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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Trabalho, coordenado por docente do Campus Lagoa do Sino da UFSCar, aponta importância de estudo e preservação ambiental

 

BURI/SP - Pesquisadores de seis instituições brasileiras redescobriram uma espécie de perereca considerada extinta: a Phrynomedusa appendiculata, descrita em 1925, por Adolpho Lutz, encontrada inicialmente em Santa Catarina e vista apenas três vezes na natureza - a última delas há 52 anos (em 1970), em Santo André (SP).
Medindo sete centímetros, o animal possui coloração verde vivo, com superfície lateral laranja brilhante, e foi encontrado pelos pesquisadores depois de percorrerem diversas trilhas de difícil acesso na região de Capão Bonito (SP), em 2011, em área de Mata Atlântica. Para chegar até o local, o grupo percorreu uma longa estrada de terra, seguida de cerca de 20 quilômetros de trilha.
A redescoberta ocorreu no escopo da criação do Parque Estadual Nascentes do Paranapanema (Penap), que constitui uma nova unidade de conservação no estado de São Paulo. A ação foi coordenada por Alexandre Camargo Martensen, docente no Centro de Ciências da Natureza (CCN), do Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e hoje a área preservada é gerida pela Fundação Florestal do Estado.
"Esta foi uma das áreas que eu amostrei durante o meu mestrado e, desde então, busquei financiamento para detalhar os estudos com o objetivo de protegê-la", lembra Martensen.

Descrição e características
No total, foram encontrados em Capão Bonito 16 indivíduos adultos, além de girinos. Uma das pererecas foi acrescentada à coleção do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP).
O registro trouxe dados inéditos e detalhados sobre a espécie, antes incompletos e pouco conhecidos, que envolvem características acústicas (gravação de sons emitidos pelo animal), morfológicas (forma, estrutura, tamanho, cor e tipo) e ecológicas (ambiente no qual o animal foi encontrado).
"Gravamos sua vocalização para conseguir, por meio de inteligência artificial, identificar estes cantos e, assim, buscar a espécie em outros locais, já que, até o momento, ela só foi encontrada em duas pequenas lagoas marginais do Penap", explica Martensen.
Em relação às características ecológicas, a espécie foi encontrada em um local raro para ambientes de planalto, a lagoa marginal, diferente do tradicional riacho, que é mais comum nestas áreas. Segundo o docente, isso justifica o fato de o animal ter sido visto pouquíssimas vezes na natureza.
"Estas lagoas geralmente aparecem quando a água chega em ambientes de planície, planos, sem tanta variação de altitude, pois começa a perder a velocidade e a meandrar. Em planaltos, a água costuma descer bem rápido, por isso se formam riachos, com fundo de pedra e areia, não essas lagoas. No entanto, encontramos um local específico de planalto que tem meandros e rios abandonados, coberto com uma exuberante floresta aluvial, formando estas lagoas marginais. Foi neste ambiente que achamos as pererecas. Agora, no âmbito do meu projeto Jovem Pesquisador, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), tentaremos encontrá-las em outros lugares que tenham estas mesmas características peculiares", registra.
Outro trabalho feito pelos pesquisadores foi o sequenciamento genético da espécie, o que permitiu compará-la com outras espécies próximas. "As análises de DNA permitiram que detalhássemos seu grau de parentesco com as demais espécies já encontradas em museus, além de confirmarmos que se trata mesmo da Phrynomedusa appendiculata, uma espécie bem pouco conhecida", informa o docente da UFSCar.

