Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - Jair Bolsonaro (PL) participa da convocação de um ato neste domingo (26) que tem como mote a defesa do Estado democrático e dos direitos humanos para os presos pelos ataques golpistas de 8 de janeiro.
No passado, o ex-presidente tratou temas relacionados a direitos humanos como "direitos de bandidos" e "esterco da vagabundagem".
O ato está sendo organizado pelo pastor Silas Malafaia e conta com o apoio de Bolsonaro e de outros nomes da direita bolsonarista, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Magno Malta (PL-ES).
Convocada após a morte de Cleriston Pereira, que teve um mal súbito na penitenciária da Papuda, em Brasília, a manifestação deve ocorrer na avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com os organizadores, o ato será em memória dele, que era réu por participar dos ataques do 8 de janeiro.
Desde 1º de novembro a PGR (Procuradoria Geral da República) havia defendido a concessão de liberdade provisória para Cleriston, com uso de tornozeleira e outras restrições.
Mas o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos ligados aos atos golpistas no STF (Supremo Tribunal Federal), ainda não havia decidido sobre a manifestação da Procuradoria.
Cleriston morreu na segunda-feira (20). Segundo documento da Vara de Execuções Penais, ele "teve um mal súbito durante o banho de sol".
Ele havia sido denunciado pela prática de crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito e golpe de Estado.
Segundo aliados, Bolsonaro ficou movido pelo caso e apoiou a convocação da manifestação, mas sua presença ainda não é certeza. Isso porque há temor de que o STF vire alvo de ataques e críticas dos manifestantes. O ex-presidente enfrenta uma série de processos na Justiça.
Se agora Bolsonaro convoca para uma manifestação por direitos humanos, no passado o termo foi utilizado por ele como retórica política contra adversários.
O ex-presidente e seus seguidores associam a pauta dos direitos humanos à esquerda e à impunidade. Em contraposição, eles defendem punições mais severas e questionam a importância de oferecer condições básicas de sobrevivência aos detentos.
Quando era parlamentar, Bolsonaro chegou a participar da Comissão de Direitos Humanos na Câmara, mas com viés crítico. Em 1998, ele disse que o colegiado da Câmara defendia "direitos de picareta e de vagabundo".
Em 2017, o seu filho e vereador Carlos Bolsonaro compartilhou uma foto em que o pai segurava uma camiseta com os dizeres: "Direitos Humanos: esterco da vagabundagem".
Poucos dias depois, o próprio Bolsonaro escreveu nas redes sociais que a população é que deve ser "respeitada pelo preso". "Temos cidadãos honestos desempregados vivendo em péssimas condições, priorizar bandido é uma afronta à sociedade que sangra nas mãos destes delinquentes", afirmou.
À época, estava em discussão na Câmara um projeto de lei que restringia a saída temporária de presos. Bolsonaro era favorável.
Já em campanha eleitoral pela Presidência, Bolsonaro tinha como uma de suas bandeiras políticas o armamento e o endurecimento do combate ao crime. Certa vez, disse que cidadãos estavam indefesos diante de "bandidos rindo da cara da população com a política de direitos humanos e fragilidade da legislação".
Ao ser eleito, o bolsonarismo buscou ressignificar o conceito de direitos humanos. O ministério do tema foi fundido à pasta das Mulheres, sob o comando de Damares Alves, hoje senadora. As causas da pasta chegavam à perseguição a cristãos em outros países, entre outros temas.
A melhora das condições carcerárias nunca foi colocada como prioridade da gestão Bolsonaro.
Durante seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro adotou postura radicalizada. Quando a então alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse haver "encolhimento do espaço democrático no Brasil", o então presidente a atacou e falou em direitos humanos de bandidos.
"Seguindo a linha do [Emmanuel] Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, [Bachelet] investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos, atacando nossos valorosos policiais civis e militares", disse.
Neste ano, após as prisões em torno dos ataques golpistas de 8 de janeiro, bolsonaristas passaram a discutir a precária condição carcerária do país. Parlamentares fizeram denúncias e apoiadores do mandatário se queixaram da situação dos encarcerados nas redes sociais.
Dois dias depois da morte de Cleriston, Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a quatro réus que tinham parecer favorável da PGR para deixarem a prisão.
A Defensoria Pública do Distrito Federal afirmou em relatório que a área de saúde do Centro de Detenção Provisória 2 da Papuda estava fechada e que os presos relataram demora de cerca de 40 minutos no atendimento a Cleriston.
