Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Faculdade de Tecnologia (FATEC) de São Carlos prorrogou o prazo de inscrição para o Vestibular 2026. Os interessados têm até esta quinta-feira, 14 de novembro, para garantir a participação no processo seletivo.
A FATEC São Carlos oferece quatro cursos gratuitos de nível superior, todos com duração de três anos e voltados para o mercado de trabalho: Gestão de Recursos Humanos, Gestão Empresarial, Gestão da Produção e Big Data.
Os cursos são ministrados no período noturno, o que permite conciliar estudos e trabalho, e contam com excelente reputação acadêmica, professores qualificados e parcerias com empresas da região. A formação tecnológica da FATEC prepara o aluno para atuar com eficiência, inovação e visão empreendedora.
Datas importantes
Prazo final para inscrição: 14 de novembro de 2026
Prova: 15 de dezembro de 2026
Divulgação da lista de classificação: janeiro de 2027
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site:
https://vestibular.fatec.sp.gov.br/unidades-cursos/escola.asp?c=242
As inscrições encerram amanhã. Essa é a oportunidade ideal para quem busca uma formação pública, gratuita e de qualidade reconhecida no ensino superior tecnológico.
Canais de atendimento e suporte
Telefone: (16) 3368-4099
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Instagram: @fatecsaocarlos
Endereço: Av. Trabalhador São-carlense, 1640 – Vila Prado – São Carlos/SP
SÃO CARLOS/SP - Na quinta-feira (13), foi realizado um simulado de acidente aeronáutico no Aeroporto de São Carlos, envolvendo diversas instituições do município e da região. A ação faz parte da implantação do Plano de Catástrofe do município, que vem sendo estruturado com reuniões e preparativos prévios, e tem como objetivo organizar e padronizar os protocolos de resposta a situações de emergência de grande porte.
O exercício foi coordenado pela Prefeitura de São Carlos, pela Rede VOA, responsável pela administração do aeroporto, e pela Santa Casa de São Carlos, hospital de referência no atendimento às vítimas.
Durante o treinamento, foram simuladas vítimas de um suposto acidente aéreo, mobilizando ambulâncias, viaturas e equipes médicas, de resgate e segurança. O cenário foi conduzido de forma realista, com a participação de figurantes que representaram familiares e vítimas, entre eles alunos da UNICEP, IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) da Santa Casa, do Instituto Atheneu e da ETEC Paulino Botelho. A imprensa também acompanhou toda a ação, registrando as etapas do atendimento e a atuação integrada das equipes.
A atividade contou com ampla participação de instituições que atuam diretamente na resposta a emergências, reforçando a importância do trabalho em rede e da cooperação entre diferentes órgãos. Entre elas, estiveram presentes: Santa Casa de São Carlos, ViaPaulista – Arteris, Nexus São Carlos, Rede VOA de Aeroportos, Prefeitura de São Carlos, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Agentes de Trânsito, Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícia Militar Rodoviária, Secretaria Municipal de Saúde, Vital Mais Soluções em Saúde, SAMU e Unimed.
Após o encerramento da simulação, foi realizado um briefing com a presença do provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior; do prefeito de São Carlos, Netto Donato; do vice-prefeito, Roselei Françoso; do diretor técnico da Santa Casa, Dr. Roberto Muniz Junior; da diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti; e do Dr. Fábio Racy, referência em Medicina de Desastres, que acompanhou a execução do exercício.
A avaliação final do simulado foi considerada satisfatória, evidenciando o preparo e a integração entre os órgãos de atendimento pré-hospitalar, transporte e estrutura hospitalar.
Durante o encontro, a diretora de Práticas Assistenciais da Santa Casa, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, destacou a importância do treinamento e da integração entre os serviços de saúde e emergência. “Esses treinamentos são fundamentais para garantir que todos os serviços de urgência e emergência estejam preparados para agir com rapidez, técnica e integração. A Santa Casa tem papel essencial nesse processo, como hospital de referência, e nosso compromisso é aprimorar continuamente nossos fluxos internos e a comunicação com os parceiros externos.”
