Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, publica no Diário Oficial do Município neste sábado (20/02), o decreto municipal que dispõe sobre a adoção de medidas temporárias de prevenção à disseminação do coronavírus (COVID-19) para as atividades religiosas no município. O decreto que regra o funcionamento da atividade durante as fases do plano São Paulo, passa a prevalecer a partir da próxima segunda feira (22/02).
Levando em consideração o disposto na Constituição Federal de 1988, que o Brasil vige o Estado Laico, e que as instituições religiosas cumprem e auxiliem no papel de educação da população da cidade de São Carlos em diversos aspectos, como também, na necessidade da ascensão de protocolos sanitários quanto às ações necessárias por parte da população para o combate do Coronavírus diante ao atual cenário da pandemia no município, durante a reunião do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, ficou determinado em minuta que as atividades religiosas sejam realizadas respeitando as seguintes limitações:
Além de cumprir o que determina o decreto municipal em cada fase do Plano São Paulo de Combate ao Coronavírus, as instituições religiosas devem informar na entrada dos locais, via placa/cartaz, os limites estabelecidos para cada fase e adotar os protocolos sanitários como: garantir o distanciamento mínimo de 1,5 metros entre as pessoas em todas as direções, o uso obrigatório de máscaras, a aferição de temperatura das pessoas na entrada, a limpeza e higienização dos ambientes, a comunicação para os fiéis sobre o alerta dos protocolos necessários, entre outros.
O decreto que dispõe sobre a adoção de medidas temporárias de prevenção à disseminação do coronavírus (COVID-19) para as atividades religiosas passa a prevalecer a partir de segunda-feira (22/02), porém, a partir da publicação no Diário Oficial de número 1714 deste sábado (20/02), as equipes de força tarefa de fiscalização da Prefeitura já irão percorrer as instituições com o intuito de orientação e na fiscalização do cumprimento das normas sanitárias já vigentes.
SÃO PAULO/SP - O Monitor do PIB-FGV sinaliza que a atividade econômica retraiu 4% em 2020. O dado foi divulgado ontem (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Pela ótica da produção, dos três grandes setores (agropecuária, indústria e serviços), apenas a agropecuária cresceu no ano (2%). Enquanto pela ótica da demanda, todos os componentes retraíram, com destaque para o consumo das famílias com recuo de 5,2% no ano.
Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, a expressiva queda de 4% da economia em 2020 consolida retrações disseminadas em diversas atividades econômicas, em decorrência da pandemia de covid-19.
Segundo ele, embora a economia tenha acelerado no final do ano, com crescimento de 3,4% no quarto trimestre e de 1% em dezembro, nas comparações com os períodos imediatamente anteriores e com iguais períodos do ano de 2019, os resultados não foram suficientes para compensar a perda expressiva que o Produto Interno Bruto (PIB - a soma de bens e serviços produzidos no país) sofreu, principalmente, no segundo trimestre.
“Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia foi capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados”, afirmou em nota.
Em termos monetários, estima-se que o PIB de 2020, em valores correntes, alcançou a cifra de R$ 7 trilhões, 434 bilhões e 248 milhões.
O resultado do PIB de 2020 interrompeu a trajetória de crescimento que se estendia por três anos e retornou ao patamar de 2016. A preços constantes de 2020, o PIB de 2020, embora seja um pouco maior que o de 2016, ainda é inferior aos do período 2017 a 2019. A valores de 2020, o PIB per capita equivale a R$ 35.108, menor valor desde 2008.
Já a taxa de investimento da economia foi de 16,1% em 2020, a maior desde 2015 (17,3%).
Análise trimestral e mensal
Na análise trimestral, o PIB apresentou, na série com ajuste sazonal, crescimento de 3,4% no quarto trimestre, em comparação ao terceiro trimestre, mostrando aceleração da atividade econômica no final do ano. Em relação ao quarto trimestre de 2019, o PIB apresentou retração de 0,8%.
