Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - Eliana diz ser curioso que uma dancinha com os dedos da mão tenha rendido seu primeiro vídeo viral no TikTok, publicado três anos atrás. Parece mesmo uma travessura do destino. Afinal, há três décadas a apresentadora fazia seu nome no Brasil ao criar uma coreografia feita de polegares, dedos indicadores, médios, anelares e mindinhos.
Com um currículo cheio de programas infantis, outros para adultos, discos e até uma passagem pelo cinema, pode parecer que Eliana já fez de tudo. Mas ela quer por mais. Única mulher a comandar um programa de auditório aos domingos, no SBT, a apresentadora não descarta a possibilidade de correr riscos. É por isso, diz, que vem investindo nas redes sociais e topou apresentar um reality na Netflix no ano passado.
Essa ambição pode levá-la à Globo, como tem sido ventilado pela imprensa nos últimos tempos? "Quero alçar voos maiores. Gosto de novos desafios, mas não houve uma proposta. Só posso dizer se iria quando acontecer", afirma Eliana, dando a sua risada acentuada que virou meme na internet.
Ao receber a reportagem em sua mansão, num condomínio de luxo em Barueri, em São Paulo, a apresentadora pergunta se deve fazer cara de misteriosa ou sorrir para as fotos que ilustram esta reportagem. "É que tenho estado tão feliz ultimamente", declara, mostrando os dentes branquíssimos e alinhados para a câmera.
Depois de posar com o rosto colado ao vidro que dá para sua piscina, Eliana se senta em frente ao seu piano luxuoso para a entrevista. Começa refletindo sobre seu aniversário, celebrado na última quinta-feira, dia 22. "Ir de 50 para 51 anos foi muito rápido. Percebi que não muda muita coisa. Decidi viver meus 50 e muitos, passear por eles, de forma leve, gostosa e sem muitas cobranças."
O tempo passou, mas Eliana sabe que seu passado ainda atiça o público. Prova disso é a repercussão que teve sua apresentação no palco do Criança Esperança, na Globo, em agosto. Após conseguir autorização do SBT, a apresentadora deu as caras na emissora vizinha, unida às apresentadoras Xuxa e Angélica, para um show grandioso.
De trás de quinze bailarinas, que faziam uma coreografia elaborada, a apresentadora surgiu cantando seu hit "Os Dedinhos" e mandando beijo para a plateia. Depois, ao som de tambores, fez um discurso feminista. "Optamos pela amizade e pela irmandade. Tomamos rotas diferentes, mas estamos sempre juntas", ela disse, sobre sua relação com Xuxa e Angélica, que ela chama de "união das loiras".
A ideia inicial da emissora era de que Eliana subisse ao palco só para cantar "Os Dedinhos", mas ela não ficou satisfeita e pediu para fazer o discurso. "Foi controverso porque fiz uma provocação", lembra. "Mas 'Os Dedinhos' é diferente das músicas das meninas, que têm mais a dizer. Ia matar a saudade de um monte de gente? Ia, a minha também. Mas meu papel podia ser melhor."
Nas redes sociais, após o show, Eliana foi chamada de "rainha dos gays", "diva" e de "grande gostosa". Compararam a performance do trio a uma memorável apresentação das cantoras Madonna, Christina Aguilera e Britney Spears.
Eliana só descobriu que era ovacionada pelos LGBTQIA+ quando começou a apresentar programas para adultos. "Não tinha essa noção. Comecei a ler mais, entender mais, a ficar mais próxima [da comunidade]. Comecei a entender que muitas crianças cresceram comigo e se inspiraram."
Quem não gostou muito do oba-oba do Criança Esperança foi Mara Maravilha, outra apresentadora infantil da mesma época de Eliana. "Tentam me apagar da história. 'Normal' quando se trata de uma representante mestiça com sangue indígena", Mara escreveu no Instagram após o programa.
Dias antes, ela já havia mencionado preconceito racial ao ser questionada sobre sua relação com as ex-colegas. "Não preciso [fazer parte do grupo], porque respeito a etnia, a diferença social. Se você está em uma escola com um monte de loirinhas e é rejeitada, isso não é racismo?"
"Mara foi muito querida comigo quando comecei, me recebeu várias vezes no programa dela", diz Eliana. "Quantas vezes ela já não esteve aqui em casa? Mas [o Criança Esperança] não foi proposto por mim nem pelas meninas. Foi coisa da emissora. Diria para ela não se incomodar, não entrar nessa pilha."
