Jornalista/Radialista
Prettos, dupla formada pelos irmãos Magnu Sousá e Maurilio de Oliveira, cantores, instrumentistas, compositores, arranjadores, atores e produtores.
A apresentação será dia 25 de fevereiro, sexta-feira, às 20h no teatro da unidade com venda de ingressos.
SÃO CARLOS/SP - Os irmãos integraram o Quinteto em Branco e Preto por 18 anos, sendo vencedores do 24º Prêmio da Música Brasileira. Lançaram 4 CD’s com o grupo, além das participações em projetos especiais em CD e DVD como: Adoniran Barbosa 100 anos, Ataulfo Alves 100 anos, Prata da Casa (Sesc SP) e nos trabalhos de outros artistas como: Fabiana Cozza, Dona Inah, Osvaldinho da Cuíca, Jair Rodrigues, Beth Carvalho, Emicida, A 4vozes, Nei Lopes e Samba Social Fino. Fundaram no ano 2000 o projeto “Comunidade Samba da Vela”, movimento de grande expressão na cena do samba brasileiro, espelho e referência para o surgimento de mais 100 comunidades de samba na cidade de São Paulo.
Possuem ampla projeção internacional, se apresentaram em países como: USA, África do Sul, Itália, Portugal, Perú, Equador, França, Suiça e Alemanha e nos conceituados Festivais como: Montreux Jazz Festival (Suiça) Festival Latino-Americano (Itália), Festival de Vienne (França) Viva Afro Brasil Festival (Alemanha), Festival Artes - I Live (África do Sul).
A dupla ao longo de sua carreira, realizaram várias parcerias em projetos que vão, do tradicional Samba de Raiz à Gafieira, Orquestras Sinfônicas, Hip-Hop, Samba Rock, Pagode e Pop, contextualizando o samba em várias vertentes, além dos projetos de shows de tributos.
Dividiram palco com grandes nomes de nossa música como: Monarco da Portela, Jorge Aragão, Paulinho da Viola, Emicida, Gilberto Gil, Wilson das Neves, Ivete Sangalo, Paulo Cesar Pinheiro, Maria Rita, Moacyr Luz, Danilo Caymmi, Nelson Sargento, Martinho da Vila, Noite Ilustrada, Paula Lima, Arlindo Cruz, Monica Salmaso, Paulo Miklos, Caetano Veloso.
Possuem mais de 100 composições gravadas por artistas como: Maria Rita, Alcione, Jair Rodrigues, Beth Carvalho, Nei Lopes, Samba da Vela, Quinteto em Branco e Preto, Osvaldinho da Cuíca, Fabiana Cozza entre outros. O novo álbum “Essência da Origem”, mergulha na diversidade cultural do país e permite a expressão mais pura e essencial do povo brasileiro e suas influências. Traz um repertório autoral, com arranjos e produção assinadas pelos irmãos.
A dupla mostra neste novo trabalho, o samba e suas várias vertentes, uma viagem incrível e altamente
significativa para a cultura brasileira, visando apresentar o samba influenciado por gêneros como; jazz, pop, hip hop, baião, rock, latino, regional, dentre outros ritmos.
As principais influências musicais que tiveram ao longo da carreira, trouxeram a possibilidade, não
de fundir, e sim de mesclar esses gêneros, realizando assim um trabalho criativo e envolvente.
Para abrilhantar ainda mais o CD, contam também com as participações especiais do Rapper
“Emicida” e do Violonista “Alessandro Penezzi”.
Pelo telefone... na linha do tempo do samba
Em 1916, ano de composição e registro do primeiro samba oficialmente gravado no Brasil, “Pelo
Telefone”, com uma história bastante polêmica, torna-se sucesso no carnaval de 1917.
O espetáculo viaja na linha do tempo, até os dias atuais, o projeto visa celebrar os “100
anos de Samba”, o repertório visita a obra de grandes bambas, como: Assis Valente, Geraldo
Filme, Adoniran Barbosa, Zé Keti, Ataulfo Alves, Silas de Oliveira, Benito di Paula, Ary Barroso,
Geraldo Pereira, Candeia, Noel Rosa, Anescarzinho do Salgueiro, Paulinho da Viola, Zeca
Pagodinho, Martinho da Vila, Cartola, Venâncio, Donga, “...e muitos outros mais”
A escolha do repertório, foi cuidadosamente pensada, adotaram como critério, a palavra - “Samba”.
E que todas as composições tivessem em sua letra, fazendo assim, uma crônica com o
cotidiano, em uma verdadeira declaração de amor, exaltando ainda mais, um dos maiores
alicerces da nossa música popular brasileira, o “Samba”.
O primeiro samba gravado, “Pelo Telefone”, já tratava de uma das maiores tecnologias da
época, “o telefone”, recurso ainda atual e indispensável nos dias de hoje, e mesmo com 100
anos, o samba sempre esteve no futuro, sempre foi moderno e atual, sem perder suas raízes.
