Jornalista/Radialista
SOROCABA/SP - O Governador em Exercício Rodrigo Garcia autorizou na terça-feira (28) o repasse de R$ 24,5 milhões extras à Santa Casa de Sorocaba para obras e custeio, por meio do programa estadual Mais Santas Casas. Ele também deu início às obras de acesso ao Hospital Regional Adib Jatene na rodovia Raposo Tavares.
“Esse é um recurso fundamental para que possamos estruturar ainda mais a Santa Casa de Sorocaba. Ela já é referência no combate ao câncer e agora vai poder atender ainda mais a população da região”, afirmou Garcia.
A partir de 2022, a Santa Casa de Sorocaba receberá R$ 16,5 milhões por ano. Com o incremento financeiro, o serviço poderá aumentar o volume de atendimentos para pacientes com câncer, prioritariamente. Ainda neste mês, outros R$ 2,2 milhões serão repassados para que a entidade inicie a expansão de atividades.
Outros R$ 5,8 milhões serão investidos em obras de ampliação estrutural da Santa Casa, que preveem a instalação de uma sala cirúrgica e 47 leitos, entre cirúrgicos, de internação, UTI e cuidados paliativos.
Por meio do Mais Santas Casas, o recurso anual destinado pelo Governo de São Paulo para toda a região saltará de R$ 58,3 milhões para R$ 74,7 milhões, beneficiando 22 entidades. Entre eles está o GPACI (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil) de Sorocaba, que não tinha convênio e agora será contemplado com R$ 603 mil.
A partir de 2022, o Governo do Estado também aumenta em R$ 36 milhões os custeios anuais do Hospital Regional Adib Jatene e do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), totalizando R$ 294,8 milhões para ambos os serviços.
Obras na Raposo
Durante a visita, Garcia também deu início às obras para prolongamento da via marginal e melhorias no km 106 da rodovia Raposo Tavares para acesso ao Hospital Regional. O investimento é de R$ 17,5 milhões, com a geração de 300 empregos.
As obras serão feitas pela concessionária CCR ViaOeste, com prazo estimado de nove meses até a conclusão. O trecho também vai receber um novo viaduto e uma passarela para pedestres.
“Estamos fazendo um complexo viário de acesso ao Hospital Adib Jatene na Raposo Tavares, é um pleito antigo da cidade. A obra se inicia hoje e, nos próximos nove meses, nós devemos entregá-la”, disse o Governador em exercício.
Garcia também anunciou a abertura ao tráfego do complemento do dispositivo do km 66+300 da Raposo Tavares. Trata-se da interligação entre o trecho duplicado da rodovia a uma alça de acesso. Sob investimento de R$ 11 milhões, a concessionária concluiu a obra em cerca de três meses.
IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e do DAAE (Departamento Autônomo de Água e Esgoto), realizou reparos e manutenção nos Poços de Visita (PV), no bairro Jardim Cruzado.
A obra se fez necessária devido ao rompimento da rede causado pelo acumulo do lixo que é jogado pela população nos vasos sanitários, ralos e pias.
O descarte de lixo na rede de esgoto faz com que aconteçam obstruções na tubulação do sistema de coleta. O que muita gente nem desconfia é que um simples fio de cabelo que desce pelo ralo pode contribuir para o entupimento de um cano. Esse efluente que vaza polui o lençol freático e os corpos hídricos.
O óleo também é um dos grandes vilões do sistema, pois se junta a outros materiais sólidos e forma uma crosta na rede coletora. Restos de fio dental e cabelos, por exemplo, juntam-se ao óleo de cozinha e formam uma massa dura, similar a uma pedra, que bloqueia a passagem do esgoto.
A “estopa” formada nos filtros das máquinas de lavar também são um grande problema. Quando esse filtro é limpo, o resíduo de tecido que deveria ser jogado no lixo, é jogado nos ralos, e colabora muito para que sejam formadas massas de sujeira na rede.
Objetos grandes, como móveis, pneu, pedaços de madeira, pedras e garrafas plásticas, acabam entrando na rede pelos PVs (poços de visita). Muitas pessoas acabam abrindo esses PVs para jogar lixos de maior volume.
Outro problema é a interligação dos ralos dos quintais na rede coletora de esgoto, quando na verdade deveria estar ligada na rede de águas pluviais. Quando chove, essa água, que deveria seguir pelo sistema de drenagem, entra pela tubulação de esgoto elevando o volume de água na tubulação causando vazamentos e transbordamentos.
A conscientização das pessoas é o único caminho para acabar com esses problemas. Não se deve jogar nada nos vasos sanitários, ralos e pias. É importante que a população tenha ciência de seus deveres e ajude a prefeitura nesse serviço de manutenção.