Eliana não é de tocar em assuntos polêmicos -e se orgulha disso. Ela não contou em quem votaria nas eleições do ano passado, que racharam o Brasil pela metade, numa época em que dezenas de artistas -inclusive suas colegas Xuxa e Angélica- declararam apoio a Lula ou Jair Bolsonaro.
"Me senti pressionada, mas meu voto é secreto. Quem me acompanha sabe do que sou a favor. Transformar aquilo numa polêmica não seria saudável."
Apesar disso, Eliana não hesita em dar pitacos de teor político. "Estamos mais carentes do que nunca de boa educação, saúde e cuidados. Está cada vez pior. Que pena, nosso país já foi tão melhor nesse sentido. Quem está no poder deveria olhar mais para o nosso povo. Já fui uma criança pobre com condições de fazer coisas que hoje muitas crianças não podem", afirma.
Foi na infância, aos seis anos, que Eliana se deslumbrou ao ler a palavra "artista" num panfleto. Fez um ensaio de fotos e foi até a agência de modelos divulgada no folheto. Ao chegar no endereço, descobriu que era golpe. Não havia produtora nenhuma.
Não demorou, porém, para que Eva Michaelichen, sua mãe, encontrasse outra escola para jovens modelos, desta vez uma verdadeira. Foi ali que Eliana começou sua carreira. Aos 13, entrou no grupo musical Patotinha. Quatro anos se passaram, e ela foi contratada por Gugu Liberato para cantar no Banana Split.
Silvio Santos viu Eliana pela primeira vez no palco do seu programa. Ele se interessou pela menina, à época com 17 anos, e ofereceu o comando do programa Festolândia, em 1991. Com o SBT mergulhado em dívidas, Silvio desmantelou a atração meses depois e mandou Eliana voltar para casa. Mas ela bateu o pé. Disse que não ia embora e pediu que pelo menos pudesse apresentar um programa de desenhos.
Deu certo. "Saí daquele cenário gigantesco, com toda a pompa de comunicadora, para ser uma menina que falava com o público infantil. Dei dois passinhos para trás para estar aqui hoje", ela relembra.
"Os Dedinhos" surgiu nessa época. Sem balé nem cenário, Eliana foi relegada a um banquinho, onde ficava parada, só com o tronco à mostra nas telas. Inquieta, tentava se comunicar fazendo caras e bocas e mexendo as mãos. Foi quando ela gravou a música, uma versão da canção de ninar francesa "Frère Jacques", e criou a dancinha famosa.
Gravou seu primeiro disco, ganhou prestígio no SBT, onde trabalhou por sete anos, e depois foi fisgada pela TV Record. No canal de Edir Macedo, fez programas infantis e seu primeiro para adultos. Ficou lá por 11 anos, de onde foi tirada pelo SBT, que resgatou a ex para um novo casamento em 2009.
"Minha risada, apesar de ser horrorosa, diverte as pessoas", diz Eliana, após falar do passado, e enquanto pensa nas suas prioridades para o futuro. "Quero continuar levando informação e diversão. Que eu possa ser útil."
POR FOLHAPRESS
SÃO PAULO/SP - Luccas Neto foi contratado para apresentar um programa infantil no SBT em 2024. O youtuber se tornou extremamente popular por produzir conteúdo destinado as crianças, como filmes e séries feitos em estúdio próprio. Ainda não há data certa para a estreia da atração.
A emissora confirmou a contratação do irmão de Felipe Neto na segunda-feira (27/11) num comunicado enviado à imprensa: “Luccas Neto acaba de assinar contrato com o SBT. Um dos maiores nomes do entretenimento infantojuvenil na atualidade, ele comandará seu próprio programa. repleto de aventuras e diversão, voltado para o público mais fofinho e que o SBT tanto gosta.”
Na atração, Luccas Neto trará franquias que fizeram sucesso na internet, como “Aventureiros”, “Escola Fantástica”, “Príncipe Lu” e “Luccas e Gi”, que são exibidos atualmente no canal Luccas Toon Studios. Mais informações serão reveladas em breve.