O prefeito de São Carlos, Netto Donato, reforçou o compromisso do município com a segurança e a preparação das equipes que atuam em situações de emergência. “O simulado realizado em São Carlos mostra a importância da integração entre nossas forças de segurança e saúde. Esse tipo de treinamento garante que, diante de uma situação real, teremos equipes preparadas para agir com rapidez e eficiência, protegendo vidas e oferecendo respostas adequadas à população.”
Já o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, ressaltou o trabalho conjunto entre as instituições e o empenho das equipes envolvidas. “Foi uma experiência importante para todos nós. A integração entre os diferentes órgãos e instituições envolvidas demonstra o quanto o trabalho em rede é essencial em uma situação real. Agradeço a todos os profissionais da Santa Casa e aos parceiros que participaram dessa ação com dedicação e profissionalismo.”
BRASÍLIA/DF - Os Correios decidiram fatiar a contratação do empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a empresa em mais de uma operação, em uma tentativa de atrair mais instituições financeiras e reduzir os custos de financiamento.
Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana, que reduz consideravelmente o risco de perdas para as instituições financeiras, pois a União paga as prestações em caso de inadimplência.
Procurados, os bancos não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, as instituições disseram não comentar casos específicos.
A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Até o fim de 2025, o rombo só neste ano deve alcançar R$ 10 bilhões -no primeiro semestre, o saldo já ficou negativo em R$ 4,4 bilhões.
Projeções feitas pela companhia e apresentadas ao governo indicam que, sem recursos novos, a situação da estatal pode se agravar. O prejuízo pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, uma vez que os contratos com fornecedores preveem pagamento de multas em caso de atraso –ou seja, um ônus extra para uma empresa já em dificuldades.
O rombo poderia alcançar valores ainda maiores, na casa de R$ 70 bilhões, daqui a cinco anos. Nesse cenário extremo, a empresa estaria em condição de falência e precisaria inclusive demitir empregados, arcando com os custos trabalhistas desses desligamentos (por isso um valor até maior do que hoje é a despesa anual da estatal).
Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.
Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle.
Além disso, as instituições financeiras pleitearam uma taxa de comissão de 5% pela estruturação da operação, o equivalente a R$ 1 bilhão. Nos empréstimos concedidos a estados e municípios com garantia da União, esse percentual costuma ser de 1%.
Segundo os interlocutores ouvidos pela reportagem, desde o anúncio da estratégia de socorrer os Correios via empréstimo com garantia da União, outros bancos (nacionais e estrangeiros) demonstraram interesse em conceder financiamento à empresa. Por isso, o comando da companhia decidiu fazer uma nova rodada de negociação, agora mais ampla.
Os bancos já foram comunicados das novas condições. O valor de R$ 20 bilhões foi mantido, mas, em vez de solicitar as condições da proposta (como a taxa de juros), a companhia vai perguntar às instituições financeiras quanto elas aceitam emprestar ao custo de até 120% do CDI.
Sob esse desenho, o socorro pode acabar sendo pulverizado em várias operações de crédito com diferentes bancos. Se o valor ofertado não chegar aos R$ 20 bilhões, é possível que a empresa faça uma primeira leva de financiamentos com menor volume e volte ao mercado mais adiante para obter novos recursos.
O Executivo já entrou na mira de órgãos de controle e de parlamentares da oposição pela decisão de colocar a União como fiadora do empréstimo, em vez de fazer um aporte direto de recursos (o que exigiria espaço no Orçamento e também nas regras fiscais). Se a operação ainda assim tiver um custo elevado, isso poderia virar munição no embate político e jurídico.
A avaliação é de que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação do financiamento e deixe a companhia com o caixa sangrando por mais algumas semanas. Enquanto isso, o pagamento a fornecedores deve seguir represado, mas não há, segundo técnicos, risco de atraso no pagamento de salários de funcionários. A expectativa é que, mesmo com a demora, seja possível fechar a contratação até o fim de 2025.
Inicialmente, a Caixa Econômica Federal também participava das conversas para integrar o sindicato de bancos para financiar os Correios. Segundo duas pessoas, no entanto, a instituição não enviou proposta.
