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Henrique

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SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos, informou nesta terça-feira (26), que foram confirmados 187 casos de Dengue, sendo 148 autóctones e 39 importados. Até o momento foram registradas 1.056 notificações.

De Chikungunya são 19 notificações, 10 negativas, 9 ainda aguardando resultado. Nenhum caso de Zika e de Febre Amarela foi registrado até o momento.

Hipótese é levantada por pesquisa da UFSCar que está buscando voluntárias para avaliação e tratamento gratuitos

 

SÃO CARLOS/SP - Um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está avaliando os efeitos da educação terapêutica da dor associada à hidroterapia sobre a dor, depressão, ansiedade, qualidade de vida e de sono de mulheres que sofrem de fibromialgia. Para desenvolver o estudo, estão sendo convidadas mulheres que têm o problema diagnosticado para que participem de avaliações e tratamentos gratuitos durante 12 semanas.

A pesquisa configura-se como um projeto de auxílio regular da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), coordenado pela professora Mariana Avila, do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar, e conta com a participação da fisioterapeuta Luiza Duarte Alvares e dos graduandos em Fisioterapia Airton Pereira de Souza Júnior (da UFSCar) e Rafael Poltronieri (da Unicep). O trabalho é realizado pelo Laboratório de Pesquisa em Recursos Terapêuticos do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade.

A fibromialgia é uma doença não-inflamatória que atinge cerca de 5% da população mundial. É mais comum em pessoas entre 30 e 40 anos de idade, e atinge, proporcionalmente, mais as mulheres, que representam mais de 90% dos casos. A pesquisadora explica que o diagnóstico é baseado somente em critérios clínicos, devido à ausência de exames complementares que identifiquem a doença. A principal característica da fibromialgia é o quadro de dor crônica, muitas vezes, incapacitante, e a ele se somam diversos outros sintomas, como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, da marcha e de equilíbrio, fadiga generalizada, fraqueza muscular, entre outros. "Esses problemas podem alterar de forma significativa a independência dos sujeitos, que sofrem com a queda da qualidade de vida, da funcionalidade diária e de produtividade", afirma a docente da UFSCar.

A pesquisadora explica que a educação em neurociência da dor, também chamada de educação terapêutica da dor, é uma abordagem educacional que foi desenvolvida para aliviar a dor e diminuir a incapacidade associada à dor lombar crônica. "Esses efeitos são obtidos pela redução da convicção do paciente de que a dor é um sinal preciso da extensão da lesão tecidual, e pelo aumento da convicção de que a dor é influenciada por crenças e pensamentos", descreve ela. A professora afirma que essa abordagem educacional é uma intervenção barata, de fácil aplicação e com resultados positivos em situações de dor crônica. Além disso, vários estudos têm mostrado que outras formas de tratamento também são efetivas no combate à dor e na melhora da qualidade de vida das pessoas com fibromialgia, como a hidroterapia, prática de exercícios dentro da água. "No entanto, não há na literatura estudos que mostrem os efeitos da associação da hidroterapia e da educação terapêutica da dor sobre a fibromialgia", destaca a docente, reforçando o caráter inédito da atual pesquisa.

O tratamento da doença é feito por meio de medicamentos, psicoterapia e fisioterapia. De acordo com Avila, se os resultados da pesquisa confirmarem a associação benéfica da educação terapêutica da dor à hidroterapia para tratar mulheres fibromiálgicas, essa abordagem diferenciada, e de baixo custo, pode ser facilmente implementada em centros de saúde e nas unidades de Atenção Básica à Saúde como forma adjuvante no tratamento da fibromialgia.

Para realizar o trabalho, o grupo está convidando mulheres, entre 18 e 70 anos de idade, que tenham diagnóstico médico de fibromialgia. As participantes não podem ter problemas cognitivos, diabetes e hipertensão não controladas, paralisias, parestesias (sensação anormal e desagradável sobre a pele, como queimação, dormência, coceira etc), osteoartrite avançada, doença infectocontagiosa que impeça o uso de piscina, ou fazer uso abusivo de álcool. As voluntárias não podem ter medo de piscina e nem alergia a produtos utilizados na manutenção da água.

