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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Encontro reuniu servidoras para debater violência de gênero, legislação de proteção e fortalecer a valorização das mulheres na autarquia.

 

SÃO CARLOS/SP - Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, na manhã desta quinta-feira (5), a palestra “Feminicídio, Leis e Direitos das Mulheres”, ministrada pela advogada e presidente da OAB – Subseção São Carlos, Andréa Izilda Martos Valdevite. A iniciativa teve como objetivo promover reflexão sobre os direitos das mulheres, os mecanismos de proteção existentes e os desafios que ainda persistem no enfrentamento à violência de gênero.

PALESTRA – Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 mulheres assassinadas. Após uma redução em 2021, com 1.347 casos, os registros voltaram a crescer nos anos seguintes: 1.455 em 2022, 1.475 em 2023 e 1.492 em 2024.

Durante o encontro, a advogada Andréa Izilda Martos Valdevite abordou temas como machismo estrutural, rede de proteção jurídica às mulheres, Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015). Também foram discutidos o papel do Estado no combate à violência, as diferentes formas de agressão, os sinais de comportamentos abusivos e as formas de buscar proteção.

A advogada destacou ainda a importância da conscientização e do fortalecimento das redes de apoio entre mulheres. “O Brasil possui um arcabouço jurídico robusto, mas a lei só se transforma em mudança quando é aplicada com consciência e coragem. Consciência para reconhecer a realidade e coragem para agir diante dela. Fortalecer redes de apoio é fundamental para construir uma sociedade mais segura para mulheres e crianças”, afirmou.

MULHERES QUE INSPIRAM - Além da palestra, o SAAE também apresentou o vídeo da campanha “Qual mulher te inspira no SAAE?”, no qual as servidoras foram convidadas a compartilhar o nome de uma colega que faz a diferença em seu dia a dia. Mais do que uma simples pergunta, a iniciativa se transformou em um momento de reconhecimento, carinho e valorização entre mulheres que constroem juntas a rotina da autarquia.

A campanha buscou evidenciar histórias de apoio, companheirismo e admiração que muitas vezes passam despercebidas na correria do cotidiano. O vídeo emocionou as participantes, que se surpreenderam ao ouvir relatos sinceros de respeito e gratidão, mostrando que pequenos gestos e palavras podem fortalecer vínculos e inspirar ainda mais união entre as servidoras.

O presidente do SAAE, Derike Contri, destacou o papel essencial das mulheres na construção do ambiente de trabalho da autarquia. “O SAAE é feito por mulheres fortes, dedicadas e inspiradoras. Mulheres que, muitas vezes, conciliam diferentes jornadas entre trabalho, família, estudos e tantos outros desafios. São elas que, com sensibilidade, coragem e determinação, tornam o nosso dia a dia mais humano e fazem do SAAE um lugar melhor para todos. Quando uma mulher inspira outra, ela fortalece todas nós. É dessa união, desse respeito e dessa admiração que nasce a força capaz de transformar ambientes, histórias e a própria sociedade”, destacou

SÃO CARLOS/SP - Uma oportunidade de trabalho está aberta em São Carlos para a função de Supervisor(a) de Desenvolvimento Social no Projeto Guri.

A vaga é destinada à regional administrativa do programa na cidade e faz parte da estrutura da Santa Marcelina Cultura, organização responsável pela condução do projeto no estado de São Paulo.

O profissional selecionado irá atuar no acompanhamento e fortalecimento das ações sociais desenvolvidas pelo programa, que promove educação musical gratuita para crianças e adolescentes como forma de estimular inclusão e desenvolvimento.

Para participar da seleção, os candidatos devem se inscrever de forma online por meio da página oficial da instituição.

Criado para ampliar o acesso à cultura, o Projeto Guri se consolidou como uma das maiores iniciativas socioculturais do Brasil, atendendo milhares de jovens em diferentes municípios paulistas.

Informações completas sobre a vaga e o processo seletivo podem ser consultadas no site da Santa Marcelina Cultura.