Importância e conservação
Segundo Martensen, a Phrynomedusa appendiculata é importante no controle de populações de insetos e serve de alimento para outras espécies. Além disso, por ser um anfíbio, ajuda no entendimento do equilíbrio ecológico. "Por nascerem e crescerem em água e, depois, irem para a terra, são animais sensíveis a mudanças ambientais ou de qualidade da água, por exemplo", enumera.
Após a redescoberta da espécie, os próximos passos envolvem ampliar os conhecimentos sobre ela, entendendo melhor a sua biologia e sua reprodução, inclusive para pensar em estratégias de conservação. 
Para preservá-la, o pesquisador alerta que são necessárias ações que envolvem desde o controle de acesso ao local, até pensar em estratégias de manejo para recuperá-la em locais que talvez já tenha habitado e que não existem mais. 
"As áreas de cabeceiras dos rios precisam permanecer protegidas e limpas, o que evita, além de doenças, trazer sedimentos morro abaixo, o que alteraria a qualidade da água e a capacidade do animal de sobreviver. Também é preciso entender o que o bicho precisa para sobreviver e reproduzir em determinado local. Às vezes é muito pouco, como água limpa e cobertura florestal", avalia.
Redescobertas como esta mostram que, mesmo tão devastada pelo ser humano, a Mata Atlântica ainda conserva uma enorme diversidade de espécies; muitas delas, antes consideradas extintas, ainda sobrevivem em trechos da floresta. "Uma hipótese para explicar este fato é que o enorme dinamismo da vegetação nativa - que, apesar dos desmatamentos, tem enormes ganhos de florestas devido à intensa regeneração natural - permite que as espécies consigam se acomodar ao longo do tempo e sobreviver. No entanto, serve como alerta para preservar essa rica biodiversidade e evitar, de fato, a extinção das espécies", pondera Martensen.
O estudo foi publicado em artigo - Rediscovery of the rare Phrynomedusa appendiculata (Lutz, 1925) (Anura: Phyllomedusidae) from the Atlantic Forest of southeastern Brazil - na revista científica Zootaxa e pode ser acessado em https://bit.ly/3uuzWD1. Assinam a publicação, além de Martensen, da UFSCar, pesquisadores da USP, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, Universidade do Porto (em Portugal), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Ecosfera Consultoria e Pesquisa em Meio Ambiente - todas instituições parceiras da pesquisa.
A expedição de campo foi financiada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), e os estudos que buscam aprofundar as informações biológicas da espécie pela Fapesp.

ARARAQUARA/SP - O município de Araraquara foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais para a mulher que se recusou a sair da Praça dos Advogados em abril de 2020. Ela foi retirada do local por agentes da Guarda Civil Municipal.

A ação foi gravada pela equipe de reportagem do Portal Morada. Na decisão, o juiz Guilherme Stamillo Santarelli Zuliani entendeu que os Guardas Municipais empregaram violência e abuso de poder contra a mulher.

O magistrado fundamentou ainda que, eventual comportamento inadequado da requerente, que se recusou a cumprir o decreto municipal, não justifica as atitudes dos agentes públicos que “fizeram da agressão e constrangimento seu modo de agir. Houve uso de força física e a mera negativa da autora em deixar o local não é suficiente para justifica-la.”

No dia do fato, 13 de abril de 2020, a mulher estava sentada sozinha na praça conhecida como Praça dos Advogados. Por causa da pandemia, estava em vigor no município um Decreto proibindo a permanência de pessoas nesses espaços. Entretanto, o magistrado entendeu que, mesmo diante dessas regras, os agentes municipais usaram medida desproporcional. “É importante mencionar, que a requerente estava sozinha, em local aberto, livre de aglomeração ou qualquer tipo de situação que fosse potencialmente prejudicial à saúde pública, o que reforça a desnecessidade de uma atuação tão radical.”

Em relação ao prefeito Edinho Silva, o juiz negou o pedido de indenização e condenação. Mas, quanto ao município, condenou a indenização de R$ 10 mil. Sobre o valor, incidirá correção monetária e juros de mora desde a citação. “Em face da sucumbência, arcará a parte ré com o pagamento de custas e honorários, que fixo em 10% do valor da condenação.” A decisão cabe recurso.

Procurada, a Prefeitura respondeu por meio de nota que "a Prefeitura de Araraquara aguarda ser notificada sobre a decisão para, posteriormente, se posicionar. Importante resgatar que a Guarda Municipal agiu após ser acionada por frequentadores da praça, com o objetivo de impedir aglomeração, o que favorecia a disseminação da Covid-19. Portanto, a Guarda Municipal atuou na defesa das medidas estabelecidas pela Vigilância Epidemiológica, que tinham por objetivo defender a vida."

