Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - Por causa da pandemia da Covid-19, a Parada do orgulho LGBTQIA+ deste ano aconteceu de forma virtual. Exibida pelo canal GNT, a manifestação contou com uma homenagem ao ator Paulo Gustavo, que morreu de complicações em decorrência do Coronavírus, e com um desabafo da cantora Pepita, visto por internautas como uma alfinetada ao discurso considerado homofóbico de Patrícia Abravanel.
Marido de Paulo Gustavo, Thales Bretas, que relembrou momentos marcantes com os filhos com o ator, falou sobre a importância do trabalho do artista no combate ao preconceito contra os homossexuais. "O Paulo sempre mostrou a nossa relação nos filmes de forma romantizada, da forma bonita como era. Ele tinha essa capacidade de tocar as pessoas de várias classes e faixas etárias. A gente foi muito privilegiado de ter o apoio da família, sempre", afirmou o médico dermatologista.
Thales, que declarou publicamente seu amor ao marido durante a missa de 7º dia, aos pés do Cristo Redentor, ainda aconselhou quem, como eles, se descobriu homossexual: "Sejam felizes. O que importa é o amor acima de tudo. Se imponham, sempre. Quem precisar e valer a pena vai reconhecer e vai te amar do jeito que você é, precisa e merece ser amado".
A homenagem ao artista emocionou Hugo Gloss, um dos apresentadoras da atração. "Difícil de falar. O Paulo marcou muito a história. Não vou conseguir falar, desculpa", assumiu. Gil do Vigor, que também comandou o programa especial, revelou: "Sou muito fã de Paulo Gustavo. Consigo me identificar nele, na forma leve que ele conseguia mostrar as coisas. Conseguia ver muito de mim".
Homenagem emocionante a nosso querido Paulo Gustavo ? #ParadaAoVivoNoGNT pic.twitter.com/UouAYsvChN
— Canal GNT em ? (@canalgnt) June 6, 2021
Durante sua participação na Parada do Orgulho, a cantora Pepita fez um desabafo. "Eu quero que vocês entendam uma coisa: não fale de vivência se você não teve essa vivência. Não fale de pessoas se você não conhece. Não fale de letras que você não sabe nem se expressar. Você já me perguntou se eu aceito você como apresentadora de alguma coisa? Você já me perguntou se eu aceito você na minha rede social? Então porque você se acha no direito de opinar na minha vida? O dia que eu precisar de uma opinião, com certeza não vai ser a sua", disparou.
No Twitter, muitos internautas apontaram que a artista estava se referindo a Patrícia Abravanel, também criticada pelo sobrinho Tiago Abravanel, que a chamou para uma conversa esclarecedora sobre o tema. "Pepita esmurrando a Patricia Abravanel esse é o tweet", disse um. "A Pepita enterrando a Patrícia Abravanel no seu baú de preconceito", opinou outro. "A Pepita é muito necessária pra comunidade", concluiu mais um.
Após a apresentação, a cantora conversou no estúdio com Hugo Gloss e comentou o questionamento da filha de Silvio Santos que afirmou não saber como falar sobre homossexualidade com os filhos. "Não precisa explicar, só tem que ser mãe. É muito complicado esse posicionamento desse ser humano porque ela nunca me perguntou se eu queria ela como apresentadora. E eu acho que ela nunca quis aprender. Ela não precisa gostar, nem apoiar, mas ela precisa respeitar. Se você bota um microfone na boca e quer falar com a câmera você precisa ter certeza do que está falando".
pepita esmurrando a patricia abravanel esse é o tweet pic.twitter.com/YILCOo39Wb
— toleda ?️? (@toledax) June 6, 2021
*Por: Carmen Moreira / PUREPEOPLE
ARARAQUARA/SP - No final da manhã do último domingo (06), um homem de 32 anos ameaçou a esposa grávida, no bairro Hortênsias, na cidade de Araraquara.
Segundo informações, a mulher, de 31 anos, é casada com o autor há 4 anos, e nunca havia sido agredida. Por motivos desconhecidos, o homem pegou uma faca na cozinha e foi em direção à vitima. A mulher correu para a casa da vizinha, e seu marido apontava a faca para ela e depois encostava a lâmina no pescoço.
A vítima conseguiu voltar para casa, se trancar no banheiro e acionar a Polícia Militar.
Os Policiais chegaram e constataram que o homem havia tentado suicídio. O SAMU foi até o local.
A vítima não deseja representar criminalmente e informou que o marido tentou suicídio por 7 vezes. Foi feito um pedido de medida protetiva. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.
