilhante, aventureira e de espírito livre, que vivia com imensa energia, paixão e amor, e tocou inúmeras vidas com a sua cordialidade e gentileza".
por Notícias ao Minuto
ISRAEL - O governo de Israel retirou a indicação para ter um novo embaixador em Brasília, após um impasse provocado pela decisão do governo Lula (PT) de segurar o aval ao nome do diplomata Gali Dagan para o posto. Com isso, o país fica sem representação desse nível no Brasil, o que indica a intenção de manter o relacionamento em um nível diplomático inferior.
A decisão foi noticiada pelo jornal Times of Israel e confirmada por um funcionário do governo brasileiro que acompanha o tema. A medida representa um novo episódio no desgaste na relação entre os dois países e ocorre após meses de impasse em torno de um pedido não respondido de agrément -a aprovação formal concedida pelo Itamaraty para a nomeação de embaixadores estrangeiros.
A chancelaria israelense recuou do envio de Dagan para chefiar a missão diplomática em Brasília porque o governo brasileiro se recusou a conceder o aval.
"O pedido foi inexplicavelmente ignorado", disse o Ministério de Relações Exteriores israelense em comunicado noticiado pelo Times of Israel. Ainda de acordo com a nota, a decisão implica que as relações com o Brasil passam a ser conduzidas "em um nível mais baixo".
A Folha revelou em março que o governo brasileiro segurava a concessão do agrément, o que ampliava o risco de aprofundar a crise com o premiê Binyamin Netanyahu. O Itamaraty não rejeitou formalmente o pedido, mas o deixou sem resposta -o que, na diplomacia, equivale a um sinal de que o governo tem restrições ou não aceita a indicação.
O episódio é parte de uma sequência de episódios de tensão na relação bilateral. Em 2024, Lula foi declarado "persona non grata" após comparar ações militares israelenses na Faixa de Gaza à perseguição de judeus no Holocausto.
O contato entre os dois governos tem sido marcado por atritos e gestos de distanciamento. O Brasil chamou de volta seu embaixador em Tel Aviv no ano passado, depois que o diplomata Frederico Meyer, que ocupava o posto, foi chamado ao Museu do Holocausto e exposto a uma reprimenda pública pelo então chanceler israelense, Israel Katz. O Brasil até hoje não enviou um substituto.
Em julho, o governo Lula deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, a IHRA, organização internacional criada para combate ao antissemitismo e memória do massacre dos judeus. Segundo diplomatas, a decisão de retirar o Brasil da aliança foi tomada porque a adesão foi feita de maneira inadequada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em paralelo, o Brasil também ingressou formalmente na ação que a África do Sul move contra Israel na Corte Internacional de Justiça da ONU, acusando Tel Aviv de cometer genocídio em Gaza.
A chancelaria israelense afirmou que a decisão brasileira é "mais um sinal da postura crítica e hostil" adotada pelo Palácio do Planalto desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas em território israelense e desencadeou a ofensiva militar em Gaza.
por Folhapress
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