BRASÍLIA/DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai pautar, na volta dos trabalhos legislativos, a proposta de criação de um fundo emergencial para ser usado em situações de catástrofes naturais como a que vem acontecendo na Bahia: “logo no primeiro dia de fevereiro [quando voltarem os trabalhos] vamos pautar algumas alterações de leis para que esses casos como da Bahia e outros estados possam ter um atendimento mais rápido e sem burocracia”.

A afirmação foi feita na tarde de terça-feira, após reunião com a bancada de deputados da Bahia para tratar de ajuda do Parlamento ao estado. “Estamos aqui analisando que tipo de medidas a gente pode fazer para propor ao Brasil que tenhamos um fundo específico, que consta no orçamento muitas vezes, e a primeira coisa que sai, porque muita vezes a gente não tem a realidade de quando vai acontecer uma catástrofe", disse.
Lira disse que esse tipo de fundo poderia ser acessado em caso de desastres naturais, eliminando a necessidade do uso de outras medidas, como a edição de créditos extraordinários e que também agiliza o repasse dos recursos. Segundo ele, durante a reunião com a bancada da Bahia para avaliar a situação das enchentes no estado, os deputados pediram a adoção de medidas para desburocratizar o repasse de recursos federais às regiões atingidas pelas chuvas.
"Um pleito da bancada da Bahia, muito unida como sempre, é de que isso [envio de verba federal] seja desburocratizado, para que isso chegue o mais rápido possível, para que o estado da Bahia tenha sua vida de retorno à normalidade da maneira mais urgente possível", afirmou.
O presidente da Câmara afirmou disse ainda que o foco, neste primeiro momento, é salvar vidas e que o governo federal tem atuado ao lado do governo estadual e das prefeituras para dar assistência às vítimas: “queremos comunicar que toda a assistência, nesse primeiro momento, que é para salvar vidas, o governo do estado, as prefeituras, o governo federal tem feito um esforço gigantesco. Não há relatos de falta de assistência nesse primeiro momento que é de salvar a vida das pessoas, de acomodar, de alimentar, de tratar”.
Lira também disse que o segundo momento vai ser fazer um levantamento dos estragos causados pelas chuvas. “Agora vem o segundo momento de fazer o levantamento dos estragos, prejuízos que as chuvas causaram com estradas, pontes, prédios públicos, habitações, no socorro aos comerciantes”, disse.
O presidente da Câmara comentou ainda a medida provisória editada pelo governo federal, que abre crédito extraordinário de R$ 200 milhões no Orçamento para recuperar rodovias danificadas por chuvas nas regiões Nordeste, Norte e Sudeste atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Segundo ele, o dinheiro ainda é um paliativo e que o governo deve adotar outras ações para auxiliar os estados.
“Temos as informações da edição de uma medida provisória hoje que deve ser, no nosso ponto de vista, ainda um paliativo para o tamanho do que aconteceu na Bahia e que está acontecendo também em outros estados do Brasil como Piauí e Minas Gerais. Devemos ter também outras ações do governo federal que já coloca a disposição, nas conversas que tivemos para dar atendimento pleno”, afirmou.
O coordenador da bancada da Bahia, deputado Marcelo Nilo (PSB-BA) lembrou das dificuldades que a população atravessa e disse que Lira se comprometeu a auxiliar na liberação dos recursos. Nilo disse ainda que a bancada também está debatendo o remanejamento de emendas parlamentares para ajudar no atendimento às vítimas.
"O presidente Lira nos prometeu que não vai faltar esforços não só de recursos, porque quem executa é o governo federal, governo estadual, mas tudo que depender do legislativo será atendido", disse.
Até o momento, o número de pessoas na Bahia afetadas pelas chuvas se aproxima de 500 mil, em especial moradores do sudoeste, sul e extremo sul do estado. Na segunda-feira (27), o estado contabilizava mais de 31.405 desabrigados e 31.391 desalojados, de acordo com dados enviados pelas prefeituras e divulgados pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec). O total de municípios afetados chega a 116, sendo que 100 já decretaram situação de emergência. Pelo menos 20 pessoas morreram.
Na manhã desta terça-feira, o governador da Bahia, Rui Costa, disse que o estado atravessa “o maior desastre natural da história”. Em entrevista coletiva, Costa disse que ainda não é possível dizer quando começará a reconstrução das áreas destruídas pelas enchentes que atingem o estado neste mês.
"A Bahia está devastada e ainda não é possível estipular quando as estradas vão ser recuperadas. Não sabemos a extensão. Vamos ter que olhar, caso a caso, a solução técnica. Em alguns lugares vamos ter que mudar a opção. Uma ponte de 50 metros de largura, por exemplo, que foi levada pela água pode ser um pouco maior, com 70 metros, para facilitar a passagem do rio", adiantou.
Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil
EUA - Desde o início do ano, aproximadamente 6 milhões de vagas de emprego foram preenchidas nos EUA. A taxa de desemprego despencou para 4,2%, perto de onde estava antes da pandemia. Mas, na cidade de Nova York, a economia parece não sair do lugar.
Depois de ganhar 350 mil empregos nos últimos meses de 2020, a taxa de pessoas empregadas desacelerou consideravelmente este ano, com apenas 187 mil empregos adicionados desde março. A taxa de desemprego da cidade, de 9,4%, é mais do que o dobro da média nacional, e sua queda nos últimos meses foi causada em grande parte pelas pessoas que decidiram pedir demissão.
Desde o início da pandemia, nenhuma outra grande cidade americana foi tão impactada. Quase 1 milhão de pessoas perderam seus empregos nos primeiros meses da pandemia e milhares de empresas encerraram suas atividades.
Enquanto a cidade mergulhava em sua pior crise financeira desde a Crise de 1929, a taxa de desemprego disparou, chegando a 20% em junho de 2020. Quase dois anos depois do início da pandemia, Nova York recuperou pouco mais da metade dos empregos perdidos, de acordo com o Departamento de Trabalho do Estado, muito menos do que o restante do país, evidenciando como a pandemia devastou alguns dos principais motores econômicos da cidade, como o turismo, a hotelaria e o varejo.
Golpe duplo
A prolongada pandemia fez os turistas desaparecerem e assustou a multidão de moradores dos subúrbios que enchiam as torres de escritórios todos os dias da semana – um “golpe duplo”, disse Andrew Rein, presidente da Citizens Budget Commission, um grupo sem fins lucrativos. Apenas 8% dos trabalhadores de escritório voltaram a trabalhar presencialmente cinco dias por semana no início de novembro, segundo uma pesquisa realizada pela Partnership for New York City.
“Trabalhadores que moram longe daqui e turistas consomem muitas das mesmas coisas”, disse Rein. “Eles consomem, de certo modo, a energia da cidade de Nova York.”
A ausência deles contribuiu para a perda de mais de 100 mil empregos em restaurantes, bares e hotéis da cidade, além de quase 60 mil empregos adicionais no varejo, no setor artístico, de entretenimento e recreação. A reabertura dos teatros da Broadway e a alta taxa de vacinação deram um empurrãozinho neste outono, o que reduziu a taxa de desemprego.
Mas o surgimento da variante Ômicron pode ameaçar a recuperação incipiente, assim que o próximo prefeito, Eric Adams, assumir o cargo em janeiro. Adams se comprometeu a usar todos os recursos do governo municipal para revigorar a economia, criando um programa de treinamento para empregos e estágios em toda a cidade.
Até agora, a cidade recuperou menos de 6 em cada 10 empregos perdidos desde o início da pandemia, enquanto o país, como um todo, recuperou mais de 9 em cada 10 empregos perdidos, disse James Parrott, economista do Centro para Assuntos da Cidade de Nova York. “Para mim, parece que sem dúvidas teremos uma recuperação muito mais lenta, muito mais arrastada.”
Benefícios
Uma forte recuperação de empregos ainda não aconteceu, apesar de uma atenuação das restrições aos negócios relacionadas à pandemia durante o verão, o fim da expansão dos benefícios de desemprego em setembro e a retomada das viagens para fora dos EUA no mês passado.
Estima-se que 800 mil residentes da cidade de Nova York, cerca de 10% da população, estavam recebendo os benefícios quando eles chegaram ao fim.
Por isso, os legisladores republicanos e proprietários de pequenas empresas culparam os benefícios por desencorajarem as pessoas a trabalhar, embora estudos recentes tenham mostrado que os pagamentos extras muito provavelmente tiveram pouco efeito sobre a escassez de mão de obra.
Mas, ao mesmo tempo, a pandemia fez com que muitos trabalhadores reavaliassem suas prioridades, dando maior importância ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, passando tempo com suas famílias e protegendo sua saúde. Isso levou alguns trabalhadores a se aposentarem, enquanto outros estão relutantes em voltar ao mercado se isso significar aceitar um emprego que exija interação presencial, dizem os economistas.
Enquanto algumas empresas estão contratando e algumas até têm escassez de profissionais, muitos trabalhadores dizem que estão com vontade de esperar para aceitar um trabalho que pague bem e tenha horário de trabalho definido, um reflexo de como a pandemia mudou as prioridades. “Há um desejo de trabalhar remotamente e por oportunidades que não os coloque em risco de nada”, disse Louisa Tatum, coach de carreira. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA
Matthew Haag e Patrick McGeehan / ESTADÃO
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