Na análise mensal, o PIB teve crescimento de 1% em dezembro, na comparação com novembro. Na comparação interanual, o resultado do PIB de dezembro foi de crescimento de 1,4%; o primeiro resultado positivo após nove meses consecutivos de quedas.
Consumo das famílias
Segundo a pesquisa, o consumo das famílias retraiu 5,2% em 2020, em comparação a 2019. Este componente, que foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da economia, após a recessão de 2014-2016, apresentou expressivo recuo em 2020, com a disseminação da pandemia de covid-19.
O consumo de serviços foi o que mais recuou em 2020 devido, principalmente à retração do consumo de serviços de alojamento e alimentação, saúde privada e serviços gerais prestados às famílias.
Na análise mensal interanual, o consumo de produtos não duráveis e duráveis cresceu em dezembro de 2020. O forte crescimento de 10,2% do consumo de produtos duráveis foi devido ao aumento do consumo de todos os segmentos que compõem este tipo de bens.
O consumo de produtos não duráveis cresceu devido, principalmente, ao consumo de produtos alimentícios e farmacêuticos, padrão recorrente no ano de 2020. A maior queda continuou sendo a do consumo de serviços, por causa, sobretudo, das retrações do consumo de alojamento, alimentação e demais serviços prestados as famílias, todos dependentes da interação social, dificultada devido à pandemia.
Investimentos
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que são os investimentos, recuou 2,9% em 2020, em comparação a 2019. O componente de máquinas e equipamentos, que apresentou maior contribuição para o crescimento da FBCF ao longo de 2018 e 2019, foi o principal responsável pela retração em 2020. O segmento de máquinas e equipamentos que mais influenciou neste expressivo recuo foi o de automóveis, camionetas e utilitários.
Na comparação interanual, a FBCF cresceu 14,5% em dezembro de 2020, devido, principalmente, ao crescimento de 36,3% do componente de máquinas e equipamentos. Esse aumento foi disseminado entre diversos segmentos, porém os de caminhões e ônibus; tratores e outras máquinas agrícolas e; máquinas e equipamentos mecânicos em geral foram os que tiveram maiores destaques positivos.
Exportação
A exportação retraiu 1,9% em 2020, em comparação a 2019. Os segmentos exportados que recuaram no ano foram os bens intermediários, os serviços e os bens de capital; com destaque para este último que contraiu 33,5% no ano. Em contrapartida, os segmentos que apresentaram desempenho positivo foram os de produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral e os bens de consumo.
Importação
A importação apresentou retração de 10,3% em 2020 na comparação com 2019. À exceção da importação de produtos agropecuários, que cresceu 2,3% no período, todos os demais segmentos recuaram em 2020. A importação de serviços foi a principal responsável pela queda na importação com recuo de 28,4%, no ano.
Apesar de apenas dois segmentos da importação terem crescido em dezembro, o total da importação aumentou 10,3% na comparação interanual. Mesmo com as quedas nos demais componentes, o crescimento expressivo dos bens intermediários (39,7%) e dos bens de capital (34,8%) impulsionaram o total importado.
*Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
WASHINGTON - A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA suspendeu na sexta-feira a negociação de mais títulos, que registraram saltos nos preços e nos volumes de negociação desde o final de janeiro em meio ao interesse da mídia social.
A SEC suspendeu temporariamente as negociações da Marathon Group Corp, Affinity Beverage Group Inc e Sylios Corp começando na sexta-feira e terminando em 4 de março, disse a SEC em declarações publicadas em seu site.
As suspensões são o esforço mais recente da SEC para abordar o crescente interesse dos investidores de varejo impulsionado por conversas em plataformas de mídia social, principalmente em um aumento e subsequente queda nos preços das ações da GameStop Corp. Na semana passada, o regulador suspendeu a negociação de uma ação extinta.
