Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O Fundo Social de Solidariedade de São Carlos iniciou essa semana a distribuição de 3.800 embalagens de guaraná para 13 entidades assistenciais de São Carlos que atendem crianças e adolescentes.
Estão recebendo o produto as entidades APAE, ACORDE, Nave Sal da Terra, Nosso Lar, Projeto Coração, VAL, Aspe, Estrela do Amanhã, Pequeno Principe, Cemear, Madre Cabrini, Casa da Criança e Proara.
De acordo com a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, os refrigerantes foram doados por empresas da cidade. “Usamos nas festas de final do ano que realizamos para as crianças, mas mesmo assim sobram muito litros e agora estamos repassando para as entidades que estão iniciando os projetos para atender esse público”.
O Fundo Social recebe doações de todos os tipos: roupas masculinas, femininas, infantis, sapatos de todas as numerações, cobertas, roupas de cama, mesa e banho, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e de higiene, além de móveis e eletrodomésticos.
Para fazer as doações basta levar até a sede do Fundo Social de Solidariedade, localizada na Rua Francisco Maricondi, 375, Vila Marina. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (16) 3362-1014 ou 99702-3619.
Evento discute mudanças na legislação trabalhista, saúde mental nas empresas e propõe transformar obrigação legal em estratégia sustentável
SÃO CARLOS/SP - A Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) realiza nesta terça-feira (10), a partir das 18h30, em seu auditório, o ACISC Talks | NR-1: da obrigação legal à estratégia sustentável. O encontro é voltado a empresários, gestores, líderes e profissionais de Recursos Humanos de empresas de todos os portes e setores.
O evento propõe um debate prático e acessível sobre uma das mudanças mais relevantes da legislação trabalhista recente: a inclusão obrigatória dos riscos psicossociais na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A exigência passa a valer a partir de 25 de maio de 2026 e deverá impactar diretamente a forma como as empresas lidam com saúde mental, clima organizacional, prevenção de adoecimentos e relações de trabalho.
Com o tema “Gestão de Riscos Psicossociais: transforme obrigação em estratégia para sua empresa”, o ACISC Talks vai além da abordagem técnica da norma e busca responder a uma preocupação recorrente do empresariado: como atender à NR-1 de forma objetiva, sem burocracia excessiva, protegendo a empresa de riscos legais e, ao mesmo tempo, fortalecendo a gestão de pessoas. A proposta é mostrar que a adequação pode se tornar uma ferramenta estratégica, com reflexos positivos na produtividade, no engajamento das equipes e na sustentabilidade dos negócios.
O conteúdo será apresentado em formato de conversa e troca de experiências, com participação de Teresa Gayoso, especialista em saúde mental e desenvolvimento humano, fundadora da The Minders, e Lígia Barini, consultora em gestão, pessoas e cultura organizacional, do Instituto Tudo Por Uma Vida Melhor. As palestrantes prometem uma abordagem clara, com exemplos práticos do cotidiano empresarial e espaço para interação com o público.
Segundo a ACISC, a iniciativa busca desmistificar a NR-1, esclarecer dúvidas e apresentar caminhos viáveis para a gestão dos riscos psicossociais no dia a dia das empresas, contribuindo para ambientes de trabalho mais saudáveis, produtivos e alinhados às novas exigências legais. A entrada para o evento será solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
As inscrições estão abertas, com link disponível no site e nas redes sociais oficiais da entidade.
Serviço
ACISC Talks | NR-1: da obrigação legal à estratégia sustentável
Data: 10 de fevereiro
Horário: 18h30
Local: Auditório da ACISC – Rua General Osório, 401, Jardim São Carlos – São Carlos (SP)
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Inscrições: site da ACISC e redes sociais oficiais
Prefeitura e SAAE atuaram e continuarão atuando em sintonia no enfrentamento das inundações, enxurradas e enchentes.
SÃO CARLOS/SP - O dia 7 de fevereiro entrou para a história recente de São Carlos por dois episódios de chuvas intensas registrados com exatamente dois anos de diferença, ambos com efeitos significativos sobre a cidade, mas com respostas distintas do sistema de drenagem urbana.