 

 

Chico Lourenço / PORTAL MORADA

SÃO PAULO/SP - Nego Bala se prepara para levar a mensagem e o “bonde da Boca do Lixo” para o palco do Teatro do Sesc 24 de Maio, em São Paulo, no dia 12 de fevereiro (sábado). Na ocasião, o funkeiro apresenta o seu álbum de estreia, Da Boca do Lixo, no qual versa sobre temas como resiliência, empoderamento e resistência de sua comunidade. Os ingressos podem ser adquiridos no site do Sesc (acesse aqui) e, a partir de amanhã, dia 9, na bilheteria das unidades do SescSP.

Tanto no disco quanto na apresentação, o artista mostra a visão de um garoto da Cracolândia que viveu intensamente a realidade das ruas e que encontrou na música um caminho para a emancipação. Intitulado Da Boca do Lixo, o trabalho é composto por nove faixas, com destaque para “Sonho”, na qual conta com a participação especial de Elza Soares. Tal canção é trilha de um registro audiovisual que condensa a história do MC (assista ao filme aqui) e acompanhou a chegada do álbum. “Diumjeitudiferent”, “Buraco no Céu”, “Cifrão In' Pé”, “Da Boca do Lixo” e “Paradoxo”, também compõem o repertório do show. 

Para a performance, o funkeiro se une a pessoas que fizeram parte da sua trajetória, como o percussionista Carlos Café: “O professor Café me deu aula na FEBEM há doze anos, participou do meu álbum e agora está tocando comigo no Sesc – é muito louco isso pra mim, muito ‘da hora’”, afirma Nego Bala. Além de Café, completam o grupo os músicos Renzo Perales (guitarra), Pedro Luce (DJ e direção musical), André Bruni (teclados e direção musical), Nino Nascimento (baixo), JB (saxofone), Karen Hapuque (violoncelo), Jeniffer Cardoso (violino), Nádia Fonseca (violino) e Nathalia Regina (violino).

“Quero ver todo mundo feliz, curtindo bastante o show – meus amigos, familiares e fãs lotando o teatro e a gente fazendo a melhor apresentação”, afirma o MC. Os ingressos estão disponíveis no site do Sesc (acesse aqui) ou em qualquer bilheteria do Sesc, a partir de amanhã, dia 9.

 

Serviço:
Nego Bala @Sesc 24 de Maio
Data: 12/02, sábado
Horário: 20h 
Local: Teatro do Sesc 24 de Maio (1º subsolo) – Rua 24 de Maio, 109  
Ingressos: À venda no portal sescsp.org.br/24demaio e nas bilheterias das unidades Sesc SP.
                 R$40 (inteira)
                 R$20,00 (meia entrada: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência).

*Venda online, a partir das 14h do dia 8/2. Nas bilheterias, a partir de 9/2, às 17h.

Link de vendas: https://www.sescsp.org.br/programacao/nego-bala/ 
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos 

Foram apreendidas mais de 200 porções da droga; flagrante ocorreu em Bauru

 

BAURU/SP - A Polícia Civil prendeu um homem, de 26 anos, após encontrar mais de 200 porções de maconha em sua casa, no Jardim Vânia Maria, em Bauru – no interior do Estado. A ação ocorreu na última sexta-feira (4).

Durante investigações para combater o tráfico, equipes da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da cidade, descobriram que o autor estaria envolvido com o crime organizado para a venda de drogas.

De posse de um mandado de busca e apreensão, os agentes foram até a residência do suspeito, onde encontraram 211 porções de maconha, embaladas e prontas para serem comercializadas.

 O homem, que já possuía duas passagens pelo mesmo crime, foi preso em flagrante e levado à unidade especializada. Ele foi indiciado novamente por tráfico de drogas.

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