A negociação volátil dos chamados "estoques de meme", ativos que atraem súbito interesse de investidores de varejo em meio a discussões em plataformas de mídia social, deixou tanto os fundos de hedge quanto os investidores de varejo sofrendo grandes perdas nas últimas semanas. O tumulto do mercado atraiu o escrutínio de reguladores federais e estaduais, bem como de legisladores dos EUA, que interrogaram na quinta-feira executivos do corretor online Robinhood, do market maker Citadel Securities e de fundos de hedge.
Em cada uma das três declarações separadas detalhando as suspensões de negociação de sexta-feira, a SEC disse que “certas contas de mídia social podem estar envolvidas em uma tentativa coordenada de influenciar artificialmente” os preços das ações.
A SEC tem analisado as ações de todos e quaisquer participantes envolvidos nas negociações recentes. A possível má conduta que a SEC está investigando, de acordo com seu presidente em exercício, inclui: manipulação de mercado; se os corretores de varejo violaram as regras de acesso justo ao restringir a compra; o papel dos fundos de hedge com posições curtas nas empresas, incluindo se havia dados suficientes e transparência sobre suas apostas; e se as empresas aproveitaram a alta para levantar fundos.
Todos os três títulos suspensos na sexta-feira tiveram aumentos repentinos em seus preços e volumes de ações na ausência de qualquer notícia publicamente disponível, disse o regulador. A SEC alertou ainda os corretores e outros corretores para se certificarem de que cumpriram as regras de proteção ao investidor quando as negociações forem retomadas.
*Reportagem de Chris Prentice / REUTERS
EUA - Os Estados Unidos se reintegraram oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima na sexta-feira (19), revigorando a luta global contra a mudança climática, enquanto o governo do presidente Joe Biden planeja cortes drásticos nas emissões de gases de efeito estufa para as próximas três décadas.
Cientistas e diplomatas estrangeiros saudaram a volta dos EUA ao tratado, que se tornou oficial 30 dias depois de seu presidente, Joe Biden, determinar a medida em seu primeiro dia no cargo.
Desde que quase 200 países assinaram o pacto de 2015 para evitar a mudança climática catastrófica, os EUA foram o único a sair. O ex-presidente Donald Trump adotou a ação, alegando que uma ação climática seria cara demais.
O enviado dos EUA para o clima, John Kerry, participa hoje de eventos virtuais para marcar a volta dos EUA, aparecendo com os embaixadores do Reino Unido e da Itália, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o enviado de ambição climática da ONU, Michael Bloomberg.
Biden prometeu traçar uma rota para zerar as emissões norte-americanas até 2050. Cientistas disseram que essa meta está alinhada ao que é necessário, mas enfatizaram que as emissões mundiais precisam cair pela metade até 2030 para evitar impactos mais devastadores do aquecimento global.
Kerry e a conselheira climática doméstica de Biden, Gina McCarthy, estão elaborando novos regulamentos e incentivos com o objetivo de acelerar a produção de energia limpa e a transição dos combustíveis fósseis.
Essas medidas formarão a espinha dorsal da próxima meta de redução de emissões de Washington, ou Contribuição Determinada Nacionalmente, anunciada antes de uma cúpula climática global de líderes que Biden presidirá em 22 de abril. A próxima conferência climática da ONU será em Glasgow, em novembro.
Biden também já assinou mais de uma dúzia de decretos relacionados à mudança climática e mobilizou todas as agências federais para que ajudem a moldar a reação do governo.
Apesar do entusiasmo com a volta dos EUA às negociações mundiais, especialistas dizem que o caminho à frente não será fácil. As metas climáticas de Biden enfrentam desafios políticos nos EUA, a oposição de empresas de combustíveis fósseis e alguma preocupação de líderes estrangeiros com o vaivém norte-americano nas diretrizes para o clima.
*Por Valerie Volcovici - Repórter da Reuters
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.