Jornalista/Radialista
ARARAQUARA/SP - As sessões de cinemas adaptadas às pessoas com transtorno do espectro autista, síndrome de Down ou outras síndromes que acarretem hipersensibilidade sensorial em geral passam a ser uma realidade em Araraquara a partir deste mês. A Câmara de Araraquara aprovou o projeto de lei de autoria da vereadora Fabi Virgílio, que institui o Cinema Inclusivo como obrigatoriedade dos cinemas e, assim, passam a exibir mensalmente uma sessão adaptada para pessoas com deficiência (física, intelectual, autismo etc).
A primeira sessão será realizada no Shopping Lupo, no Cine Lupo, no próximo dia 15 (sábado) , às 14h30; enquanto a Moviecom, no Shopping Jaraguá, realiza uma sessão no dia 23 (domingo), às 11 horas. Nos dois cinemas o filme exibido será “Elementos”, da Disney.
Entre as necessidades para a sessão adaptada estão: não devem ser exibidos trailers e publicidades comerciais, as luzes do ambiente estarem levemente acesas e o volume de som estar adequadamente reduzido. A sessão deve ser realizada com 50% da capacidade e, preferencialmente, na menor sala. Também, durante a exibição do filme, não deve haver vedação à livre circulação pelo interior da sala, bem como à entrada e saída. Ainda, a entrada nas salas de cinema deve ser liberada, preferencialmente, sem a necessidade de fila para aguardar o horário de início – entre outras.
“Queremos que todos se sintam bem-vindos e à vontade para desfrutar dessa emocionante história de maneira inclusiva. Acreditamos que é fundamental criar espaços onde todos possam se sentir incluídos e confortáveis para desfrutar de momentos de lazer e entretenimento”, aponta a direção do Cine Lupo.
É solicitado que seja apresentada a CIPTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) ou laudo que comprove a deficiência – é de extrema importância, especialmente nos casos de deficiências invisíveis.
Filme – Nas primeiras sessões do Cinema Inclusivo no Cine Lupo e na Moviecom, o filme exibido será “Elementos”. De acordo com a Lei n° 10.816, de 31 de maio de 2023, “o filme a ser exibido deve ser apropriado às pessoas com transtorno do espectro autista, síndrome de Down ou outras síndromes, transtornos ou doenças que acarretem hipersensibilidade sensorial em geral”.
O filme “Elementos” acompanha uma dupla improvável, Ember e Wade, em uma cidade onde moradores do fogo, da água, da terra e do ar vivem juntos. A jovem fogosa e o cara que segue o fluxo estão prestes a descobrir algo elementar: o quanto eles realmente têm em comum.
Karina Maia, gestora do Centro Municipal de Referência do Autismo “Aldo Pavão Junior”, lembra que o Cinema Inclusivo é uma ferramenta poderosa para valorizar a diversidade e promover a inclusão, especialmente para indivíduos com dificuldades sensoriais, como pessoas autistas. “Ao criar ambientes acolhedores e adaptados, o Cinema Inclusivo permite que pessoas com transtorno do espectro autista desfrutem dos filmes sem serem sobrecarregadas por estímulos sensoriais excessivos. Devemos apoiar e incentivar iniciativas que tornem não apenas o cinema, mas também outros espaços, uma experiência verdadeiramente inclusiva para todos, independentemente de suas dificuldades sensoriais ou necessidades específicas. Juntos, podemos criar uma sociedade onde todos tenham a oportunidade de se emocionar, se inspirar e se conectar através da arte.”
Vale ressaltar que os valores do Cinema Inclusivo são: no Cine Lupo o ingresso é grátis para as pessoas com deficiência, enquanto os acompanhantes pagam meia-entrada; já na Moviecom, todos pagam meia-entrada.
O Shopping Lupo está localizado na Rua Gonçalves Dias, 543, no Centro de Araraquara, e o Shopping Jaraguá fica na Av. Alberto Benassi, 2270, no Jardim dos Manacás.
SERVIÇO:
“Cinema Inclusivo” apresenta: “Elementos”
· Local: Cine Lupo (no Shopping Lupo – Rua Gonçalves Dias, 543 – Centro)
Data: sábado (15 de julho)
Horário: 14h30
Valores: grátis para a pessoa com deficiência, acompanhantes pagam meia-entrada
· Local: Moviecom (no Shopping Jaraguá – Av. Alberto Benassi, 2270 – Jardim dos Manacás)
Data: domingo (23 de julho)
Horário: 11 horas
Valores: todos pagam meia-entrada
Restrição no tráfego ocorrerá para realização das obras de alargamento do dispositivo na SP 304
SÃO PEDRO/SP - Dando continuidade às obras de alargamento do viaduto localizado no km 198 da SP 304 - Rodovia Geraldo de Barros, em São Pedro, a Eixo SP Concessionária de Rodovias interditará novamente o dispositivo nesta quarta-feira (12). A interdição será total para os motoristas que saem de São Pedro e seguem em direção a Piracicaba. A alternativa aos usuários, neste caso, será pegar a alça sentido Santa Maria da Serra e realizar o retorno no dispositivo seguinte.
