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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Estudo da UFSCar foi reconhecido no XIV Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia

 

SÃO CARLOS/SP - No último mês de outubro, Ana Carolina de Paula Basílio, estudante do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGeo-So), do Campus Sorocaba da UFSCar, foi a vencedora do prêmio de melhor dissertação de 2021, na categoria Ensino de Geografia - "Nidia Nacib Pontuschka" -, concedido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege), durante o XIV Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia. A pesquisa vencedora, intitulada "(De)formados pela pele: a escola-periférica e a escola-excepcional fragmentada como (re)produtoras de desigualdades", foi realizada sob orientação da professora Lourdes de Fátima Carril e coorientação do professor Marcos Roberto Martines, ambos do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So), do Campus Sorocaba da UFSCar.
A pesquisa visou problematizar a narrativa de "crise da escola pública" e analisar as diferenças qualitativas na formação de estudantes de escolas estaduais periféricas e centrais, considerando marcas corpóreas de classe, raça e gênero. "A experiência empírico-teórica como estudante e docente-pesquisadora em escolas estaduais suscitou questionamentos sobre a narrativa de crise da escola pública - comumente expressa em problemas de evasão e distorção escolar -, e colocou-me diante da questão-problema: seria a crise realidade de todas as escolas públicas?", pergunta Basílio.
Segundo a pesquisadora, estudos demonstram que os problemas educacionais são perpassados por questões socioeconômicas, territoriais e psicoemocionais, de modo a ser fundamental à análise considerar as especificidades de cada rede de ensino, cada escola e mesmo de cada estudante. "Para dar conta de entender tais especificidades, cunhei as noções de escola-periférica - escola localizada na periferia urbana e frequentada, majoritariamente, por estudantes negros; e de escola-excepcional - escola que apresenta bom desempenho, sendo exceção no interior de uma suposta crise educacional. A hipótese era de que a crise educacional não era uma realidade de todas as escolas estaduais, mas um projeto de (de)formação de estudantes negros e periféricos, os quais denominei conceitualmente como corpos negros-periféricos e corpos negros-periféricos deslocados - esse último, morador da periferia, mas estudante da escola central", descreve.
A seleção das escolas-sujeito da pesquisa deu-se a partir do desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2018. Foram selecionadas a Escola Estadual "Professora Wanda Costa Daher", que naquele ano figurava na última posição, e a Escola Estadual "Professor Aggêo Pereira do Amaral", que apresentava o segundo melhor desempenho do município de Sorocaba. "Balizada pelas metodologias da pesquisa-ação e pesquisa participante, acompanhei o cotidiano escolar de estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, a fim de identificar como suas corporeidades influenciavam em suas performances escolares", conta Basílio.
No decurso da pesquisa, foi possível identificar que questões de classe, raça e gênero, imbricadas à localização geográfica, são fundamentais à análise das performances escolares, e que a "crise da escola pública" historicamente tem cor e endereço, atingindo mais fortemente a escola-periférica e os corpos negros-periféricos. "Diferenças socioeconômicas entre os estudantes e a ‘carência cultural’ eram comumente evocadas pelo corpo escolar para justificar seu baixo desempenho e determinar condutas pedagógicas específicas como uma aprendizagem ‘nivelada por baixo’. Porém, tanto a pobreza quanto a suposta ‘carência cultural’ seguiam tendências raciais. A distorção escolar, por exemplo, era uma realidade da escola-periférica ‘Professora Wanda Costa Daher’, mas, entre estudantes negros, a taxa de repetência correspondia a 67%", destaca a pesquisadora.