Viajando na linha do tempo, o público irá presenciar uma conversa “pelo telefone” com
alguns baluartes do passado, como isso será possível? A mágica só será revelada durante o
espetáculo...
“O samba é a veia dorsal da música popular brasileira, e que deve ser
reverenciado por nós em respeito aos grandes mestres que moldaram a nossa
história e deixaram um legado de suma importância”
Magnu Sousá
“Dentre inúmeras formas, escolhemos algumas que sintetizam épocas,
lugares e maneiras diferentes de se fazer samba. Optamos por exaltar o
samba com as mais belas composições em sua homenagem.”
Maurílio de Oliveira
Serviço:
Data: 25 de fevereiro, sexta-feira.
Horário: 20h.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia); R$ 15,00 (credencial plena). Lugares limitados.
Local: Unidade São Carlos – Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni – São Carlos – SP
SÃO CARLOS/SP - Os vereadores Bruno Zancheta (PL), Elton Carvalho (Republicanos), Lucão Fernandes (MDB), Cidinha do Oncológico (PP) e Sérgio Rocha (PTB), os três últimos membros da Comissão de Saúde do Legislativo, protocolaram um ofício ao presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Roselei Françoso (MDB), solicitando a realização de uma audiência pública para discutir a questão de melhorias gerais nas Unidades de Saúde (UBSs/USFs/UPAs) do município.
Os parlamentares salientaram: “Dada a relevância do tema, solicitamos em conjunto a realização dessa audiência pública para que possamos buscar soluções definitivas. Nosso intuito é claro: qualidade de trabalho para os servidores e bom atendimento para a população”.
“Quando unimos forças, as coisas acontecem, por isso, vereadores, mais a Comissão de Saúde, resolvemos juntos trazer a discussão desse tema para o Legislativo Municipal. A Câmara tem sido sempre protagonista dos principais temas de São Carlos, temos certeza que dessa vez não será diferente”, enfatizaram os vereadores.
Se te chamarem de anta, receba o insulto como um elogio.
Poucos animais são tão essenciais, subestimados e perseguidos como o Tapirus terrestris, maior mamífero terrestre nativo da América do Sul e um dos mais eficientes promotores de biodiversidade do planeta.
No Brasil, onde virou termo pejorativo (ao contrário do senso comum, a anta é inteligente e tem alta concentração de neurônios, similar ao elefante), foi caçada até quase sumir do mapa da Mata Atlântica e entrar na lista de espécies vulneráveis.
Conhecido pela habilidade de manter o equilíbrio da diversidade de plantas ao dispersar importantes sementes por grandes extensões, como indicou um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o bicho ganhou a fama de jardineiro das florestas.
A virada de jogo da anta-brasileira na Mata Atlântica, contudo, depende de ações urgentes para neutralizar o isolamento da população, agravado pela grande malha rodoviária da região, que dificulta o trânsito de antas entre diferentes fragmentos de florestas, não raro resultando em atropelamentos.
É o que indicou um estudo feito pelo norte-americano Kevin Flesher, pesquisador do Centro de Estudos da Biodiversidade da Reserva Ecológica Michelin, na Bahia, e a brasileira Patrícia Medici, cofundadora do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e uma das maiores especialistas em anta no mundo, que estimou sua distribuição e o estado de conservação na Mata Atlântica do continente sul-americano.
Publicado na revista Neotropical Biology and Conservation, o levantamento revelou que, apesar de as antas estarem restritas a 1,78% de sua distribuição original na Mata Atlântica no Brasil, Argentina e Paraguai, os sinais são de que a maioria das populações parece estável ou com indícios de aumento.
A anta persiste vivendo em áreas diminutas, pequenas populações desconectadas e longe de estarem em bom estado de conservação, conta Patrícia Medici. Mas a realidade é que já esteve numa situação muito pior que ocorreu lá atrás, extinguindo esse animal localmente em várias áreas de distribuição na Mata Atlântica. A população se mantém em um platô ao longo das últimas décadas, só que se a gente não intervir de forma criteriosa a situação vai voltar a piorar.
Medici é presidente do grupo de especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), uma rede internacional de 130 membros em 27 países envolvidos na conservação da anta e suas quatro ameaçadas espécies, a anta-brasileira (Tapirus terrestris); a anta-das-montanhas (T. pinchaque), encontrada na Cordilheira dos Andes; a anta-centro-americana (T. bairdii); e a anta-malaia (T. indicus), presente no Sudeste Asiático.
Poucas populações serão viáveis em cem anos
O fundo do poço da anta-sul-americana na Mata Atlântica, que já havia sido eliminada das encostas mais baixas da Serra do Mar do sul do Rio de Janeiro e em partes do Nordeste no final do século 19, ocorreu entre as décadas de 1950 e 1970, período em que os caçadores reduziram as populações remanescentes e as isolaram em florestas mais inacessíveis.