“Levar o conteúdo da Luccas Toon para TV aberta sempre foi um sonho, e estamos muito ansiosos e animados para tudo que está por vir com essa parceria. Nossos vídeos já são acompanhados por milhões de crianças na internet, mas não são todas que possuem acesso para usufruir”, declarou o youtuber. “Acreditamos que esse novo passo irá permitir que mais crianças assistam a nossos conteúdos que possuem selo de qualidade, uma vez que são pensados e criados em colaboração com um time especializado de pedagogos, para atender a cada faixa etária dos pequenos e auxiliar os pais na tarefa de educar.”
Luccas Neto se junta a outros nomes recém-contratados pelo SBT, como é o caso da influencer Virginia Fonseca, que também ganhará um programa inédito no ano que vem.
Além deles, a emissora convocou Michelle Barros e Regina Volpato para apresentar uma revista eletrônica matinal, bem como o humorista Tirullipa e o influencer Lucas Guimarães em projetos ainda desconhecidos.
por Giovanna Camiotto / PIPOCA MODERNA
ISRAEL - Os reféns libertados nos últimos quatro dias pelo Hamas ficaram 50 dias sem tomar banho e dividiram remédio para dormir. A pouca comida disponível no cativeiro do grupo terrorista palestino, na Faixa de Gaza, fez com que todos eles perdessem peso. Alguns chegaram a emagrecer mais de 10 quilos.
Os relatos foram compartilhados com profissionais de saúde, que analisaram as condições de saúde dos reféns logo após a chegada deles a Israel. A médica Margarita, responsável pelo departamento que recebeu essas pessoas no Centro Médico Wolfson, ficou abalada com as histórias que ouviu. Após terem sido levados pelos terroristas e separados de suas famílias de forma traumática, os prisioneiros passaram a viver em condições insalubres em túneis subterrâneos.
"Uma refém idosa contou que eles não tomaram banho por 50 dias. Não tinham água suficiente. Triste, triste ouvir isso", afirmou Margarita em entrevista ao jornal israelense Yedioth Ahronoth.
"Nos primeiros dias, era difícil para eles conseguirem dormir à noite por causa do estresse e do medo, e isso é compreensível. E então os terroristas do Hamas deram a eles um medicamento para dormir, e eles dividiram a pílula em quatro pedaços para permitir que o maior número de pessoas pudesse descansar. A qualidade do sono não era boa. Eles dormiam em camas próximas uma da outra, e era apertado", acrescentou.
A refém contou que os prisioneiros não foram maltratados nem sofreram privações graves. Apesar disso, recebiam o mínimo para se manterem vivos e em condições razoáveis de saúde. A comida era principalmente arroz, conserva de homus e feijão. Em raras vezes, os terroristas ofereciam também pão e queijo, mas não mais que isso. Sem frutas, sem legumes, sem ovos. A prisioneira idosa que conversou com Margarida chegou a perder 12 quilos.
"Pelo que eu entendi da conversa, ela e todos os outros tentaram evitar comer muito, porque o feijão e o homus causavam prisão de ventre. Eles tinham medo de complicar as coisas e de não conseguir se cuidar, e não queriam que lhes dessem comprimidos para dores de estômago. Então, eles se certificaram de beber muito. Eles tinham água", disse a médica.
Merav Raviv, que teve três parentes libertados pelo Hamas na sexta-feira (24), revelou à agência de notícias AP (Associated Press) que sua prima e tia, Keren e Ruth Munder, perderam cerca de 7 quilos cada uma ao longo dos 50 dias em que estiveram no cativeiro. A essa mesma agência, a refém Yocheved Lipschitz, de 85 anos, contou que os prisioneiros faziam uma refeição diária. A neta de Yocheved, Adva Adar, afirmou que a avó perdeu peso e está visivelmente mais magra.
A maioria dos reféns libertados parecia estar em boas condições físicas, capaz de andar e falar normalmente. Mas ao menos dois precisavam de cuidados médicos mais sérios. Alma Avraham, de 84 anos, libertada no domingo (26), foi levada às pressas, em estado crítico, para o Centro Médico Soroka de Israel, na cidade de Be'er Sheva, no sul do país. O diretor do hospital disse que ela tinha uma doença preexistente que não havia sido tratada adequadamente em cativeiro. Outra refém teve que ser conduzida para fora do cativeiro com o uso de muletas. A condição de saúde dela não ficou clara.
