Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Entre os dias 3 de janeiro e 16 de fevereiro de 2026, o Sesc realiza a 31ª edição do Sesc Verão, um dos maiores e mais tradicionais projetos de incentivo à prática de atividades físicas e a um estilo de vida ativo no estado de São Paulo. Ao todo, serão mais de 1,1 mil atividades gratuitas distribuídas pelas 43 unidades do Sesc e também em espaços públicos, com programação voltada para públicos de todas as idades.
Com o tema “Esporte é Movimento”, a edição deste ano propõe uma reflexão ampliada sobre o papel do esporte na sociedade, valorizando-o como expressão corporal, ferramenta de transformação social e meio de conexão entre pessoas e territórios. A proposta é estimular o movimento como parte essencial da vida cotidiana, indo além da competição e do desempenho físico.
Em São Carlos, a programação reúne uma ampla variedade de modalidades, com destaque para lutas, práticas corporais, esportes coletivos, atividades aquáticas e vivências inclusivas. Entre as atrações estão aulas e apresentações de Luta Livre, boxe, judô e festivais esportivos, além de encontros com atletas olímpicos e paralímpicos, como Bia Souza, Alana Maldonado, Jucielen Romeu e Rebeca Lima. As atividades contam com opções acessíveis, tradução em Libras e ações voltadas a pessoas com deficiência.
As práticas corporais também ganham espaço com vivências de Tai Chi Chuan, Chi Gong, Kokyu Ho, yoga, movimento consciente e treinos funcionais em grupo. Já nas quadras e áreas externas, o público poderá experimentar modalidades como pickleball, spikeball, futmesa, vôleimesa, jogos populares, além de atividades específicas para jovens, pessoas com mais de 60 anos e mulheres.
A programação inclui ainda ações na piscina, com atividades recreativas e brincadeiras aquáticas, e eventos especiais como o Festival de Triatlo, que busca democratizar o acesso à modalidade. Todas as atividades são gratuitas, com inscrições realizadas no local, conforme disponibilidade de vagas. A programação completa pode ser consultada no portal oficial do Sesc São Paulo, em www.sescsp.org.br/sescverao.
Tecnologia supera bloqueio químico histórico, atinge 3 volts e avança para testes industriais
SÃO CARLOS/SP - Durante décadas, o nióbio foi visto como um paradoxo na ciência de materiais. Embora seja um metal estratégico, abundante no Brasil e amplamente utilizado em ligas de alto desempenho, ninguém no mundo havia conseguido transformá-lo em uma bateria funcional, estável e recarregável. O obstáculo não estava na engenharia, mas na química extremamente complexa dos componentes ativos à base de nióbio, que se degradam rapidamente em contato com água e oxigênio.
Esse impasse histórico começou a ser superado por uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo, que resultou não apenas em um novo dispositivo tecnológico, mas em uma descoberta científica sobre como controlar a quimica do nióbio em baterias, protegida por depósito de patente junto à USP.
Uma descoberta científica inspirada na biologia
A história da descoberta começou há cerca de dez anos, quando o professor Frank Crespilho, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), líder do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e pesquisador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica e Sustentabilidade (INCT), sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), atuava como professor visitante na Harvard University. Na época, ele estudava sistemas biomiméticos, inspirados em processos biológicos capazes de controlar reações químicas extremamente delicadas, como ocorre em enzimas e metaloproteínas.
Do ponto de vista químico, o nióbio é um elemento com uma estrutura eletrônica singular, capaz de acessar múltiplos estados de oxidação próximos em energia. Cada um desses estados representa um nível eletrônico distinto, potencialmente utilizável para armazenamento de carga. Essa característica torna o nióbio extremamente promissor para aplicações eletroquímicas avançadas.
No entanto, essa mesma riqueza eletrônica sempre impôs um desafio fundamental: em ambientes eletroquímicos convencionais, especialmente na presença de água e oxigênio, o nióbio sofre com reações químicas parasitas rápidas, levando à formação de espécies inativas e à perda irreversível da atividade redox. A descoberta associada à arquitetura N-MER (Niobium Multi-stage Electronic Redox), viabilizada pelo meio redox ativo NB-RAM (Niobium Redox Active Medium), nasce da transposição de um princípio já conhecido na biologia — o controle fino do ambiente químico para estabilizar metais altamente reativos — para um sistema artificial de armazenamento de energia.