*Por: PORTAL MORADA
Com passagens pelo Chile e Estados Unidos ainda durante a graduação, Taruhim Quadros é prova de como a universidade pública transforma vidas
SOROCABA/SP - Das salas de aula da UFSCar-Sorocaba ao Chile; mais tarde, disciplinas cursadas em duas universidades diferentes dos Estados Unidos; muitos projetos de pesquisa ainda durante a graduação; estágio na área de Biotecnologia e melhoramento genético; mestrado; e atuação profissional destacada em uma das maiores organizações de preservação da natureza no mundo, o WWF-Brasil. Esse é apenas o resumo da trajetória de Taruhim Miranda Cardoso Quadros, engenheira florestal formada em 2017 pela UFSCar, em Sorocaba. Taruhim é exemplo de dedicação e também de como a universidade pública - gratuita e de qualidade - pode transformar a vida das pessoas.
Sua conexão com a natureza desde a infância foi decisiva no momento de escolher em qual curso ingressar no Ensino Superior. A dúvida entre Engenharia Florestal e Engenharia Ambiental foi desfeita quando pôde conhecer, antes mesmo de ser aprovada no SiSU (Sistema de Seleção Unificada, do Governo Federal, utilizado para a seleção de candidatos na UFSCar e em outras instituições de ensino do País), a sala de uma das professoras da Universidade, no campus de Sorocaba. "Tive a chance de conversar com a professora Fátima Piña Rodrigues. Lembro-me de entrar na sala dela e ver diversos artesanatos de sementes nativas, muitos livros e a grande persona que a Fátima é no meio daquilo tudo. E ali percebi o diferencial da Engenharia Florestal da UFSCar: o curso proporciona infinitas oportunidades, incluindo uma visão de conservação, sustentabilidade e produtividade a partir de nossas matas nativas, se destacando dentre outras universidade que têm um enfoque em plantios de florestas exóticas comerciais. Saí certa de que queria ser engenheira florestal", relembra ela.
A partir da aprovação e do ingresso no curso de Engenharia Florestal da UFSCar-Sorocaba, Taruhim não se limitou aos estudos teóricos dentro das salas de aula e logo se envolveu em projetos de Iniciação Científica. Foi justamente o envolvimento precoce com atividades de pesquisa que permitiu que ela fizesse um estágio de férias no Chile. "Esse foi um intercâmbio inesperado, que só apareceu porque já estava engajada com pesquisa. Meu orientador da época, o professor Fábio Yamaji, tinha contatos no Chile e incentivava muito que seus alunos agarrassem a oportunidade. E lá fui eu, sem saber falar uma palavra em Espanhol. Levei mais duas colegas de sala comigo e juntas fizemos um estágio na Corporação Nacional Florestal do Chile (Conaf), em uma Reserva Nacional chamada Pampa del Tamarugal", conta.
A Reserva Pampa del Tamarugal é uma região desértica, completamente diferente dos ecossistemas brasileiros, o que tornou a experiência ainda mais rica. "Trabalhei em um projeto específico que visava auxiliar pequenos agricultores que viviam nas proximidades da Reserva e sofriam muito com os intensos ventos. Minha responsabilidade era escutá-los e idealizar um reflorestamento no entorno de suas propriedades para funcionar como cortinas corta-vento", detalha. Para ela, "foi um aprendizado prático entender outras culturas, se comunicar sem nem compartilhar a mesma língua, ter empatia e saber escutar a necessidade dos atores locais. Foi também uma primeira visão da importância da natureza para pessoas e do meu papel como profissional da área".
Mais tarde, Taruhim passou quase dois anos nos Estados Unidos, participando do programa Ciências sem Fronteiras, hoje extinto. Primeiro, esteve na University of Montana, em Missoula, no estado de Montana. "Nos seis primeiros meses, fiz um curso intensivo de Inglês, com apenas duas matérias na universidade", pontua. Em seguida, cursou quatro semestres do curso de Forestry (Silvicultura) na mesma universidade e fez um estágio de verão em outro estado, na Colorado State University.
"Nesse período, aprendi muito em termos profissionais, mas também pessoais. Me encantei com a estrutura e a maneira que os americanos se engajam com a natureza, como o governo apoia as áreas protegidas e parques nacionais, com o respeito da população aos ecossistemas. Além disso, vi tópicos comuns à Engenharia Florestal no Brasil, mas de uma forma completamente diferente - colheita com neve e bacias hidrográficas onde a principal fonte de recarga é o degelo pós inverno. Foi um aprendizado único", garante.
Na volta à UFSCar-Sorocaba, seu envolvimento com projetos de pesquisa continuou. "Foram ao menos quatro Iniciações Científicas", destaca com orgulho. Em uma delas, sob a orientação da professora Karina Martins, buscou entender padrões de genética populacional de uma espécie amazônica - a virola. "Essa espécie nativa tem um valor econômico associado e, por isso, vem sendo explorada há décadas. Isso cria uma preocupação em termos de diversidade genética e de padrões de reprodução.
Em linhas gerais, existe um risco dessa espécie ter poucas árvores reprodutivas, devido à redução de sua população com a exploração, o que faz com que árvores que são parentes se reproduzam, levando a cada vez menos diversidade genética", detalha.