Ainda de acordo com os resultados obtidos, na escola-excepcional "Professor Aggêo Pereira do Amaral", as marcas raciais fragmentavam o interior da própria escola, transmutando-a em escola-fractal. Na questão de distorção, por exemplo, identificou-se que 43,5% dos alunos do noturno repetiam entre um e três anos, e 36,7% dos alunos da manhã repetiam entre um e dois anos. Contudo, à luz da questão racial o quadro tornava-se mais dramático: 45% dos estudantes negros do período noturno repetiam entre um e três anos, e 36,7% da manhã entre um e dois anos; enquanto que 42,4% dos brancos do período noturno e 33,9% da manhã repetiam entre um e dois anos.
"Os dados e os relatos de estudantes e professores revelaram que, na corrida educacional, estudantes negros, sobretudo do período noturno, eram lesados e preteridos. Em suma, cotidianamente identificam-se abismos entre as realidades dessas escolas: de um lado a preparação consistente e constante para o vestibular, doutro a luta contra as fomes de pão e reconhecimento; de um lado a possibilidade de usufruir de espaços de lazer e cultura na cidade, doutro a obrigatoriedade de mentir o bairro para conseguir se inserir precocemente no mercado de trabalho e fugir ao estigma; de um lado o apoio familiar e os meios para sonhar; e doutro a ausência paterna e a privação ao sonho. Violências ora explícitas, ora dissimuladas que refletiam nos boletins, no (não) reconhecimento com a escolarização formal, em sua saúde mental e na projeção sobre o futuro", sintetiza a pesquisadora.
Para ela, "essa pesquisa exprime como escolarizar-se é um processo árduo aos corpos negros- periféricos, e não por uma incapacidade historicamente atrelada à população negra por explicações educacionais, psicológicas e culturais embebidas em racismo científico, mas devido ao próprio racismo estruturante da sociedade brasileira. Ser negro e tentar escolarizar-se é ter que lidar com livros didáticos alvos; com leis que se escrevem, mas não se cumprem; com preterimentos; com a fome; com a distância dos bairros periféricos de espaços de lazer e cultura; é lidar, inclusive, com a institucionalização de um capital cultural embranquecido, que não dialoga com o cotidiano de parcela significativa da população. Não considerar a intersecção entre raça, classe e gênero para entender as desigualdades que não são apenas educacionais, mas sociais, é contribuir com o discurso neoliberal, que põe nas costas da juventude negra e periférica a responsabilidade pelas cicatrizes que a marcam".
E como os resultados podem ajudar a transformar essa realidade educacional? Segundo a orientadora do estudo, as políticas públicas educacionais devem pensar os mais diversos ângulos da configuração escolar brasileira. Assim, "a análise do território e da etnicidade é um importante indicador para pensar e organizar currículos e práticas pedagógicas culturalmente e socialmente relevantes no sentido de que os sujeitos da escola se reconheçam no território escolar. Refletir sobre a escola periférica é levar em consideração a multiculturalidade brasileira, com o fim de enfrentar as desigualdades como parte do esquema racial brasileiro instituído, e sua força dinâmica de apartar um segmento grande da educação de qualidade. Além disso, torna-se urgente implementar a legislação que instituiu a História da África e da Cultura Afrobrasileira e Indígena (Lei 11.745/08), capacitando toda a rede escolar com o objetivo de renovar as práticas educacionais", defende a professora Lourdes de Fátima Carril.