“Eu já sabia que a natureza resolvia esse problema há bilhões de anos”, explica o Prof. Frank Crespilho. “Em sistemas biológicos, como enzimas e metaloproteínas, metais altamente reativos mudam de estado eletrônico o tempo todo sem se degradar, porque operam dentro de ambientes químicos muito bem controlados. A pergunta que fizemos foi simples e ousada: será que daria para copiar esse princípio e aplicar em uma bateria de nióbio? O nióbio é como um interruptor com muitos níveis, não apenas ligado e desligado. Cada nível guarda uma quantidade diferente de energia. Fora de um ambiente controlado, esse interruptor enferruja e quebra. O que fizemos foi criar uma caixa de proteção inteligente para ele; essa caixa é o NB-RAM. Dentro dela, o interruptor pode mudar de nível várias vezes, de forma controlada, sem se degradar. É exatamente isso que os sistemas biológicos fazem, e foi isso que adaptamos para a bateria de nióbio.”
Dois anos de otimização até a estabilidade
Grande parte do avanço da bateria de nióbio é resultado de um trabalho extenso de otimização conduzido pela doutoranda Luana Italiano, que dedicou dois anos ao refinamento do sistema até alcançar estabilidade e reprodutibilidade. O processo envolveu dezenas de versões experimentais, com ajustes sucessivos no ambiente químico e nos mecanismos de proteção do material ativo.
“Não bastava fazer a bateria funcionar uma única vez. Ao longo de dois anos de trabalho no projeto, nosso foco foi garantir estabilidade, repetibilidade e controle fino dos parâmetros”, explica Luana. Segundo ela, o principal desafio foi encontrar o equilíbrio entre proteger o sistema e manter seu desempenho elétrico. “Se você protege demais, a bateria não entrega energia. Se protege de menos, ela se degrada.”
Esse refinamento foi essencial para permitir que o nióbio operasse de forma reversível, alternando entre diferentes estados eletrônicos sem perda significativa de desempenho. Como resultado, o sistema passou a funcionar de forma estável não apenas em condições de laboratório, mas também em arquiteturas próximas das utilizadas pela indústria.
“Depois desse período de desenvolvimento e validação, os testes mostram que não estamos falando apenas de um conceito”, destaca a pesquisadora. “É um sistema que já funciona em formatos reais.”
Da descoberta à patente: 3 volts e validação tecnológica
Após o desenvolvimento do protótipo funcional, a tecnologia teve sua patente depositada pela USP e avançou para níveis intermediários de maturidade tecnológica (TRL-4). Essa etapa comprova que a bateria funciona não apenas em condições ideais de laboratório, mas também em ambientes e arquiteturas próximas da realidade industrial. Atingir 3 volts é um marco estratégico.
Essa é a faixa de tensão da maioria das baterias comerciais atuais, o que significa que a bateria baseada na arquitetura N-MER compete diretamente com tecnologias existentes. Para validar essa compatibilidade, a bateria foi testada em formatos industriais padrão, como células tipo coin (moeda) e pouch (laminadas flexíveis), em parceria com o pesquisador Hudson Zanin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nesses sistemas, a bateria foi carregada e descarregada diversas vezes, demonstrando a prova de conceito em ambientes controlados.
Tecnologia estratégica, interesse internacional e próximos passos
O avanço científico e tecnológico despertou o interesse de grupos internacionais, incluindo empresas chinesas do setor de baterias, que já entraram em contato para conhecer a tecnologia desenvolvida na USP. Apesar desse interesse externo, Crespilho defende que o desenvolvimento completo da bateria deve permanecer no Brasil, sob liderança do Estado de São Paulo.
“Essa é uma tecnologia estratégica. O depósito da patente garante proteção, mas é o empenho institucional que assegura que ela se transforme em desenvolvimento, indústria e soberania tecnológica”, afirma o pesquisador.
Para avançar e viabilizar a fase 3 do desenvolvimento é necessário empenho institucional para a criação de um centro multimodal de pesquisa e inovação, envolvendo governos estadual e federal, universidades e startups de base tecnológica.
Crespilho finaliza, afirmando que “A bateria de nióbio desenvolvida na USP mostra que o Brasil não precisa apenas exportar recursos, mas pode liderar tecnologias; desde que a ciência seja tratada como prioridade nacional.”
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura anunciou a construção da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil, um importante equipamento voltado ao cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes. O investimento total na obra será de R$ 2,2 milhões, uma parceria entre a município e o Governo Federal, reforçando o compromisso com a ampliação e a qualificação da rede pública de saúde.