AUSTRÁLIA - Nos últimos anos era fácil apostar nos grandes protagonistas da F1: em 2024, Max Verstappen já chegou mostrando que defenderia o tetracampeonato. A McLaren, em 2025, também confirmou o favoritismo. Na temporada 2026, porém, o novo regulamento técnico da categoria promete bagunçar o grid, ainda que Mercedes e Ferrari tenham dado bons sinais nos testes.

Na quinta-feira, a partir das 22h, você acompanha ao vivo o primeiro e o segundo treino livre do GP da Austrália no sportv 3. A transmissão das sessões de sexta-feira começa às 22h30 também no sportv 3. A primeira corrida da temporada 2026 da Fórmula 1 no circuito de Melbourne será transmitida ao vivo pela TV Globo, pelo sportv 3 e pelo ge a partir da 0h15 na madrugada de sábado para domingo.

Com a chegada de novas regras, tudo volta à estaca zero na F1, e as equipes possuem as mesmas oportunidades - para errar ou acertar. O exemplo recente mais marcante é da Mercedes, coadjuvante em 2013 e protagonista em 2014 quando a categoria adotou os motores V6 turbo. Antes, a Red Bull dominava, detentora de quatro títulos consecutivos liderada por Sebastian Vettel.

Atualmente, quem ocupa o posto de equipe a ser batida na F1 é a McLaren. O time acertou nas melhorias em seus últimos dois carros e levou os Mundiais de construtores em 2024 e 2025 No último ano, ainda fez de Lando Norris campeão.

No entanto, o time e o piloto inglês esbarram em uma F1 totalmente nova em 2026. A categoria promoveu diversas mudanças em seu carro, que está menor e com muitas novidades aerodinâmicas; e no próprio motor, mais sustentável, mais eletrificado e com novos mecanismos que prometem fomentar as disputas na pista.

Quem desponta em 2026?

As especulações em torno da Mercedes e da Ferrari começaram no shakedown de Barcelona, na Espanha, em janeiro. A equipe alemã completou impressionantes 500 voltas e começou a chamar atenção por seu motor - que, por sinal, está na mira da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) após queixas das rivais por uma suposta brecha que lhe garantiria até 0s3 de vantagem.

A equipe também apresentou um bom ritmo nas duas rodadas de testes de pré-temporada no Bahrein. George Russell e Andrea Kimi Antonelli lideraram três dos seis dias de atividades no Circuito de Sakhir, embora a equipe tenha sofrido com dois problemas na unidade de potência e teve que trocá-las.

- Em termos de compreensão da ordem competitiva, eu diria que este teste confirmou que a Ferrari e a Mercedes parecem ser as equipes a serem batidas - declarou Andrea Stella, chefe da McLaren.

Antonelli ainda registrou a segunda volta mais rápida de toda a pré-temporada, 0s8 atrás do 1m31s992 de Charles Leclerc. E assim como em Barcelona, a escuderia foi a que mais andou: ao todo, 432 voltas.

As falas dos pilotos e chefes servem como termômetro neste início de temporada. Russell, na ocasião do lançamento oficial do W17 (carro de 2026 da equipe), declarou que a Mercedes está em sua melhor fase desde 2021, último ano em que disputou o Mundial.

A Ferrari andou menos nos testes do Bahrein, completando apenas 324 voltas - mais de 100 atrás da Mercedes. Porém, o time completou uma extensa quilometragem de 444 voltas em Barcelona e, assim como a rival alemã, destacou-se nas simulações de corrida durante as sessões em Sakhir.

A escuderia italiana teve algumas questões; Hamilton sofreu uma falha com o chassi e em um teste de captação de combustível; ele se despediu dos testes tendo feito só cinco voltas na sessão matinal do quinto dia. Por outro lado, o time saiu do Bahrein com a volta recorde de toda a bateria de testes, registrada por Leclerc; além disso, ele ainda foi o mais rápido no segundo dia da pré-temporada.

Tudo indica que a Ferrari conseguiu fazer um bom trabalho com o carro, o SF-26, e o próprio motor, o que também teria colocado sua cliente Haas em um bom lugar no pelotão intermediário. Desde meados de fevereiro, Hamilton, Leclerc e o chefe Frederic Vasseur têm dado declarações muito positivas - o heptacampeão chegou a dizer que o espírito vencedor da equipe italiana está de volta.

