Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos foi premiado, na última quinta-feira (22/06), com o Certificado de Resiliência em evento promovido pelo Governo do Estado. A cerimônia aconteceu no Palácio dos Bandeirantes e reconhece as cidades com capacidade de se adaptar, resistir ou se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre natural, bem como se preparar para lidar com a mudança do clima por meio da absorção do conhecimento adquirido para criar planos de ação a serem utilizados no futuro.
Esta foi a primeira vez que São Carlos recebeu o prêmio desde 2020, quando a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística instituiu o programa em parceria com a empresa alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit. No caso de São Carlos, foram obtidos 75 pontos com base nos indicadores de gestão do Índice de Efetividade da Gestão Municipal do Programa Município Verde Azul (PMVA) e da Campanha Construindo Cidades Resilientes (MCR2030), com destaque para eixos como a estruturação da Defesa Civil, a questão ambiental e o enfrentamento às enchentes, que resultou em obras como o piscinão da Vila Prado.
Representando o prefeito Airton Garcia, o secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samir Gardini, salientou o trabalho da Prefeitura para a conquista da certificação. “Fomos certificados pela primeira vez como um dos municípios resilientes em evolução e fico muito contente. Isso é reflexo das ações que temos adotado e que vão agregando pontos por setor, como o plano de contingência às enchentes e o sistema de alertas que vamos lançar em breve. Entre os 26 municípios da região, ficamos em primeiro lugar e queremos evoluir muito mais neste programa”, disse Samir.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nino Mengatti, lembra que diversas ações climáticas desenvolvidas pela cidade também contribuíram para a obtenção do certificado. “O município já tinha ações efetivas, mas, com a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pudemos aprimorar as políticas públicas de resíduos sólidos, da coleta seletiva, das questões ligadas aos parques e na resolução de problemas ambientais como as obras no córrego da Água Quente. Essas ações e parcerias mudam a consciência ambiental e estamos com planos ousados não somente para nos mantermos certificados, mas também para melhorar a nossa pontuação em política ambiental e em práticas ambientais efetivas”, finaliza Nino.
A cooperativa de São Carlos se une a outras nove cooperativas brasileiras para formar Federação, buscar apoio e ampliar atuação
SÃO CARLOS/SP - A cooperativa de motoristas de transporte de passageiros de São Carlos (Coopama) reúne cooperados, imprensa, autoridades públicas e representantes de diversas instituições para lançar o novo aplicativo, o Liga Coop. O encontro será no dia 28 de junho, às 10 horas, no auditório Maison Flamboyant.
Criada em 2019, a Coopama lançou seu primeiro app em 2021 e chegou a reunir praticamente 100 motoristas e mais de treze mil passageiros. “Infelizmente tivemos problemas com o aplicativo anterior, o que impactou no nosso crescimento”, explica o presidente da cooperativa Marcelo dos Santos.
“Não desistimos, seguimos trabalhando e buscando apoio fora”, conta. Junto com outras nove cooperativas de motoristas do Brasil, a Coopama buscou apoio no governo federal para criarem a Federação Nacional das Cooperativas de Mobilidade Urbana do Brasil. “Estamos no processo de formalização, mas muito confiantes neste novo caminho porque agora unimos força e experiência de várias cooperativas”, detalha.
A união com outras cooperativas do país e o esforço para manter a Coopama funcionando em São Carlos, levaram a adesão de um novo aplicativo, o LigaCoop, que já pode ser baixado nas lojas online. “É só baixar, fazer o cadastro e começar a usar. Todos os motoristas são cooperados e exclusivamente de São Carlos”, explica Santos.
A precarização do trabalho e a baixa remuneração pelos aplicativos tradicionais fizeram os motoristas se organizarem em cooperativas, que hoje já estão presentes em vários municípios. “Os outros aplicativos descontam até 50% do valor da corrida do motorista, na Coopama é de no máximo 12% para manter a própria cooperativa”, salienta o presidente.
Santos destaca ainda o dinheiro movimentado pelos outros aplicativos vão embora de São Carlos. “De acordo com o plano de mobilidade que está sendo feito pelo Fundação Getúlio Vargas, São Carlos movimenta por mês cerca de R$ 4 milhões com aplicativos e boa parte vai embora da cidade”, destaca. “Com a cooperativa é diferente, o dinheiro fica na economia local”, frisa.
Entre os próximos passos, segundo o presidente, está a busca de apoio da sociedade local para divulgar os serviços da Coopama. “Nós já temos parceiros importantes, como o Sicoob Crediacisc, as universidades, trabalhamos no transporte da Tusca, o presidente da Câmara, Marquinhos Amaral, outros vereadores”, conta.
“Agora vamos buscar novos motoristas para mostrar que é possível trabalhar sem a precarização dos aplicativos tradicionais, e batalhar para conquistar mais usuários”, ressalta Marcelo dos Santos.