Em 7 de fevereiro de 2024, uma forte tempestade atingiu o município e provocou transtornos generalizados. Segundo a Defesa Civil, choveu 70 milímetros em um curto período de tempo. Até às 18h, o acumulado já somava 80 mm, quase metade da média prevista para todo o mês de fevereiro naquele ano, estimada em 200 mm.
O volume concentrado em curto espaço de tempo sobrecarregou o sistema de drenagem. A região do Mercadão e do Camelódromo foi tomada pela enchente após o transbordamento do Córrego do Gregório. A Rotatória do Cristo também ficou alagada com o transbordamento do Rio Monjolinho e precisou ser interditada.
Ao todo, 43 das 130 lojas da região central registraram alagamentos. A força da enxurrada arrastou 12 veículos e causou prejuízos ao comércio local. Pontos da Avenida Comendador Alfredo Maffei ficaram submersos, evidenciando a vulnerabilidade histórica da bacia do Gregório e Simeão.
Novamente em 7 de fevereiro, sábado, desta vez em 2026, São Carlos voltou a enfrentar um temporal, ainda mais intenso. De acordo com a Defesa Civil, foram registrados aproximadamente 130 milímetros de chuva entre 19h30 e 20h50, volume superior ao de 2024 e concentrado em pouco mais de uma hora.
Os maiores alagamentos ocorreram nas regiões da Rotatória do Cristo, do Kartódromo e da Rodoviária. Sete veículos ficaram ilhados: cinco no Kartódromo, um na Avenida Trabalhador São-Carlense e outro na Rotatória da USP, nas proximidades da Avenida Miguel Petroni. Não houve registro de vítimas.
Apesar do volume expressivo, um dado chamou a atenção: a baixada do Mercado Municipal, historicamente uma das áreas mais críticas da cidade, não apresentou alagamentos significativos.
DOIS ANOS DEPOIS: MAIS CHUVA, IMPACTOS DIFERENTES - Ao comparar os dois episódios, a diferença no comportamento do sistema se torna evidente. Em 2024, com 80 mm acumulados, houve danos generalizados, principalmente na região central. Já em 2026, com 130 mm registrados em curto intervalo, a região do Mercado Municipal apresentou apenas alagamentos pontuais, que se dissiparam rapidamente, sem danos significativos à infraestrutura pública ou privada.
As ações permanentes de limpeza, conservação e ampliação da macrodrenagem reduziram a vulnerabilidade histórica da cidade. O resultado reforça um princípio técnico amplamente reconhecido: prevenção custa menos do que intervenções emergenciais e reduz prejuízos ao poder público e à iniciativa privada.
Para o presidente do SAAE, Derike Contri, os dados comparativos evidenciam a importância dos investimentos em macrodrenagem. “Estamos lidando com eventos climáticos cada vez mais intensos e concentrados. A diferença entre 2024 e 2026 demonstra que planejamento técnico e obras estruturais fazem a diferença. Os reservatórios e as intervenções em drenagem já apresentam resultados concretos, mas seguimos ampliando a capacidade do sistema para reduzir os impactos à população.”
O gerente de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais (GDMAP), Eduardo Casado, destaca que o avanço é resultado de planejamento contínuo. “Com a estruturação do serviço de limpeza e conservação do sistema de drenagem, somada à execução de obras estruturantes, conseguimos ampliar significativamente a proteção da cidade contra eventos extremos. A evolução é gradual, degrau por degrau. Avançamos, mas ainda há projetos estratégicos em andamento e recursos sendo viabilizados para ampliar ainda mais essa proteção.”
O PAPEL DAS OBRAS DE DRENAGEM - A diferença no impacto está relacionada à ampliação e reestruturação da política de drenagem urbana nos últimos anos. Desde 2023, houve mudança na forma de prestação dos serviços de drenagem em São Carlos, com abordagem integrada entre limpeza e conservação do sistema existente e planejamento técnico para desenvolvimento de projetos e obras estruturantes. O trabalho passou a ser orientado pela coleta de dados em campo e pela análise detalhada dos problemas históricos da cidade, com atuação do SAAE em sincronia com a Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura.