A Ferrari ainda chegou no penúltimo dia de testes com uma solução inovadora: uma asa traseira que gira em 180º adicionais. A novidade gerou até brincadeiras por parte de Vasseur, que batizou o dispositivo de "Macarena".

Com as mudanças de regulamento passou a ser necessário acelerar o carro por mais tempo para manter altas as rotações do motor e garantir que ele esteja pronto pra partida. Os pilotos passaram a praticar as largadas no fim de cada dia de testes; em um deles, Hamilton disparou à frente dos demais. A Ferrari teria feito seu motor com um turbo menor, que diminuiria o atraso na resposta do dispositivo.

O último momento de protagonismo da Ferrari foi em 2022, quando Leclerc disputou com Verstappen; a Mercedes, por sua vez, não ocupa os holofotes desde a antológica rivalidade do holandês da Red Bull contra Hamilton em 2021. Ambas foram eclipsadas pela evolução da própria Red Bull, beneficiada com a introdução dos carros com efeito solo em 2022, e pelo posterior crescimento da McLaren.

E a atual campeã?

A McLaren chegou a ser a mais rápida no primeiro dia de atividades da F1, com Lando Norris. Após as sessões em Sakhir, Oscar Piastri, piloto do time, chegou a declarar que a pré-temporada foi tranquila para o time e que todos estão "um pouco mais otimistas". O australiano, porém, reforçou que a equipe não deve estar liderando o pelotão, embora possa ter potencial para estar na parte da frente da tabela.

As simulações de corrida indicam que a equipe de Woking pode estar andando perto das rivais bem-cotadas, embora seja difícil precisar em qual ordem o time esteja. A possibilidade da Mercedes ter acertado em seu motor também seria benéfica para a McLaren, que é cliente da montadora alemã.

Verstappen terá chances?

Sob comando do chefe Laurent Mekies, a Red Bull precisa adaptar-se ao seu novo motor: a equipe trabalha com a Ford, que reforça os trabalhos já desenvolvidos pela Red Bull Powertrains - a divisão de unidades de potência do time austríaco. As primeiras avaliações de Verstappen sobre a parceria foram positivas; mas apesar do ritmo otimista no Bahrein, a equipe andou pouco, o que preocupa.

Na tabela de voltas mais rápidas, a Red Bull aparece com a quarta, registrada por Verstappen. Quem levou a pior foi Isack Hadjar, novo colega do holandês: em um dia ele chegou a dar só 13 voltas com um vazamento de água no motor. Em outro, sofreu uma falha hidráulica e também não pôde pilotar.

O pelotão intermediário

Rumores apontam que a Haas viria com mais força dentre as equipes do meio do grid. Além do reforço com o motor Ferrari, o time foi o terceiro que mais andou em Sakhir - 404 voltas, 28 a menos que a Mercedes.

A Alpine também não deve estar muito atrás: reforçada com o motor Mercedes em uma parceria que substitui o antigo acordo com a Renault, a equipe chegou a registrar a quinta volta mais rápida dos testes. Nenhuma delas também teve problemas flagrantes ao longo das sessões.

A Williams, "melhor do resto" em 2025, chega sob alerta. A equipe perdeu o shakedown em Barcelona por atrasos na conclusão do carro e, embora tenha conseguido dar muitas voltas em Sakhir, o ritmo não se sobressaiu. A equipe ainda estaria enfrentando problemas com excesso de peso, chegando a 30 kg além do limite, mas a informação foi negada pelo chefe James Vowles.

A Audi de Gabriel Bortoleto, que assume o espólio da Sauber e produz seus próprios motores, sofreu bastante já no shakedown de Barcelona - com falhas hidráulicas e na caixa de câmbio. O diretor técnico Mattia Binotto declarou que o time possuía uma "lista muito longa" de problemas a resolver.

As quebras seguiram na primeira semana no Bahrein. Mas, na segunda rodada, o time pareceu ter adquirido mais estabilidade. A equipe alemã despediu-se das atividades com o sétimo melhor tempo e, nas palavras do próprio Bortoleto, conseguiu resolver praticamente todos seus entraves.