Para os motoristas que seguem no sentido contrário, ou seja, de Piracicaba a São Pedro, não haverá interdição, a pista estará liberada para o tráfego. Neste primeiro momento, também não haverá nenhum impedimento para os usuários que trafegam entre Charqueada e Santa Maria da Serra. O trânsito nas pistas que passam abaixo do viaduto seguirá normalmente, por enquanto.
As intervenções serão necessárias para execução dos trabalhos de alargamento do viaduto. Atualmente, o dispositivo possui pista simples com uma faixa de rolamento em cada sentido. Após a conclusão dos serviços, o viaduto passará a contar com acostamento nos dois sentidos, tornando a pista mais segura. A estrutura nova contará ainda com espaço para circulação de pedestres. A previsão inicial é de que os trabalhos sejam encerrados em dezembro próximo.
Por medida de segurança, os trechos próximos ao local da obra serão sinalizados e monitorados pela equipe de tráfego da Concessionária com auxílio de homens-bandeira, placas indicativas e cones. A interdição contará com apoio da Polícia Militar Rodoviária.
IBATÉ/SP - Nos dias 13, 14 e 15 de julho, Ibaté recebe pela primeira vez a edição do Cidadania Itinerante, um programa do Governo do Estado, trazido ao município em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, que visa prestar gratuitamente serviços essenciais à população, por meio de um micro-ônibus.
O veículo presta atendimento nesta quinta-feira, dia 13, das 10h às 18h, no estacionamento do Centro de Formação Artística “Anna Ponciano Marques” – Centro Cultural, no Jardim Cruzado. Já na sexta-feira a prestação dos serviços será oferecida na Praça do Jardim Icaraí, defronte ao PSF. Por fim, encerrando sua passagem pela cidade, no sábado, dia 15, o micro-ônibus permanece das 09 às 15h, na Praça João Evangelista de Toledo, a Praça Central.
Serão oferecidos à população local serviços como agendamento de segunda via para RG, certidões de nascimento, casamento e óbito; atestado de antecedentes criminais; Carteira de Trabalho Digital (no celular); emissão e segunda via de CPF; solicitação de contas de consumo (água e luz); entrada no seguro-desemprego; elaboração de currículo e consultas no Serasa. Também haverá atendimento para receber denúncias, realizar orientações e encaminhamentos para programas e serviços.
O Cidadania Itinerante é uma iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, que visa facilitar o acesso das comunidades a serviços essenciais e orientações relacionados à promoção da cidadania e à garantia de direitos individuais. Pelo Governo do Estado, a população também terá acesso no local a serviços da Ouvidoria da Secretaria da Justiça e Cidadania, entre outros. Confira abaixo a lista de prestação de serviços na íntegra.
SERVIÇO:
• Agendamento de 2 via de RG:
• Solicitação 2ª Vias de Certidões de Nascimento, Casamento e Óbito.
• Atestado de antecedentes criminais;
• Carteira de Trabalho Digital no celular; (criamos um e-mail para o usuário, após cadastramos no site do Ministério do Trabalho.)
• Entrada de Seguro Desemprego;
• Emissão de CPF; (neste caso será feita a 1ª via, 01 a 24 anos);
Emissão de 2° via de CPF;
• Emissão de 2ª via de contas: água; luz;
• Elaboração de Currículo; Vitae;
• Emissão de 2° via de Título de Eleitor;
• Agendamento de 2° via de CNH (Taxas são pagas normalmente);
• Boletim de ocorrência;
• Consulta Serasa;
• Orientações sobre PROCON, Defensoria;
• Encaminhamentos e acolhimentos de denúncias dos Programas e Coordenadorias da SJC:
• Orientação sobre as Coordenadorias da SJC
• Políticas para a Diversidade Sexual (CPDS);
• Políticas para a População Negra e Indígena (CPPNI);
• Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP);
• Centro de Referência e Apoio à Vítima de Violência (CRAVI);
• Coordenadoria Geral de Direitos Humanos (CGDH);
• Programa de Proteção às Crianças Ameaçadas de Morte (PPCAAM);
• Coordenação de Políticas para Juventude
• Ouvidoria da Secretaria da Justiça e Cidadania.