O novo CAPS Infantojuvenil está sendo construído na avenida Grécia, na região da UPA Vila Prado e foi projetado para oferecer um atendimento mais humanizado, acolhedor e multidisciplinar. A estrutura contará com aproximadamente 26 ambientes internos, cuidadosamente planejados para atender às diversas demandas terapêuticas dos pacientes e das equipes de saúde.
Entre os espaços previstos estão recepção e acolhimento, sala de convivência, salas administrativas, consultórios médicos e multiprofissionais, salas para atendimento individual e familiar, salas de grupo, além de oficinas terapêuticas de arte, música, corpo e movimento, pedagogia e culinária. A unidade também contará com farmácia, sala de observação, refeitório, cozinha, despensa e lavanderia, garantindo suporte completo ao funcionamento do serviço.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, o CAPS Infantojuvenil já desempenha um papel fundamental na rede de atenção psicossocial do município. “Atualmente, realizamos mais de 18 mil atendimentos por ano, o que demonstra a alta demanda e a importância desse serviço para crianças, adolescentes e suas famílias. A nova sede vai permitir um atendimento ainda mais qualificado, com estrutura adequada, ambientes terapêuticos diversificados e melhores condições de trabalho para as equipes multiprofissionais”, destacou.
O vice-prefeito Roselei Françoso ressaltou a crescente procura pelo serviço e a necessidade de ampliar a oferta de atendimento em saúde mental infantojuvenil. “Durante o período em que estive à frente da Secretaria de Educação, era muito comum que pais e responsáveis procurassem as escolas em busca de orientação e apoio para questões emocionais e comportamentais de seus filhos. Isso mostra como a saúde mental está diretamente ligada ao ambiente escolar e familiar. Investir em um CAPS Infantojuvenil estruturado é garantir cuidado, acolhimento e suporte desde cedo”, afirmou.
De acordo com o prefeito Netto Donato, a obra representa um avanço significativo na política de saúde mental do município. “Estamos investindo em uma estrutura moderna, ampla e adequada para garantir um atendimento digno e de qualidade às nossas crianças e adolescentes. O novo CAPS Infantojuvenil será um espaço de cuidado, acolhimento e desenvolvimento, pensado para fortalecer o tratamento e o bem-estar das famílias que mais precisam”, destacou.
EUA - Um dos atores mirins mais famosos dos anos 1990, Macaulay Culkin, 45, falou abertamente sobre a solidão que marcou sua infância diante das câmeras em uma participação recente no podcast Mythical Kitchen. Protagonista de "Esqueceram de Mim (1990)" e "Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York"(1992), ele contou que, naquela época, tudo o que desejava era conviver com pessoas da própria idade. "É importante lembrar que muitas das coisas que fiz quando era criança não envolviam um elenco. Eu trabalhava sozinho", disse.
Ao rever Esqueceram de Mim recentemente, o ator faz uma comparação bem-humorada, mas reveladora: "Às vezes penso que estou em Náufrago - com a diferença de que o personagem do Tom Hanks tinha uma bola de vôlei para conversar". Culkin também comentou que muita gente pergunta como foi contracenar com Joe Pesci, mas a realidade no set era diferente. "Se você assistir ao filme, vai perceber que fazemos talvez duas cenas juntos. Depois disso, sou eu praticamente sozinho em uma casa."
Embora não tenha abandonado a carreira de imediato, ele diminuiu o ritmo após "Riquinho" (1994) e só voltou às telas anos depois, em "Party Monster" (2003). A pausa, segundo Culkin, veio do desejo de viver experiências comuns da adolescência. "Eu queria sair, me divertir, namorar, andar com pessoas da minha idade, ir a festas. Você não imagina quantos bar mitzvahs eu perdi", revelou.
Outro fator decisivo para se afastar dos holofotes foi a fama precoce e a consequente perda de privacidade. Culkin, que tinha apenas 10 anos quando estrelou "Esqueceram de Mim", comparou o sucesso a um tubo de pasta de dente: "Depois que sai, não tem como colocar de volta".
Ele também destacou que a trajetória não foi fruto de um plano calculado. "Não era como se eu ficasse pedindo aos meus pais para ser famoso. Eu simplesmente comecei a fazer, era bom nisso e continuavam me chamando", concluiu o ator, que há dois anos foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Além de "Esqueceram de Mim" 1 e 2, entre os 10 e 13 anos ele participou de filmes como "Meu Primeiro Amor" (1991), "O Anjo Malvado" (1993), "Mestre da Fantasia" (1994), "Riquinho" (1994) e "Acertando as Contas com Papai" (1994).
por Folhapress
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