Os presos disseram aos defensores que o atendimento foi demorado, que não havia desfibrilador e tampouco cilindro de oxigênio no local para serem utilizados nos primeiros socorros.
O Governo do Distrito Federal contesta essa versão. Disse em nota que a ocorrência foi "atendida prontamente pela equipe da unidade básica de saúde prisional, que iniciou o atendimento imediato tão logo constatado o desmaio" de Cleriston.
MARIANNA HOLANDA / POR FOLHAPRESS
SÃO PAULO/SP - O concurso 2.660 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 26.010.474,08 para os acertadores das seis dezenas. O sorteio foi realizado às 20h de sábado (25), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 32 milhões.
5 acertos - 57 apostas ganhadoras (R$ 49.487,39)
4 acertos - 4.376 apostas ganhadoras (R$ 920,86)
Por g1
SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal apreendeu uma motocicleta com o número do chassis adulterado nas imediações da UPA Vila Prado, em São Carlos.
O patrulhamento de rotina era realizado, quando na região da Vila Prado a Guarda Municipal suspeitou de uma motocicleta Honda CG, na cor prata, aparentando estar em mau estado de conservação e estacionada no jardim próximo à entrada de ambulâncias da Upa da Vila Prado.
Após consulta aos sistemas informatizados não constou cadastro na base de dados bem como os n° de chassi e motor foram suprimidos.
Diante dos fatos, a motocicleta foi apresentada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e após as deliberações de praxe a autoridade policial determinou pela sua apreensão.
SÃO CARLOS/SP - O Sicoob Crediacisc completa 18 anos de fundação na última semana de novembro, quando, em 2005, abriu as portas pela primeira vez. A cooperativa celebra também a liderança da primeira mulher à frente do Conselho de Administração, os primeiros dois anos da profissionalização da diretoria executiva e a expansão em São Carlos e região, com unidades em Dourado e Ribeirão Bonito.
"Nascemos bem pequenos com o intuito de atender micro e pequenos empresários ligados à Associação Comercial", enfatiza a presidente do Conselho de Administração, Lídia Maria Mendes Lima. "Hoje somos uma cooperativa clássica de livre admissão, expandimos nossa atuação e hoje qualquer pessoa pode ser um cooperado", observa.
Atualmente, a cooperativa de crédito possui três pontos de atendimento em São Carlos, um em Dourado e um escritório em Ribeirão Bonito, cidades onde é a única instituição financeira com presença física. Ao todo são 26 funcionários.
Desde a eleição da atual gestão, sob a liderança da presidente Lídia Maria, o Sicoob Crediacisc iniciou um processo de modernização e expansão. "O primeiro passo foi conseguimos a livre admissão, o que significa que qualquer pessoa pode fazer parte da nossa cooperativa", explica Lídia. Segundo ela, foi um passo fundamental para nortear as ações que se seguiram.
Para a presidente do Conselho de Administração, o objetivo do Sicoob Crediacisc nestes últimos anos foi o de mostrar para mais pessoas os benefícios de ser um cooperado de crédito. "Aumentamos nossa presença em São Carlos e também na região, especialmente em Dourado e Ribeirão Bonito. Apesar de não termos instalações físicas, cidades como Itirapina e Ibaté também são atendidas por aplicativos digitais", lembra.
A cooperativa também intensificou presença nas redes sociais, participação em portais de notícias e criação de um videocast que levou ao ar dezenas de entrevistas com especialistas, cooperados e funcionários do Sicoob Crediacisc. "É uma esforço conjunto para atingirmos mais pessoas e trabalhar conceitos básicos de educação financeira", observa.
O Planejamento Estratégico e o Plano de Ações 2023-2025 em curso definiram ações de curto, médio e longo prazo. "As ações implementadas, especialmente com a profissionalização da diretoria executiva, já trouxeram resultados importantes. Em 2022, por exemplo, o valor das sobras foi um recorde, nossos ativos cresceram e passamos a ser reconhecidos como cooperativa clássica e com bons indicadores de desempenho", destaca Lídia.
Ainda segundo a presidente do Conselho, novas ações de expansão estão previstas, como a transformação do escritório em ponto de atendimento em Ribeirão Bonito e a implantação de uma central de telemarketing que irá unificar o atendimento via telefone, whatsapp e redes sociais. "Somos uma cooperativa que pensa o local sem deixar de lado as inovações do mercado e as oportunidades de crescimento", salienta.
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