Jornalista/Radialista
BOA ESPERANÇA DO SUL/SP - Uma mulher de 39 anos, procurou a unidade de saúde de Boa Esperança do Sul, com dores e sangramentos na região do ânus, na noite de quinta-feira (08), após exames, o médico constatou que a vitima tinha lesões provocadas por estupro e escoriações pelo corpo.
A Polícia militar foi acionada e a vítima disse que costuma tomar remédios para dormir e que se sentiu estranha na manhã de quinta-feira, e ao ir até o banheiro no final da tarde, sentiu muitas dores e notou o sangramento decidindo procurar a unidade de saúde.
Durante o atendimento da ocorrência no pronto socorro, o marido da vítima apareceu e acabou preso em flagrante.
Em contato com o delegado, a autoridade policial decidiu não prendeu o autor e mandou a Polícia Militar registrar o caso por resolução, mandando vítima e autor para casa.
Em alguns dias o boletim de ocorrência militar chegará na delegacia e a Polícia Civil promete investigar o caso.
ARAÇATUBA/SP - Um homem de 35 anos foi preso após estrangular e agredir a companheira com uma paulada na cabeça, na noite de quarta-feira (07), no bairro Alto da Boa Vista, na cidade de Araçatuba.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito teria agredido a mulher de 31 anos depois de um desentendimento.
A vítima contou aos policiais que caiu após a paulada e, em seguida, o homem bateu a cabeça dela contra o chão e a estrangulou.
Ainda de acordo com o registro policial, as agressões só cessaram quando a mulher também o golpeou na cabeça com um pedaço de madeira.
Os dois foram levados para o pronto-socorro, mas o agressor não quis ser atendido e ainda ameaçou a companheira de morte no local. A mulher foi atendida e liberada logo em seguida.
O homem foi preso em flagrante por violência doméstica.
IBATÉ/SP - O Ginásio Municipal de Ibaté “Donato Rossito” sediou neste feriado de 7 de setembro, a 54ª edição da competição universitária Intermed (Jogos Universitários das Faculdades de Medicina do Estado de São Paulo).
Trata-se da maior e mais forte competição médico-universitária da América Latina, que teve início em 1966, ocorrendo sempre na semana da pátria, onde milhares de alunos e ex-alunos se reúnem para competir e celebrar a tradição.
No total, alunos de 11 universidades públicas e particulares de Medicina, entre elas, Medicina ABC, Medicina USP/Pinheiros, Medicina Santa Casa, Medicina Paulista e Medicina Taubaté, participaram e acompanharam a competição que contempla doze modalidades esportivas. Em Ibaté, aconteceram as lutas da modalidade de judô.
O torneio universitário, que é organizado pela Liga Esportiva das Atléticas de Medicina do Estado de São Paulo (LEAMESP), movimentou a economia da cidade em uma data em que não era esperado um movimento grande em vendas, por conta do feriado.
O prefeito de Ibaté, José Luiz Parella, falou do evento que reuniu mais de 3,5 mil pessoas. “Quando entregamos as reformas do Ginásio Municipal de Ibaté, eu disse que os grandes eventos estariam voltando para nossa cidade e a Intermed é prova disso. E vem muito mais por aí”, finalizou.
INGLATERRA - Como filho mais velho da rainha Elizabeth 2ª e, portanto, próximo na linha sucessória ao reino britânico, Charles passou os 70 anos do reinado da monarca se preparando para ser rei. Ele foi o herdeiro do trono britânico que mais esperou para assumi-lo. Após a morte da mãe, ele é também o herdeiro mais velho a iniciar um reinado, aos 73 anos, passando a ser chamado de rei Charles 3º.
À frente da coroa, Charles 3° terá pela frente a missão de conquistar a mesma popularidade da mãe, que por sete décadas foi encarada como um símbolo de estabilidade e unidade, ajudando a manter a instituição da monarquia sem muitos questionamentos decisivos.
Para Charles, não deve ser uma tarefa tao simples. Uma pesquisa divulgada no primeiro semestre apontou que 75% dos britânicos avaliavam positivamente Elizabeth. A porcentagem foi de 42% para Charles, mais baixa que a do seu filho William, que aparece com 66%.
Pesquisa do YouGov do segundo trimestre deste ano mostra que, enquanto 75% dos britânicos tinham uma opinião positiva de Elizabeth 2ª, o índice para Charles é de 42%. Seu filho William, primeiro na linha de sucessão, tem 66%.