Nos bastidores, a Caixa era o banco que mais manifestava resistências à operação. No início, isso era atribuído à tentativa frustrada do comando da instituição de influenciar a escolha do sucessor de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios que deixou o cargo em setembro. O nome escolhido pelo governo, com o apoio do ministro Rui Costa (Casa Civil), foi o de um funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Rondon.
Mesmo após a troca na gestão da empresa, a Caixa continuou apontando dificuldades técnicas em participar da operação.
O plano de reestruturação da empresa é tido como o "ponto central" para sustentar a decisão dos bancos sobre a capacidade de recuperação da empresa e, consequentemente, a viabilidade do pagamento das prestações. Embora a crise seja financeira, ela é vista como fruto de um problema estrutural de gestão, semeado pelos aumentos sequenciais de custos e pela estratégia deficiente de negócio.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - A atuação de Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei contra facções criminosas desagradou bolsonaristas e, na avaliação deles, abriu espaço a outro nome do grupo na disputa ao Senado em 2026, o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL).
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) afirmam que Derrite derrapou ao não costurar consenso sobre a viabilidade jurídica de seu projeto antes de apresentá-lo à sociedade, o que abriu margem a críticas e levou-o a recuar.
O aumento de penas a criminosos e de garantias legais a forças de segurança são bandeiras históricas da direita e havia, no grupo, expectativa de que Derrite aproveitasse o projeto como ativo eleitoral para buscar a vaga no Senado.
O momento era considerado favorável, especialmente após o apoio popular à operação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, em 28 de outubro, que deixou 121 mortos.
Um bolsonarista relatou, sob reserva, que, na sexta (7), Derrite foi aconselhado a procurar especialistas próximos ao grupo para validar tecnicamente o texto. Um dos nomes citados foi o do promotor de Justiça paulista Lincoln Gakiya, reconhecido pelo enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que acabou criticando a proposta.
O secretário, porém, descartou a sugestão e ressaltou sua experiência no combate ao crime organizado - ele foi oficial da Polícia Militar por mais de 20 anos.
Derrite discursou no plenário da Câmara nesta quarta (12) e defendeu o projeto. "Agora, sabe por que o governo federal e alguns políticos estão dizendo isso [criticando a proposta]? Porque eles não conseguem debater o texto comigo", afirmou. Ele terminou chorando ao se dirigir a familiares de policiais mortos na operação do Rio, que eram homenageados na sessão.
Entre bolsonaristas, há críticas também ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), diante da percepção de que o governador não articulou com parlamentares nem manifestou apoio público ao auxiliar após o início das críticas.
O Palácio dos Bandeirantes discorda dessa avaliação. A interlocutores, nesta quarta (12), Tarcísio disse que a aprovação do PL está costurada, que há muita gente ajudando e que a ideia é ter um texto que atenda ao interesse nacional -acima de questões eleitorais.
No início do ano, os planos da centro-direita eram eleger Derrite e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao Senado em 2026, dentro da estratégia de ampliar a presença bolsonarista na Casa, responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Como parte do plano, Derrite deixou o PL, partido pelo qual se elegeu em 2022, e migrou para o PP, para que cada sigla tivesse um candidato.
Eduardo, porém, foi para os Estados Unidos em março, em meio a ataques ao ministro Alexandre de Moraes (STF). Tanto seu retorno ao Brasil quanto a candidatura são considerados improváveis atualmente pelos dirigentes partidários do grupo.
Conforme a Folha mostrou em junho, com o afastamento de Eduardo, o nome do vice do prefeito Ricardo Nunes (MDB) passou a circular como alternativa para a chapa ao Senado. Agora, ganha força, segundo aliados de Bolsonaro ouvidos pela reportagem.
Na ocasião em que o tema foi noticiado, Mello Araújo negou participar de articulações, mas admitiu que poderia concorrer se Bolsonaro assim decidisse.
Nesta quarta, ele voltou a defender o filho do ex-presidente: "Espero que o Brasil volte ao rumo. País democrático tem que ter o presidente Bolsonaro nas eleições e Eduardo Bolsonaro para o Senado. Isso é democracia. O que estão fazendo com eles hoje farão com os outros amanhã", disse, sem mais detalhes.
Derrite foi procurado, mas preferiu não comentar, segundo sua assessoria.
por Folhapress
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