Cadillac e Aston Martin em baixa

A recém-chegada Cadillac e a Aston Martin saíram em baixa do Bahrein. A primeira sofreu com sucessivas quebras ao longo dos dias, com Valtteri Bottas e Sergio Pérez a bordo, além de ter dado só 266 voltas no decorrer dos seis dias.

- Somos muito realistas em relação ao desempenho e à dificuldade de gerar esse desempenho. Mas acredito que agora temos uma plataforma na qual podemos começar a avançar. Isso é o máximo que se poderia pedir de uma equipe nova, a não ser que aconteça um milagre - declarou o chefe Graeme Lowdon, após a primeira rodada da pré-temporada.

A situação da Aston Martin preocupa mais. Na primeira semana em Sakhir, Lance Stroll disse que a equipe estaria 4s atrás das rivais. O chefe de equipe recém-chegado e lendário projetista da F1, Adrian Newey, afirmou que ainda em 2025 eles estavam pelo menos quatro meses atrasados no projeto de 2026 - o que explica o fato do time ter perdido parte do shakedown em Barcelona.

Tudo que está ruim pode piorar. E no caso da Aston Martin, os problemas se agravaram na segunda semana em Sakhir: na quinta-feira, uma falha na bateria deixou Fernando Alonso parado no meio da pista e encerrou as atividades do time mais cedo.

No dia seguinte, Lance Stroll só conseguiu dar stints curtos e, após seis voltas, a Aston Martin decidiu empacotar suas coisas e deixar o Circuito de Sakhir - também pelo fato de já estar sem peças de reposição para o motor.

O problema do AMR26, modelo deste ano da equipe, não está apenas no carro - o primeiro projetado por Newey. O motor da Honda, nova parceira da Aston Martin que veio para substituir a Mercedes, peca em potência.

A marca teria sido prejudicada com pouca expertise e mão de obra pelo fato de, em 2021, ter encerrado parte de suas operações na F1 apesar de seguir como parceira da Red Bull Powertrains. A unidade de potência japonesa ainda estaria operando em uma rotação abaixo do ideal, embora Alonso tenha negado esta informação.

Na tabela de tempos do Bahrein, a Aston Martin divide as últimas colocações com a Cadillac; para completar, deu apenas 128 voltas no decorrer da pré-temporada, o que impede que o time colete dados necessários para estudar melhorias.

 

Por Breno Peçanha e Bruna Rodrigues / ge

RÚSSIA - Os preços de referência do gás no atacado na Holanda e no Reino Unido sobem na manhã desta quinta-feira (5), depois que o presidente Vladimir Putin alertou que a Rússia poderia interromper seus fluxos remanescentes de gás para a Europa.

A declaração aumentou as preocupações de abastecimento do continente após a QatarEnergy anunciar força maior em embarques de GNL (gás natural liquefeito). A força maior é um dispositivo que isenta a empresa de responsabilidades por falhas no fornecimento.

O contrato holandês de primeiro mês, preço de referência para a Europa, subiu 2% para 49 euros por megawatt-hora às 09h28, após ter avançado 8,3% para 52,80 euros/MWh mais cedo na sessão.

O contrato britânico de abril, que subiu 7,2% mais cedo na sessão, era negociado em alta de 2,1% a 129,5 libras, segundo dados da ICE.

Questionado pela televisão estatal russa sobre os planos europeus de proibir às importações de gás russo por gasoduto até o final de 2027 e de banir novos contratos de GNL russo a partir do final de abril de 2026, Putin disse que pode ser mais vantajoso para a Rússia parar de vender o gás agora mesmo.

Putin disse, de acordo com uma transcrição divulgada pelo Kremlin, que com outros mercados se abrindo "talvez seja mais lucrativo parar de fornecer ao mercado europeu agora mesmo".

Segundo o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, o governo russo se reunirá em breve para discutir a interrupção das exportações de gás para a Europa.

"Nos reuniremos em breve, conforme instruído pelo presidente, para discutir a situação atual com as empresas de energia e possíveis rotas de transporte para nossos suprimentos energéticos", disse Novak, que é o homem de confiança de Putin para questões energéticas, a repórteres nesta quinta.