As avaliações serão feitas na Unidade Saúde Escola (USE) da UFSCar e o tratamento acontecerá em uma academia de São Carlos. As mulheres serão divididas em dois grupos: um realizará apenas hidroterapia duas vezes por semana, durante 12 semanas, acompanhada por fisioterapeuta. O outro grupo realizará a hidroterapia e passará por sessões de educação terapêutica da dor. Todas também passarão por entrevistas em várias etapas ao longo das doze semanas de tratamento. As interessadas podem entrar em contato com os pesquisadores até o mês de julho de 2019 pelo WhasApp (12) 98193-8000 ou pelo e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Projeto de Pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 65119617.6.0000.5504).

SÃO PAULO/SP - Em discurso a empresários na sede da Federação das Indústrias de São Paulo, a Fiesp, na tarde de ontem, o vice-presidente da República, o general da reserva Hamilton Mourão, disse que a população também precisa ter responsabilidades e obrigações, não apenas direitos. O general quer o apoio dos brasileiros para aprovar a reforma da Previdência.

Em apenas 29 minutos de fala, Mourão foi interrompido seis vezes por aplausos ao defender a redução da carga de impostos para as empresas; a diminuição das leis trabalhistas, e a proteção da indústria brasileira contra a competição internacional.

"Temos que colocar na cabeça das pessoas que abdiquem da ideia de que o Estado pode tudo. 'Não, roda a maquininha lá e produz o dinheiro'. Convencer a população de que eles também têm obrigações, e não apenas direitos. Temos que trabalhar isso dentro do nosso Congresso", disse o vice-presidente, ao defender a necessidade de ganhar apoio da população para aprovar a reforma no Legislativo.

Aos empresários paulistas, Mourão criticou os reajustes automáticos do salário mínimo e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a pessoas com deficiência; e disse ainda que o Ministério da Educação (MEC) precisa de um "freio de arrumação".

O encontro com o empresariado paulista não é o primeiro do vice-presidente neste mês. No dia 23 de março, Mourão foi à Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). E, no dia 19, encontrou-se com empresários em Brasília numa atividade do Lide, a empresa de eventos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

A sede da Fiesp é um dos prédios mais icônicos da avenida Paulista, no centro da capital - a construção em formato de pirâmide tornou-se ainda mais famosa em 2015 como a casa de um enorme pato amarelo inflável. Usado inicialmente numa campanha contra aumento de impostos, tornou-se depois um dos símbolos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A fala de Mourão foi no Teatro Popular do Sesi, no subsolo, e foi acompanhada por quase 700 pessoas. A maioria era de empresários da indústria.

O evento na Paulista era uma reunião conjunta das diretorias da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Mourão deixou o local e foi um dos primeiros a chegar a um jantar na casa do empresário e político Paulo Skaf (MDB), presidente da Federação paulista e terceiro colocado na disputa pelo governo paulista nas eleições de 2018.

Lá, recebeu junto com o emedebista uma plateia ainda mais seleta: trinta dos maiores empresários do país, em diferentes ramos de atividade. Compareceram João Carlos Saad, do grupo Bandeirantes de comunicação; David Feffer, do grupo Suzano (papel e celulose); Luiz Carlos Trabuco, do banco Bradesco; Luiz Pretti, da Cargill (agricultura); Victorio de Marchi (co-presidente da Ambev); e o ex-deputado Flávio Rocha (dono da Riachuelo), entre vários outros.

O contingente dos não-empresários incluiu o secretário de Fazenda de SP e ex-ministro, Henrique Meirelles, e o ex-ministro do STF Nelson Jobim, além do maestro João Carlos Martins. O ex-candidato presidencial Levy Fidelix também foi: ele é o chefe do PRTB, partido de Mourão.

Aplausos

Na Fiesp, o general alternou momentos em que lia, com outros nos quais falou de improviso. Arrancou risos duas vezes.

"Eu li aí, há um tempo atrás, que um primeiro-ministro da França assim declarou: 'Sim para a economia de mercado, não para a sociedade de mercado'. Ministro Jobim (que estava na plateia), eu lhe pago uma viagem grátis para a Coreia do Norte se o senhor me explicar o que é isso daí", disse Mourão para descontrair. A frase é atribuída ao ex-premiê francês Lionel Jospin (1997-2002).

Em outros momentos, Mourão adotou tom de voz mais enérgico. Por exemplo, quando criticou o socialismo e adversários políticos que, segundo ele, acham "que o muro de Berlim ainda não caiu".