LIMEIRA/SP - O Instituto Ajinomoto, organização social da Ajinomoto do Brasil, comemora em 2023 uma década de parceria com o Clube Inclusivo, associação esportiva sem fins lucrativos, sediada em Limeira. Ao longo dos 10 anos, o Instituto chegou a investir quase R$ 1 milhão para apoiar os projetos que são desenvolvidos com o objetivo de promover a inclusão social de pessoas com deficiência por meio do esporte, além de iniciativas que envolvem acompanhamento psicológico, físico e nutricional.
O apoio anual do Instituto é direcionado às necessidades essenciais dos atletas, como bolsas de incentivo, transporte, uniformes, alimentação, ajuda de custo e suplementação. Além de uma parte ser destinada à contratação de profissionais que atuam no Clube, como nutricionistas, psicólogos e toda equipe técnica multidisciplinar. “Sentimos um orgulho imenso em apoiar o Clube Inclusivo e saber que já contribuímos com o desenvolvimento de 130 atletas em modalidades como atletismo, natação, tênis de mesa, basquete e futebol”, relata a gerente de Responsabilidade Social Corporativa da Ajinomoto do Brasil, Alessandra Tapi.
“A parceria com o Instituto Ajinomoto é um verdadeiro sucesso, e traz muita felicidade e satisfação a todos os atletas que contam com o apoio e estrutura da nossa associação para o seu pleno desenvolvimento. Desejamos poder comemorar muitos anos ainda, e que juntos continuemos a avançar nesta jornada da inclusão social”, destaca o coordenador esportivo do Clube Inclusivo, José Ricardo Oliveira.
Sobre o Instituto Ajinomoto
O Instituto Ajinomoto foi fundado em 1999 como uma organização social da Ajinomoto do Brasil e é responsável pelos investimentos sociais da companhia. A organização tem o objetivo de contribuir para solução de questões sociais por meio de seu conhecimento e tecnologia em nutrição, saúde e bem-estar, em prol de uma sociedade saudável e justa.
Sobre a área de Responsabilidade Social
A área de Responsabilidade Social da Ajinomoto do Brasil tem como objetivo difundir a filosofia do Grupo Ajinomoto e gerenciar o investimento social da empresa por meio de atividades desenvolvidas para a sociedade com foco em nutrição, saúde e educação.
Segunda maior força policial do Estado ficou fora do projeto de valorização salarial da segurança pública
SÃO PAULO/SP - Diante da ameaça de paralisação dos servidores do sistema prisional paulista, o governador Tarcísio de Freitas entrou pessoalmente nas conversas entre governo e servidores para debelar a crise com parte importante da segurança pública: a Polícia Penal.
Em evento realizado em Mirandópolis, o governador conversou com representantes dos sindicatos de servidores e reforçou o compromisso de acelerar a regulamentação. Num gesto simbólico, devolveu o distintivo da Polícia Penal, com o qual havia sido presenteado ao ser eleito, com a promessa de recuperar a honraria até agosto.
Foi a segunda vez que Tarcísio falou pessoalmente com os representantes dos servidores para amenizar o clima ruim entre Marcello Streifinger, secretário de Administração Penitenciária (SAP), e os representantes dos servidores, cuja relação tem sido conflituosa desde o início do novo governo. No dia 2 de maio, por chamada de vídeo, Tarcísio prometeu receber os sindicatos e com isso encerrou uma manifestação com mais de 500 pessoas em frente à Assembleia Legislativa de SP.
Os servidores protestavam contra a exclusão de 40 mil servidores da Polícia Penal no projeto de valorização da segurança pública, que reajustou salários das polícias Científica, Civil e Militar. “Aquele foi nosso primeiro gesto de diálogo com o governo. Apesar de toda a revolta dos servidores com o tratamento desigual que recebemos, demos um voto de confiança ao governador e encerramos nossa manifestação para aguardar essa reunião com Tarcísio, que ainda não aconteceu”, relembrou Fábio Jabá, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (SIFUSPESP).
Desde então, o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, assumiu as conversas para tentar acalmar os servidores, que avaliam adotar a chamada “operação legalidade” nos presídios, o que pode paralisar o sistema penitenciário paulista.
A regulamentação da Polícia Penal é importante porque define não só as atribuições dos servidores, mas também salários e benefícios, típicos das carreiras de segurança pública. Todos os servidores, inclusive das áreas administrativa e de especialidades, serão impactados pela regulamentação. “O último prazo dado pelo governo foi o dia 15 de agosto, quando as minutas dos projetos de regulamentação da nova força de segurança devem ser entregues para que nós possamos analisar e sugerir alterações antes que seja enviado para votação na Alesp. Considerando que o recesso parlamentar já se aproxima, fizemos mais um gesto de boa vontade, mas agosto, quando entram em vigor os reajustes salariais da segurança pública, é o nosso prazo final. Não consideramos a hipótese de ficar de fora mais uma vez”, conta Jabá.
Atraso na regulamentação
Inserida na Constituição Federal em 2019, a nova força policial foi criada apenas no ano passado e está em fase de regulamentação. São Paulo, estado com a maior população carcerária do país, com cerca de 200 mil detentos, é um dos mais atrasados no processo de regularização da nova polícia. Tarcísio assumiu o governo com a promessa de concluir a regulamentação nos primeiros 100 dias, o que ainda não foi cumprido.
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