Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O prefeito Netto Donato recebeu, na tarde desta terça-feira (25/11), em seu gabinete, no Paço Municipal, a reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, professores da própria universidade e da USP, além de representantes da comunidade escolar, para discutir a expansão do Projeto Cidade que Educa. A iniciativa, que nasceu em 2021 na Vila São José, aposta na requalificação de espaços públicos em parceria com escolas e moradores, e agora busca consolidar-se como política pública em toda a cidade.
A professora Renata Peres, do Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar, explica que o projeto surgiu da mobilização popular. “A ideia é trabalhar com escolas e comunidades para melhorar praças, acessos e o entorno escolar, qualificando o espaço urbano e fortalecendo o vínculo das famílias com a cidade”, afirma. Desde então, o trabalho se expandiu para bairros como Cidade Aracy e Antenor Garcia, envolvendo escolas como o CAIC Afonso Fioca Vitalli e a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ulysses Picolo.
Para a reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, a parceria com a Prefeitura é decisiva. “As universidades já fazem mapeamento e propostas de intervenção, mas é o poder público que garante a implementação e a transformação em política pública. É uma relação ganha-ganha: estudantes lidam com problemas reais, a comunidade se sente parte e o conhecimento produzido retorna em entregas relevantes para a população”, destaca.
Na Escola Estadual Professor Andrelino Vieira, a diretora Sandra Aparecida Bortoletto Penteado Rosindo testemunha a mudança na relação com os moradores. “A comunidade participa dos eventos, ajuda a cuidar da praça, evita pichações e preserva o espaço. Eles se sentem pertencentes, e isso é muito bom”, relata.
O prefeito Netto Donato reforça o caráter coletivo da iniciativa. “Estamos aproximando população e universidades para requalificar os espaços públicos. São mais de 190 praças e áreas de lazer catalogadas, e trabalhamos diariamente com associações de bairro para melhorar a qualidade de vida e o acolhimento dos são-carlenses”, afirma.
Tanto Prefeitura como universidades trabalham, a partir de agora, para aprovar projeto junto à Fapesp, que é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, buscando ampliar o alcance do projeto de gestão de espaços urbanos.
SÃO CARLOS/SP - O coronel Alexandre Wellington de Souza, nomeado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (24/11), assumiu nesta terça-feira (25/11) a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal.
O prefeito Netto Donato fez questão de apresentar o novo titular da pasta aos servidores, técnicos, diretores e prestadores de serviços da área da agricultura e da proteção animal.
O coronel Alexandre Wellington de Souza conheceu todas as dependências da Secretaria, que no momento funciona junto à Exposhow, na Vila Isabel, nos fundos da CDHU, e que abriga o Banco de Alimentos, a Unidade de Processamento, a área de armazenamento de alimentos da merenda escolar, a cozinha industrial e o pavilhão administrativo, onde funcionam os departamentos de Abastecimento, Agricultura, Estradas Rurais, Serviço de Inspeção Municipal, Gestão Orçamentária, Controle e Defesa Animal e Gestão e Cuidado do Parque Ecológico.
“Assumir esta Secretaria é um grande desafio, pela amplitude das frentes de trabalho e pela responsabilidade com a população. Vamos aproveitar ao máximo a experiência das equipes técnicas que já atuam nos setores, sempre alinhados às diretrizes do prefeito Netto Donato. Nosso compromisso é implementar novas boas práticas e fortalecer aquelas que já vêm apresentando resultados concretos. O objetivo é único: oferecer, dia após dia, um serviço público mais eficiente e humano para o cidadão de São Carlos, especialmente para quem depende diretamente do apoio e das ações do município para melhorar sua qualidade de vida”, afirmou o novo secretário Alexandre Wellington.
O prefeito Netto Donato agradeceu a atuação do vereador Paraná Filho à frente da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal e destacou o papel que ele volta a exercer no Legislativo. “Quero agradecer ao vereador Paraná pelo período em que conduziu a Secretaria. Agora, ele retorna ao seu mandato para seguir conosco na defesa do nosso projeto de governo, que estamos implementando em São Carlos. O coronel Wellington chega para somar, trazendo sua experiência de gestão administrativa para fortalecer o trabalho da Secretaria. É uma missão que continua, sempre orientada pelo compromisso de entregar o melhor para a população”.
Netto Donato ressaltou que o esforço por melhorias é uma rotina em sua equipe. “Todos os dias, o secretariado de São Carlos acorda com a missão de dar um passo a mais para elevar a qualidade de vida da nossa cidade. Esse é o nosso objetivo permanente”.
Ao ser questionado sobre os restaurantes populares, o prefeito confirmou a retomada do serviço no início de 2026. “Realizamos uma readequação administrativa, reformamos a cozinha piloto e estamos finalizando os ajustes. O restaurante popular é uma política pública importante para São Carlos, e estamos atualizando o modelo para atender verdadeiramente quem mais precisa. No início de 2026, os restaurantes serão reabertos com novas regras, garantindo o subsídio do poder público a quem realmente necessita”, afirmou.