A droga foi encontrada pelo policiamento rodoviário

 

OURINHOS/SP - A Polícia Militar apreendeu, na manhã de segunda-feira (10), mais de 400 quilos de maconha, que foram encontrados em um veículo interceptado próximo ao km 28 da Rodovia Orlando Quagliato em Ourinhos.

Uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), do 2º Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv), estava em patrulhamento quando suspeitou de um Hyundai/Creta, sendo que o motorista desobedeceu a ordem de parada.

Foi realizado acompanhamento, até que o motorista entrou em uma estrada rural próximo ao quilômetro 13, abandonou o veículo e fugiu pelo canavial. Em continuidade aos trabalhos, foi realizada vistoria no carro.

Ao todo, foram encontrados no porta-malas e sob o banco traseiro 512 tabletes de maconha, que somaram mais de 402,3 quilos. A droga foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística para perícia.

Além disso, após consulta pelo chassi do veículo, que estava com o emplacamento alterado, foi constatado uma queixa de roubo registrada no dia 8 de dezembro do mês passado, na capital do Rio de Janeiro.

A ação contou com apoio do Helicóptero Águia e de equipes do policiamento territorial. A ocorrência foi registrada como localização e apreensão de droga e de veículo. As diligências prosseguem para identificar e capturar o motorista envolvido no crime.

Um casal foi indiciado pelos crimes de contrabando e descaminho

 

PRESIDENTE EPITÁCIO/SP - A Polícia Militar, por meio do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), apreendeu mais de 180 produtos ilegais, avaliados em R$ 25 mil, na última sexta-feira (7). A ação ocorreu em Presidente Epitácio, no interior do Estado. Um casal foi indiciado pelos crimes de contrabando e descaminho.

Uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) participava da operação “Paz e Proteção”, pela rodovia Raposo Tavares (SP-270), quando abordaram um veículo ocupado por um casal e um adolescente.

O carro ocupado pelo trio foi vistoriado, sendo encontrados 20 celulares, 12 malas de viagem e 150 mochilas escolares, desprovidos de documentação fiscal.

Diante dos fatos, os ocupantes e as mercadorias foram levados à Delegacia de Polícia Federal de Presidente Prudente, onde o casal foi indiciado pelos crimes de contrabando e descaminho e liberado mediante pagamento de fiança.

O menor foi entregue ao responsável, permanecendo os produtos e o veículo apreendidos.

IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, através da Secretaria Municipal da Educação, informa que o Projeto “Merenda nas Férias” teve início no último dia 05 e segue até o dia 28 de janeiro, fornecendo alimentação aos alunos da rede pública de Ensino.

A alimentação está sendo servida das 11h às 13h, nas escolas EMEF Brasilina Teixeira Ianoni e EM Vera Helena Trinta Pulcinelli. Embora a comida seja servida em duas escolas, o projeto é aberto para todos os alunos da rede municipal de ensino.

Há 14 anos, o Projeto "Merenda as Férias" tem beneficiado as crianças de toda a rede de ensino de Ibaté. A Lei Municipal nº 2.380, de 06 de março de 2008, de autoria do Poder Executivo, permite ao município manter uma alimentação de qualidade mesmo durante o período de férias escolares aos alunos.

Segundo Camila Gravena Martins de Souza, nutricionista responsável do Departamento de Merenda, o projeto tem como objetivo oferecer aos alunos uma alimentação saudável, balanceada e de qualidade de forma continua, durante o recesso escolar. “A ideia é contribuir com o crescimento e desenvolvimento das crianças, além de propiciar o rendimento escolar no retorno às aulas e possibilitar o fortalecimento do vínculo dos alunos com o ambiente escolar”, destacou. “O objetivo é a saúde e o bem estar dos alunos, nada como uma boa alimentação para contribuir com o desenvolvimento da crianças”, completou.

Destaque nacional

Em 2019, o Projeto Merenda nas Férias foi destaque em rede nacional, pelo Programa “Encontro com Fátima Bernardes”, na Rede Globo de Televisão. Fátima enviou uma equipe de produtores até a cidade para conhecer o funcionamento do programa que foi idealizado na administração do atual prefeito, que sensível às condições e necessidades de muitas famílias de Ibaté, determinou o fornecimento da merenda escolar, também nas férias.

“A gente começa as transformações perto da gente, então que esse exemplo de Ibaté e de outras escolas, faça com que a gente fique atento, porque realmente as pessoas estão precisando e perto da gente, certamente, tem alguém que tá precisando”, relatou a apresentadora Fátima Bernardes.

Após a apresentação dessa reportagem, centenas de gestores municipal também implantaram programa igual, ou semelhante, em seus municípios.

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