O vice-presidente elogiou três líderes estrangeiros: a britânica Margaret Thatcher (1979-1990); o norte-americano Ronald Reagan (1989-1989), e o chinês Deng Xiaoping (1982-1987). Para Mourão, os três "iniciaram um movimento que trouxe vida àquilo que hoje chamamos de globalização, e também (...) o neoliberalismo". "O neoliberalismo, ou liberalismo, nada mais é que a defesa intransigente do direito à propriedade privada. Pois onde não há propriedade não há o único sistema econômico que deu certo no mundo, que é o capitalismo", disse.

A primeira saraivada de palmas veio quando Mourão pregou a necessidade de reduzir a carga tributária para as empresas.

"As senhoras e os senhores, como empresários e produtores, sabem muito bem o peso da carga tributária. E ela é pesada por dois aspectos: primeiro, pela sua complexidade. E segundo, pelos seus valores. Então nós não temos a mínima dúvida: temos que reorganizar o sistema tributário e reorganizar as taxas que incorrem sobre todas as senhoras e os senhores", disse.

Em seguida, o general da reserva citou outro militar, o ex-presidente Ernesto Geisel (1969-1973) para tranquilizar seus ouvintes.

"Temos que abrir a economia ao comércio mundial. Mas eu tenho dito em todos os fóruns e as senhoras e os senhores sabem disso: se nós não reorganizarmos o sistema tributário, uma abertura da noite para o dia do nosso país vai acabar com a nossa indústria (aplausos). (...) Então eu tenho me socorrido sempre daquilo que o presidente Geisel falava sobre outra abertura, que aconteceu nos anos 1970: ela tem que ser lenta, gradual e segura. A partir daí, vamos competir sim".

Mourão também ganhou o auditório ao falar sobre leis trabalhistas.

"Infelizmente, alguns dos nossos políticos ainda pensam que nós estamos no século 19, nas masmorras da Londres industrial (...). Não tem almoço grátis. Esse tipo de ação divide o país, entre aqueles que estão no mercado formal e aqueles que estão no mercado informal. Nós estamos em vigor com uma reforma trabalhista, e ela tem que ser levada adiante, sob pena de nós não conseguirmos sobreviver. E não gerarmos emprego", disse ele.

Ao fim da palestra, a BBC News Brasil ouviu dois empresários que participaram do encontro. Ambos disseram ter gostado do que ouviram, e elogiaram o desempenho do vice-presidente.

Para Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, o destaque foi o compromisso assumido pelo governo com as reformas da Previdência e tributária. A Fenabrave é o sindicato das empresas revendedoras de automóveis.

Roberto Paranhos do Rio Branco preside a Câmara de Comércio Brasil-Índia, e é bisneto do Barão do Rio Branco (1845-1912). Para ele, o governo pode ter ficado confuso no começo, por causa da recuperação clínica de Bolsonaro – mas agora deve entrar no prumo.

 

*Por: BBC NEWS

SÃO CARLOS/SP - O Serviço de Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes (SVBIBL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, recebe até o dia 25 de abril, a exposição Janelas e Portas - Ateliê Mara Toledo, organizada por Mara Toledo, artista são-carlense e arte educadora.

A mostra traz uma temática sobre construções de janelas e portas e reúne 20 trabalhos da própria Mara e de seus alunos Ana Maggi, Cecília Biazeti, Clélia Crnkovic, Dhara Winther, Elen Pilegi, Geslia Policarpov, Heliane Tozzi, Jacqueline Pepino, Moacir Pereira, Mônica Neves, Tamar Alves, Timinha Vicentin, Vera Gualtieri e Maria Rosilde Ciarlo. O tema é explorado em diversas técnicas, tais como: pastel sobre tela, óleo sobre tela e aquarela.

Segundo a artista, a arte figurativa "assume um compromisso com o belo, misterioso ou mágico, buscando através de pinceladas expressar uma maneira própria de articular formas, cores e ritmos". Mara atua há 28 anos atua como arte educadora, ministrando cursos em oficinas regionais culturais, assim como em seu Ateliê.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8 às 21h30. A Biblioteca da EESC está localizada na área 1 do campus da USP em São Carlos, situado na Av. Trabalhador são-carlense, 400.

Serviço:

Serviço de Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes da EESC

Tel: (16) 3373-9247

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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