SÃO CARLOS/SP - A comunidade de Água Vermelha participou, na noite da última segunda-feira (24/11), de mais uma audiência pública sobre a revisão do Plano Diretor de São Carlos, realizada com a presença de moradores e empresários.
Durante a audiência, foram apresentados os cenários para os próximos dez anos em relação ao desenvolvimento urbano e econômico de Água Vermelha. Entre os pontos destacados está o aeroporto da Latam, que deverá ser transformado em terminal de transporte de cargas, atraindo empresas e investimentos.
A empresa argentina Crucianelli, em parceria com a empresa são-carlense Picin, pretende investir cerca de R$ 300 milhões na região. Além disso, empresários manifestaram interesse em implantar condomínios industriais, reforçando o potencial de crescimento econômico local.
As equipes envolvidas no Plano Diretor apresentaram propostas de expansão da área urbana e indicaram quais regiões poderão, no futuro, ser incorporadas ao perímetro urbano. João Muller ressaltou que a audiência marca uma diferença em relação às revisões anteriores do Plano Diretor. “Em 2005, quando foi elaborado o primeiro Plano, não se ouviu a comunidade de Água Vermelha. Em 2016, novamente não houve diálogo com os moradores. Agora, conseguimos abrir espaço para que a população participe e contribua com o planejamento”, afirmou.
A revisão do Plano Diretor segue com novas audiências em diferentes regiões de São Carlos. A próxima acontece no dia 10 de dezembro, às 18h, na Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC) com o tema “Meio Ambiente e Mudanças Climáticas”.
BRASÍLIA/DF - O Brasil registrou, em 2024, os melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica iniciada em 1995, segundo nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25) a partir de dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao longo de 30 anos, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%, o coeficiente de Gini (índice que mede concentração de renda) caiu quase 18% e a taxa de extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5%.
O progresso foi irregular, concentrado entre 2003 e 2014, e retomado com força entre 2021 e 2024. Após um ciclo prolongado de crises entre 2014 e 2021 — marcado por recessão, lenta recuperação e forte impacto da pandemia — a renda per capita atingiu seu menor patamar em uma década. A trajetória mudou a partir de 2021: em três anos seguidos, a renda média cresceu mais de 25% em termos reais, maior avanço desde o Plano Real, acompanhado de queda expressiva na desigualdade.
“Os resultados mostram que é possível reduzir intensamente a pobreza e a desigualdade, mas que esses movimentos também podem ser interrompidos ou mesmo revertidos por vários fatores. E que é importante combinar diferentes meios para alcançar esses objetivos fundamentais do país”, destacou Marcos Dantas Hecksher, autor do estudo ao lado de Pedro Herculano Souza.
Os pesquisadores atribuem a melhora recente ao aquecimento do mercado de trabalho e à expansão das transferências de renda, ambos responsáveis por quase metade da redução da desigualdade e da queda da extrema pobreza entre 2021 e 2024. Programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Auxílio Brasil e Auxílio Emergencial se mostraram mais efetivos após 2020.
No entanto, o efeito das transferências perdeu força em 2023 e 2024 com o fim do ciclo de expansão, enquanto o mercado de trabalho manteve forte influência sobre os indicadores sociais.
“As desigualdades precisam ser combatidas por meio de todas as políticas públicas. Não apenas por melhor direcionamento de gastos sociais aos mais pobres, mas também por uma distribuição mais justa dos impostos. É importante promover a produtividade do trabalho dos mais pobres e, ao mesmo tempo, reduzir a fatia dos recursos públicos que precisa ser destinada ao pagamento de juros da dívida pública aos mais ricos”, diz Hecksher.
Em 2024, o país registrou os menores níveis de pobreza da série. Ainda assim, 4,8% da população vivia abaixo da linha de extrema pobreza (US$ 3 por dia) e 26,8% abaixo da linha de pobreza (US$ 8,30 por dia). Mais de 60% da redução da extrema pobreza entre 2021 e 2024 decorreu da melhora distributiva, segundo a decomposição apresentada pelo estudo.
A nota técnica aponta que o avanço observado no pós-pandemia tende a perder ritmo com o encerramento da expansão das políticas assistenciais, tornando o mercado de trabalho ainda mais determinante nos próximos anos. Os autores alertam que pesquisas domiciliares tendem a subestimar rendimentos muito altos e parte das transferências sociais, o que exige cautela na leitura dos resultados.
O documento conclui que o período recente marca uma mudança estrutural importante: depois de anos de estagnação ou retrocesso, os indicadores de renda, desigualdade e pobreza voltaram a melhorar ao mesmo tempo e de forma acelerada.
por Agência Brasil
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