"A posse é cuidadosamente planejada, assim como os preparativos para o funeral da rainha, então de início a transição será suave. Depois, muito dependerá da reação do público à coroação, de como o próprio Charles se comporta, e do apoio que o governo lhe der", avalia Robert Hazell, professor de governo e Constituição no University College London.
O novo rei do Reino Unido teve bastante tempo para se acostumar à vida no foco do interesse público. Nos últimos anos, ele já vinha assumindo várias funções protocolares da mãe, conforme a saúde de Elizabeth entrava em declínio. Agora, a esposa de Charles, Camilla, deve receber o título de rainha consorte.
Filantropo e defensor do clima
Charles se formou no Trinity College de Cambridge em 1970, antes de embarcar numa carreira militar que culminou com o comando do navio caça-minas HMS Bronington.
No verão de 1981, casou-se com Diana Spencer, na época com 20 anos de idade, em parte de sangue real, em meio a enorme fanfarra midiática e entusiasmo popular. Lady Di, como ficou conhecida, era intensamente popular e acompanhada com curiosidade.
Anos de fofocas e escândalos levaram ao divórcio em 1996. Na época, consta que Charles haveria lhe dito: "Você seriamente espera que eu seja o primeiro príncipe de Gales a não ter uma amante?" – uma referência a seu amor de longa data, Camilla Parker Bowles, com quem se casaria em 2005. Diana morreu num acidente de automóvel em 1997.
Para além da vida amorosa, Charles se destaca como filantropo: ao lado da The Prince's Trust, ele tem apoiado diversas outras instituições de caridade, patrocinado programas educacionais e fundado iniciativas de arte. Como rei, espera-se que seguirá promovendo diversidade religiosa e a natureza cultural da Inglaterra moderna.
Sua principal paixão, contudo, é o meio ambiente e o combate à mudança climática. Em 2007, fundou o Prince's Rainforest Project, uma iniciativa global para conscientizar e promover ações contra o desflorestamento tropical, com o respaldo de corporações, políticos e celebridades.
Envolvimento na política
Charles não herdou da mãe, a rainha Elizabeth 2ª, o instinto para se manter imparcial em questões políticas e sociais – o que tem suas vantagens e desvantagens: no passado ele não fez segredo de suas opiniões. A neutralidade política voou janela afora, por exemplo, no caso dos memorandos "aranha negra" – assim chamados devido à escrita garranchada do príncipe.
Publicados em 2015 pelo jornal The Guardian, após longa batalha legal, os documentos revelaram como ele praticara lobismo intenso com os ministros e políticos do governo britânico, em assuntos que iam da preservação de espécies de peixes ameaçadas e encomendas de equipamento militar para as tropas no Iraque, a pressionar pelo abate de texugos, a fim de sustar a propagação da tuberculose bovina.
Como rei, Charles terá que conter tais inclinações, antecipou Hazell. "O monarca deve ser escrupulosamente neutro em todos os assuntos políticos, como tem sido a rainha."
"Charles terá ocasião de expressar seus pontos de vista na audiência semanal com o primeiro-ministro, exercendo seu trio de direitos, de acordo com [Walter] Bagehot [autor da Constituição britânica]: ser consultado, encorajar e advertir." Caso vá além disso, "conto com que o governo lhe vá recordar os deveres de um monarca constitucional", comenta o professor do University College.
Escândalos passados
Em 2017, Charles se viu envolvido no vazamento dos assim chamados "Paradise Papers", que revelaram nomes de personalidades mundiais implicadas em investimentos offshore duvidosos. Seu caso supostamente envolvia negócios realizados nas ilhas Bermudas.
Emergiram relatos de que, ao pressionar por reformas na política de combate à mudança climática, em 2007, Charles se abstivera de divulgar que lucraria com as emendas através de seus empreendimentos no exterior. De sua parte, afirmou não ter qualquer envolvimento na conta offshore.
Mais recentemente, novas revelações sobre o escândalo real de "cash-for-honors" (dinheiro por honrarias). Alega-se que ricaços estrangeiros teriam obtido títulos de nobreza em troca de contribuições para The Prince's Foundation, instituição benemerente criada por Charles.
Em um dos casos, um magnata saudita teria sido ordenado cavaleiro por suas doações; em outro, um encontro com o príncipe teria sido prometido a um banqueiro russo. As revelações resultaram nas renúncias de três funcionários-chave da fundação, enquanto o príncipe nega ter tido conhecimento de tais práticas.
Segundo observadores, enquanto rei, será importante que Charles evite armadilhas desse tipo se deseja ter a opinião pública do seu lado.
Autor: Robert Mudge / dw
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