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Funcionários e moradores relatam os principais problemas no atual prédio do PSF e anseiam por um novo

Escrito por  Ago 26, 2019

ITIRAPINA/SP - Tramita na Câmara Municipal um projeto de lei, de autoria do prefeito José Maria Candido, que solicita autorização dos vereadores para que o município possa financiar com a CAIXA (banco público federal) cerca de R$ 2 milhões, para construção de um novo PSF no Jardim Nova Itirapina. O valor engloba a aquisição do terreno, construção do prédio, mobiliário e equipamentos de qualidade, num espaço de 500 metros quadrados, em local de fácil acesso aos usuários do sistema público de Saúde. A planta prevê adequadas salas para atendimentos médicos e ambulatoriais, farmácia, sala de vacinas e inalações separadas, salas próprias para as agentes de Saúde, consultório dentário, espaço para atividades, estacionamento, entre outros.

A área urbana conhecida como Nova Itirapina compreende também o Parque das Garças e o Jardim Progresso e é a mais populosa da cidade e, consequentemente, de maior vulnerabilidade, com uma média de 5 a 6 mil moradores, cerca de um terço do total da população do município. Para se ter uma ideia, 50% de toda a rede municipal de Educação está localizada no lugar que continua a receber novos moradores, fazendo com que o atual prédio do PSF não comporte o crescente aumento da demanda.

DEMANDA CRESCENTE

O coordenador de Saúde Willian Bacciotti, durante apresentação do projeto do novo prédio às funcionárias do PSF da Nova, constatou que a unidade realiza em média 850 consultas médicas, além de outros procedimentos como curativos, controle de sinais vitais, vacinas, consultas odontológicas e ações de prevenção e promoção à saúde. “Calculamos que num único mês a unidade realiza mais de 2 mil procedimentos, atendendo em torno de 1.300 pacientes”, citou.

Ele ressaltou que com a nova instalação haverá todos os recursos necessários no próprio prédio, podendo dobrar o número de procedimentos e assistência prestada. “Vejo a obra da nova unidade como um grande momento, esperado por mais de 15 anos, tanto para a população, um povo maravilhoso e acolhedor, quanto para os servidores – que fazem o possível e o impossível para atender a todos com dignidade e profissionalismo.”

LIMITAÇÕES E TRANSTORNOS

Funcionários da Saúde que utilizam o prédio relataram que há maior oferta por serviços, há mais profissionais e não há espaço. Sem contar a parte estrutural, a qual apresenta infiltrações e outros problemas. “Por exemplo, tem dentista, mas precisa de pediatras e outros profissionais, pois a população está dobrando”, comentou uma das funcionárias. “Pensa numa mãe com uma criança doente, num dia chuvoso, ela tem que ir até o Centro para ser melhor auxiliada. Muitas situações de saúde poderiam ser resolvidas aqui, pois o hospital, em tese, seria para urgência e emergência”, acrescentou outra funcionária.

O QUE PENSA OS MORADORES?

Romualdo Gonçalves de Andrade, 58 anos, aposentado, é morador do bairro há 7 anos. “Antes para conseguir consultas médicas tinha de pegar filas de manhã e agendar e demorava. Atualmente, do agendamento para a consulta não demora mais de 2 dias”, comentou, ao relatar que mesmo assim falta uma farmácia no prédio do PSF. “Aqui mora cadeirantes, idosos, pessoas debilitadas e todos precisam buscar remédios no Centro de Saúde da Avenida Um (Centro).”

Mesma opinião tem Maria Estela Lopes Távola Piccirille, 75 anos, voluntária. “Tudo temos que ir buscar no Centro, seja um exame, um remédio. Com certa idade tudo fica mais difícil, pois dependemos da boa vontade dos outros”, desabafou, ao relatar que voltou a morar no bairro há 7 meses, mas por 10 anos foi moradora em Itirapina. “O atendimento melhorou bastante, mas a cada ano tem aumentado a população e o lugar não está suportando. Tudo está muito apertado”, disse Maria Aparecida de Souza Rezende, 59 anos, aposentada, 33 anos morando no bairro.

Maria de Fátima Campos da Silva, 65 anos, voluntária, moradora há 40 anos, uma das primeiras, revelou que dependendo do dia tem de um médico sair para o outro usar a sala do PSF. Questionada sobre a necessidade de um novo prédio ela foi categórica: “Nosso bairro merece. É uma população grande e o povo é trabalhador, honesto, mas é carente. Quem diz que não há necessidade de um novo prédio é porque não conhece a nossa realidade, deve ser muito bem de vida e não precisar do sistema público de Saúde.”

 

*Por: PMI

Última modificação em Terça, 21 Abril 2020 14:27
Henrique

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