A atuação permanente do SAAE na limpeza, manutenção e conservação do sistema de drenagem — incluindo desassoreamento de piscinões e dos principais rios urbanos — garante que a infraestrutura existente opere com sua capacidade plena, reduzindo enxurradas e alagamentos pontuais. Durante as operações, as equipes também identificam gargalos e deficiências, subsidiando o desenvolvimento de projetos executivos em conjunto com a Prefeitura.
Para eventos de maior intensidade, como o registrado no último sábado, os dois grandes reservatórios em operação, CDHU e Vila Prado, exerceram papel fundamental na proteção da bacia do Gregório e Simeão, amortecendo as vazões e promovendo descarga controlada e gradual. Além desses, a cidade conta com cerca de 50 microrreservatórios distribuídos em loteamentos e condomínios, que também contribuem para o amortecimento das vazões.
Com chuvas concentradas na região norte, o sistema foi colocado à prova. Os córregos Monjolinho, Mineirinho, Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Gregório receberam mais de 130 mm em curto período. Apesar de extravasamentos pontuais nas regiões do Kartódromo (Santa Maria do Leme), Avenida Trabalhador São-Carlense (Tijuco Preto) e Avenida Bruno Ruggiero (Mineirinho), o Rio Monjolinho suportou a vazão sem transbordamentos significativos em sua área central. Há obras e intervenções planejadas para os pontos que apresentaram problemas, muitas delas com projetos executivos concluídos e em processo de captação de recursos.
Os dois episódios evidenciam um cenário cada vez mais comum nas cidades brasileiras: chuvas intensas e concentradas, exigindo planejamento, monitoramento e investimentos contínuos em drenagem urbana. Se em 2024 a cidade foi fortemente impactada, em 2026 parte da infraestrutura já demonstrou maior capacidade de resposta, embora o desafio permaneça diante de um regime climático cada vez mais imprevisível.
“Os episódios de 2024 e 2026 mostram que investir em planejamento e drenagem urbana traz resultados concretos. Mesmo com chuvas mais intensas, São Carlos respondeu melhor porque estamos trabalhando de forma preventiva, com obras estruturais, manutenção permanente e decisões técnicas. Seguiremos avançando para proteger a cidade e a população diante dos eventos climáticos extremos”, salientou o prefeito Netto Donato.
SÃO PAULO/SP - O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a sigla “não abre mão” da proposta de mudança do sistema eleitoral proporcional para o distrital e disse que o tema avançou significativamente nos últimos anos. Segundo ele, a tramitação deve ganhar ritmo nas próximas semanas no Congresso.
“É muito possível que, nos próximos dois meses, o presidente da Câmara, Hugo Motta, esteja compondo a comissão que vai encaminhar esse projeto. Não acho difícil votar ou aprovar ainda neste ano, porque não afeta esta eleição. A vigência seria apenas a partir de 2030”, disse Kassab em entrevista ao Canal Livre, da Band.
Atualmente, deputados e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, que leva em conta o desempenho dos partidos e coligações. No modelo distrital, os eleitores votam em candidatos que disputam dentro de um distrito específico, e o mais votado em cada região garante a vaga.
“Nós não abrimos mão do voto distrital. Esse é um dos grandes problemas do Brasil. Há falta de legitimidade dos parlamentares, as pessoas muitas vezes nem lembram em quem votaram, e o eleito por uma região não volta mais. O voto distrital traz mais qualidade na fiscalização do representante”, afirmou.
Kassab também defendeu mudanças no processo de indicação para as agências reguladoras. Para ele, é preciso “elevar o sarrafo” na escolha dos nomes. Na avaliação do dirigente, essas instituições se tornaram “reféns da política, dos partidos e dos parlamentares”, o que, segundo ele, prejudica a qualidade das concessões no país.
Outro alvo de críticas foram as emendas parlamentares. Kassab classificou o volume atual de recursos como excessivo e questionou o modelo de distribuição. “É uma excrescência. Não faz sentido ter R$ 70 bilhões destinados a emendas parlamentares. Com esse valor, seria possível construir, em São Paulo, duas linhas de metrô por ano”, disse. Para ele, caso o mecanismo seja mantido, é necessário haver mais transparência e vinculação a programas do governo federal.
por Estadao Conteudo
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