De acordo com ela, a pesquisa desde a graduação lhe deu um importante senso de direção, favoreceu sua habilidade de elaborar ideias, interpretar resultados, entender contextos, estruturar relatórios e muito mais: "Foi graças à pesquisa que trilhei o caminho do meu desenvolvimento", atesta. Aliás, foi o seu engajamento com a pesquisa científica que garantiu uma importante vaga de estágio profissional na área de Biotecnologia e melhoramento genético, no centro de tecnologia da antiga Fibria Celulose (hoje, Suzano S/A). "Essa oportunidade só me apareceu por estudar na UFSCar-Sorocaba. Toda minha experiência em Iniciação Científica foi essencial, pois pude não só executar tarefas, mas colaborar com o pensamento dos pesquisadores, sugerir inovações para os procedimentos e as pesquisas. Um aprendizado prático muito importante", afirma.
Depois de formada, Taruhim ingressou no mestrado na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus na Bahia, trabalhando com a compreensão da contribuição da restauração florestal da Mata Atlântica a partir de uma perspectiva genética. Sua pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Rufford, um fundo com sede no Reino Unido que financia projetos de conservação da natureza em países em desenvolvimento. "Foi um apoio financeiro essencial para a execução do meu projeto, especialmente considerando as reduzidas oportunidades de apoio à pós-graduação no Brasil. Sem esse recurso, não teríamos dinheiro para as idas a campo, para material de laboratório, nem para a infraestrutura necessária. Isso me deu flexibilidade para realmente executar o melhor trabalho possível, sem restrições por dificuldades financeiras", diz Taruhim.
Quando terminou o mestrado, candidatou-se para trabalhar no WWF-Brasil, como analista na área de conservação com foco em restauração. O WWF-Brasil é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que trabalha para mudar a atual trajetória de degradação ambiental e promover um futuro onde sociedade e natureza vivam em harmonia. "Com muita felicidade, realizo trabalhos voltados à restauração da Mata Atlântica, a partir de valores e princípios que prezo na minha vida pessoal, e contribuo para a conservação do nosso Brasil. Hoje, executo as mais diversas atividades relacionadas à restauração de paisagens florestais da Mata Atlântica, mas com o papel de trazer um olhar técnico-cientifico, conectando as ações de campo a uma visão estratégica de longo prazo", descreve com satisfação.
Aliás, esse sentimento de satisfação predomina, quando, em retrospecto, analisa toda a sua trajetória até aqui. Satisfação que se mistura com gratidão ao falar do papel da UFSCar-Sorocaba em sua vida pessoal, acadêmica e profissional. "Não há uma coisa sequer que tenha acontecido na minha trajetória que não esteja interligada à UFSCar. Sem dúvidas, tive uma formação diferenciada. A junção do todo - professores, infraestrutura, oportunidades de pesquisa - me fez chegar onde estou agora, me impulsionando sempre para experiências profissionais marcantes!", destaca. O percurso de Taruhim só confirma a importância de se ter o acesso ao ensino público e de qualidade, como é na UFSCar, na sua própria cidade. "Sigo com sentimento de gratidão e orgulho de ter feito parte da história da UFSCar, mas mais ainda de ter a UFSCar como parte da minha história", conclui com emoção.
Atividade aberta ao público acontece no dia 8 de junho, às 19 horas
SÃO CARLOS/SP - Amanhã, dia 8 de junho, a equipe do MBI Agro, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realiza webinar com o tema "Como a inovação inspirada na natureza pode contribuir para o agro".
A conversa online terá a participação de Adriana Montebello, professora do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural (DTAiSeR-Ar), do Campus Araras da UFSCar, e coordenadora do MBI; e de Ricardo Mastroti, especialista em biomimética e fundador da Bemtevi Investimento Social, que vai compartilhar sua visão para o futuro do agronegócio.
O debate, que enfocará a inovação no setor do agronegócio, é aberto ao público. A transmissão será pela plataforma Zoom, a partir das 19 horas. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis neste link http://bit.ly/AGRO0806.
Sobre o MBI Agro
O MBI Agro será realizado integralmente online e visa capacitar e instrumentalizar os participantes nos temas referentes à gestão estratégica e gestão da inovação, com foco no agronegócio; além de identificar e discutir os principais desafios para a gestão estratégica da inovação nas organizações do agronegócio; conhecer o sistema de inovação e as políticas públicas relacionadas ao tema; e preparar o profissional para atuar em projetos inter e multidisciplinares, assim como desenvolver sua capacidade de liderança em ações de inovação com foco no agronegócio. As informações completas sobre conteúdo programático, cronograma, aulas e inscrições podem ser conferidas neste documento (https://bit.ly/3aMv4i8). A coordenação do curso está no Campus Araras da UFSCar.
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