Atualmente, a pesquisa mostrou que existem ao menos 48 populações ocupando 26.654 km2 na Mata Atlântica apenas uma fração da extensão original do bioma, 1,5 milhão de km2. O número estimado de indivíduos no bioma está entre 2.665 e 15.992. A maior população entre mil e 6 mil espécimes está no mosaico formado pelas florestas da província de Misiones, na Argentina, e o contíguo Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.
Na maior parte dos fragmentos, porém, o número de indivíduos é muito pequeno, alguns mal passando de seis animais, como é o caso da Reserva Biológica da Mata Escura, em Minas Gerais, onde a população se encontra em iminente ameaça de extinção.
A análise de viabilidade populacional, por sua vez, usada para estimar o número de bichos em um local e se este número é o suficiente para sobreviver numa escala de tempo de cem anos, revela um quadro ainda mais preocupante.
Das 48 populações de antas estudas, entre 3 e 14 são viáveis no longo prazo tanto do ponto de vista demográfico, ou seja, se tem indivíduos suficientes para perdurar diante das ameaças presentes na região quanto genético. Neste caso, o risco é de que indivíduos da mesma família cruzem entre si, aniquilando e corroendo a diversidade genética.
A análise de viabilidade populacional é que vai nos dizer se um animal vai apenas persistir no local ou se ele pertence a uma população viável durante cem anos, afirma a pesquisadora brasileira. O número mágico é ter entre 200 e 250 antas, quantidade necessária para estabilizar uma população saudável diante dos impactos e manter a sua viabilidade genética.
De acordo com Kevin Flesher, o risco nas pequenas populações é alto porque que a anta precisa se deslocar muito para encontrar recursos alimentares fora de seu diminuto habitat, o que pode levá-la a ser atropelada ao atravessar uma estrada.
Ao mesmo tempo, o período de gestação das antas acontece em intervalos de três anos, dura 14 meses e gera apenas um filhote, deixando as populações suscetíveis a rápidos declínios, sobretudo se o número de animais naquela área for pequeno. A perda de um único indivíduo pode significar a extinção local.
Na visão de Patrícia Medici, se faz urgente a adoção de medidas que garantam a segurança para os animais transitarem entre os trechos de floresta. Muitos morrem ao tentar cruzar rodovias de alto tráfego como a BR-101, que atravessa a Mata Atlântica brasileira de norte a sul.
Não tenho nenhum pudor ou dúvida em dizer que a principal ameaça as antas no nosso país são os atropelamentos, diz Medici. A malha viária só aumenta e é um problema que tende a aumentar. A estratégia é pegar os pontos críticos de estradas onde comprovadamente morrem muitas antas e preparar planos de mitigação, como passagens inferiores, cercas, placas e radares. Temos ferramentas muito eficientes. O que a gente não tem é vontade política para pressionar os gestores destas rodovias a fazer o que tem que ser feito.
Apesar dos riscos, os pesquisadores veem a situação da anta na Mata Atlântica com certo otimismo, principalmente em populações maiores e em áreas onde a agricultura e a pecuária entraram em declínio.
Pelo que vimos em campo, há uma queda na pressão de caça, especialmente nas serras do Sul e do Sudeste, onde terras que foram colonizadas muitos anos atrás estão sendo abandonadas, as matas estão renascendo e as antas ocupam estes espaços, diz Flesher.
O pesquisador cita um caso: no Parque Estadual da Serra do Mar, em São Paulo, onde tem uma das populações mais importantes do Brasil, os animais estão começando a descer ao ponto de quase entrar na cidade de Caraguatatuba.
Por Luís Patriani em Mongabay
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacioanl de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou três produtos a base de cannabis: Canabidiol Belcher 150 mg/mL, Canabidiol Aura Pharma 50 mg/mL, Canabidiol Greencare 23,75 mg/mL.

As regras da Anvisa permitem que produtos a base de cannabis possam ser comercializados no Brasil, desde que autorizados pelo órgão. Seguindo as normas da Agência, os produtos serão comercializados respeitando o limite de no máximo 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC).
O canabidiol só pode ser utilizado a partir de um determinado tipo de receita médica (tipo B) e somente no caso de esgotamento de outros tratamentos, conforme determina a legislação para o tema.
De acordo com o regramento da Anvisa, essas substâncias são produtos, e não medicamentos. Isso porque neste último caso precisa haver estudos clínicos que comprovem a eficácia das substâncias.
Até o momento, argumenta a Anvisa, as pesquisas científicas ainda não desenvolveram métodos para aferir as evidências e informações suficientes para que tais produtos sejam considerados medicamentos. No total, já foram autorizados, 14 fármacos a base de cannabis no Brasil.
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