A Rússia costumava fornecer cerca de 40% do gás por gasoduto da UE (União Europeia). No ano passado, forneceu apenas 6%, segundo dados da Comissão Europeia.

"A ameaça de Putin coloca em risco uma quantidade considerável de fornecimento... Os fluxos de GNL são o principal problema. Em tempos normais, seria mais administrável um ajuste nos fluxos comerciais do mercado de GNL. No entanto, com 110 de bilhões de metros cúbicos (bcm) por ano de (GNL do) Golfo paralisados, isso seria um desafio para a Europa", disseram analistas do ING em nota matinal.

"A escassez no mercado global de GNL significa que compradores asiáticos estão buscando fornecimento alternativo", afirmaram os analistas do ING.

A tarefa da Europa de reabastecer os estoques de gás para o próximo inverno, entre dezembro e março, ficou mais cara, já que as consequências da guerra dos EUA e Israel contra o Irã perturbam a produção e os embarques de GNL, restringindo a oferta e fazendo os preços dispararem. Os preços do gás na Europa subiram 53% desde o início das hostilidades no sábado.

Compradores na Europa precisam encontrar o equivalente a cerca de 700 cargas de GNL, ou 67 bcm, para encher os estoques neste verão, segundo analistas da Kpler, o que representa cerca de 180 cargas, ou 17 bcm, a mais do que no ano passado.

Os Estados Unidos, maior produtor mundial de GNL, têm pouca capacidade ociosa para aumentar rapidamente a produção de GNL e compensar o fornecimento perdido, segundo cálculos da Reuters e analistas do setor, já que as plantas já operam próximas da capacidade máxima, e a maioria das cargas está comprometida em contratos de longo prazo.

PREÇOS DO CARVÃO DISPARAM COM EMPRESAS BUSCANDO ALTERNATIVA AO GÁS

Os preços do carvão dispararam para o maior patamar em mais de dois anos, à medida que a alta dos preços do gás provocada pela guerra no Irã leva empresas de energia a buscar suprimentos adicionais de carvão para manter as luzes acesas.

Na Europa, os preços do carvão térmico usado em usinas de energia subiram 26% desde a véspera da guerra, atingindo US$ 133 por tonelada, com ganhos semelhantes nos mercados australiano e asiático, segundo dados de preços da Argus.

Os preços europeus do carvão térmico usado em usinas de energia subiram 26% desde a véspera da guerra, atingindo US$ 133 por tonelada, com ganhos semelhantes nos mercados australiano e asiático, segundo dados de preços da Argus.

"Sem dúvida, os mercados globais de carvão não viam uma pressão de preços assim desde a invasão russa da Ucrânia", disse Tom Price, analista da Panmure Liberum. "É o maior choque no mercado de carvão em vários anos."

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, os países europeus queimaram mais carvão enquanto trabalhavam para se livrar do gás russo. Os preços do carvão atingiram recordes de mais de US$ 400 por tonelada após a invasão.

Embora a guerra no Irã tenha pouco impacto direto no movimento de carvão pelo mundo –muito pouco dele passa pelo estreito de Ormuz–, ela fez os preços do petróleo e do gás dispararem e levantou preocupações sobre o fornecimento de gás natural liquefeito.

Isso levou empresas de energia que normalmente dependem do gás a recorrer a usinas a carvão mais poluentes como alternativa, particularmente em lugares como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e União Europeia.

Um conflito prolongado no Oriente Médio poderia elevar os preços do carvão para quase o dobro dos níveis atuais, para cerca de US$ 250 por tonelada, especialmente se a crise energética reativar usinas termelétricas a carvão desativadas, disse Alex Thackrah, gerente sênior de carvão da Argus.

George Cheveley, gestor de portfólio da Ninety One, disse que o carvão está se beneficiando de preocupações sobre o fornecimento de energia, bem como de cortes de produção feitos durante os últimos anos.

"Claramente, preços de energia mais altos terão algum efeito na demanda por carvão em alguns mercados", disse ele. "Tudo depende de quanto tempo isso vai durar."

 

 

 por Folhapress

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