BRASÍLIA/DF - Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que apenas metade (51,2%) das pessoas com deficiência que possuem ensino superior completo estão ocupadas no mercado de trabalho. A proporção é bem menor do que a das pessoas sem deficiência, entre as quais 80,8% daquelas que possuem educação superior fazem parte da população ocupada. 

Mesmo as pessoas sem deficiência com ensino superior incompleto (taxa de ocupação de 71,6%) e médio incompleto (64,1%) conseguem mais oportunidades de emprego do que aquelas com deficiência e superior completo.
Entre as pessoas com deficiência, as taxas de ocupação são de 42,4% para ensino superior incompleto e 33,6% para ensino médio incompleto.
“Mesmo que as pessoas [com deficiência] tenham concluído o ensino superior, ela não ingressa no mercado de trabalho. Mesmo com todas as limitações, as mais diversas possíveis, concluem o ensino superior, mas isso não é o suficiente para ela entrar no mercado de trabalho”, explica a pesquisadora do IBGE Maira Bonna Lenzi.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Pessoas com Deficiência 2022, realizada no terceiro trimestre do ano passado.
O nível de ocupação (percentual de pessoas empregadas em relação ao total de pessoas com 14 anos ou mais), considerando-se todos os níveis de escolaridade, é de 26,6% entre aqueles com deficiência, bem abaixo dos 60,7% registrados entre os sem deficiência.
Entre as mulheres com deficiência, o nível de ocupação é ainda mais baixo (22,4%), assim como a ocupação das mulheres sem deficiência é menor do que a média nacional (50,8%).
A taxa de desemprego (percentual de pessoas em idade ativa que buscam trabalho e não conseguem) é de 9,1% para os com deficiência e de 8,7% para os sem deficiência.
Quando analisadas as posições na ocupação, a maior parte das pessoas com deficiência são trabalhadores por conta própria (36,5%), diferentemente daqueles sem deficiência, em que 25,4% trabalham por conta própria. Entre os sem deficiência, a principal ocupação é como empregado de empresas privadas (50,5%).
“Lembrando que a característica do mercado de trabalho no Brasil de pessoas conta própria é muito menos de pessoas que são autônomas, formalizadas, que têm uma profissão. É muito mais de pessoas que foram trabalhar por conta própria por não conseguir se inserir no mercado de trabalho e que não são formalizadas”, afirma a pesquisadora do IBGE Luciana Alves dos Santos.
Segundo ela, justamente por isso, os pesquisadores acreditam que a busca pelo trabalho por conta própria pelas pessoas com deficiência pode ser “uma forma de conseguir trabalhar e ter uma remuneração por não conseguir estar dentro do mercado de trabalho formalizado”.
A taxa de informalidade, ou seja, o percentual de trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas, chega a 55% entre aqueles com deficiência, enquanto entre os sem deficiência, a taxa é de 38,7%.
A informalidade considera não apenas o trabalho por conta própria sem CNPJ, como também trabalhadores do setor privado e domésticos sem carteira assinada, trabalhadores familiares auxiliares e empregadores sem CNPJ.
A diferença da renda é outro aspecto da desigualdade. Enquanto a renda média do trabalho para os sem deficiência é de R$ 2.690, para aqueles com deficiência, é R$ 1.860, ou seja, 30,8% mais baixa. Para as mulheres com deficiência, a média é R$ 1.553.
Luciana Alves dos Santos diz que a pesquisa não responde o motivo pelo qual há diferenças entre os níveis de ocupação e as rendas entre os com e sem deficiência, mas acredita que isso pode estar relacionado ao preconceito.
“O que justifica a menor participação das mulheres no mercado de trabalho e seu menor rendimento? O que justifica a menor participação e o menor rendimento das pessoas pretas e pardas em relação às pessoas brancas? A gente tem o indicador e uma sensibilidade comum [para responder a isso]. Mas em relação à Pnad Contínua, a gente não pergunta se essa pessoa sofreu preconceito na hora de procurar emprego ou se afirmaram para ela que ela não foi contratada em virtude de ser uma pessoa com deficiência. Acho que são aquelas desigualdades que a gente vai acumulando na sociedade”.
Uma curiosidade da pesquisa, no entanto, é mostrar que os brancos com deficiência têm renda média do trabalho (R$ 2.358) superior aos pretos e pardos sem deficiência: R$ 2.051 e R$ 2.065, respectivamente. “Nesse caso, a cor se sobrepõe à deficiência”, afirma Luciana.
Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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