Dias intermináveis e escuridão
Dentro dos túneis, era difícil saber quando era dia e quando era noite. Segundo a doutora Margarita, os reféns relataram que passavam a maior parte do dia no escuro, com uma brecha de duas horas diárias para um banho de sol. A falta de noção sobre o tempo fazia os dias parecerem intermináveis. Mas esse não foi o único problema.
Segundo a AP, houve indicações iniciais de que os reféns recentemente libertados estavam sendo mantidos em subsolo até que se adaptassem novamente à luz do sol. Eyal Nouri, sobrinho de Adina Moshe, de 72 anos, revelou que a tia andava com os olhos baixos. Os médicos temiam que a claridade repentina pudesse causar danos à visão dela.
"Ela andava com os olhos abaixados, porque estava em túnel. Ela não estava acostumada com a luz do dia. Durante o cativeiro, ela esteve desconectada de todo o mundo exterior", afirmou Nouri.
Para além dos raros momentos em que tomavam banho de sol, os reféns passavam as horas conversando entre si. Essa era a única atividade que lhes restava. Eles não podiam assistir à televisão, ler, nem mesmo escrever em um pedaço de papel. Os terroristas temiam que eles usassem lápis e canetas para escrever alguma informação que pudesse comprometê-los.
"O poder deles [dos reféns] vinha do fato de que estavam juntos e cuidavam uns dos outros. Uma delas contou que, no primeiro dia, eles se sentaram e compartilharam as terríveis experiências que tiveram. Cada um contribuiu com o que podia", disse Margarita.
"Por exemplo, havia um que conhecia muito bem a história de Israel, então eles se sentaram por duas ou três horas por dia, e ele deu uma palestra interessante sobre a história do país. Havia aqueles que cozinhavam e cuidavam da comida. Uma delas abordou os terroristas em árabe e disse a eles 'nos traga óleo', para lidar com a prisão de ventre. Essa preocupação mútua os manteve juntos", acrescentou.
Do R7
SÃO PAULO/SP - Para organizar as contas e entrar em 2024 no azul, o momento atual está favorável para quitar as dívidas. Além da tendência de queda da taxa básica de juros, a Selic, que está em 12,25%, o programa Desenrola Brasil vai até o dia 30 de dezembro, com descontos de até 99% na renegociação de contas atrasadas.
Usar uma parcela do 13º salário para pagar os débitos também pode ajudar a aliviar as contas no próximo ano. Não esquecer de guardar uma parte para as contas do início do ano, como IPVA, IPTU, material escolar, matrícula etc.
Para a educadora financeira Aline Soaper, as projeções dos analistas do mercado apontam que o próximo ano será desafiador. Por isso, ela recomenda conter os gastos e se planejar financeiramente para o ano que se aproxima.
"Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento, por isso, o planejamento é fundamental. Não apenas sobre gastar menos, mas principalmente sobre como gerar novas fontes de renda. Em uma situação de recessão, vence quem consegue usar melhor os recursos. Se preparar agora e se capacitar para gerar uma nova fonte renda é o caminho para conseguir sobreviver aos próximos anos de inflação alta e salários baixos" alerta Aline Soaper.
Veja a seguir as dicas da educadora financeira.
1 – Coloque no papel ou em uma planilha tudo que você recebe, e os gastos mensais que você tem, isso é fundamental para saber o custo de vida atual, qual valor necessário para a família manter as necessidades básicas.
2 – Os alimentos e produtos de higiene pesam no bolso dos brasileiros, por isso, é essencial fazer uma pesquisa de preços e definir o que é realmente necessário. Substitua produtos que estão mais caros, por outros de marcas menos famosas.
3 – Corte o que não está sendo utilizado dentro do orçamento familiar. Para isso, faça uma revisão de todos os gastos. Ou seja, aquela assinatura de streaming que você pouco usa, aquele aplicativo do celular que você assinou e esqueceu, as cobranças automáticas que você coloca no cartão de crédito, etc. Pense que, em momentos de crise, é preciso direcionar o dinheiro para o que é essencial.
4 – Evitar adquirir novas dívidas, principalmente se você já tem muitas parcelas que comprometem sua renda atual.
5 – Busque alguma atividade para aumentar sua renda. Mesmo que você acredite que não tenha habilidades para gerar mais renda, busque treinamentos para desenvolver novas habilidades e prestar serviços ou abrir seu próprio negócio. Esse é o caminho para ter mais dinheiro e poder consumir sem aumentar suas dívidas.
Do R7
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