Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - No último dia 13 de setembro foi oficialmente criado em nossa cidade o “Fórum Brasil/Portugal – São Carlos (SP)”, uma iniciativa que transcende o âmbito local e regional e se projeta como um novo instrumento de cooperação cultural, artístico educacional e social entre os dois países.
O Fórum, que reúne personalidades de destaque da sociedade são-carlense, tem como missão não apenas promover a troca de experiências culturais, sociais, educacionais, artísticas e acadêmicas, mas também consolidar-se como um espaço de diálogo permanente entre as comunidades dos dois países. A escolha dos fundadores pelo nome de Rui Jorge Sintra, conhecido jornalista português radicado em São Carlos, para presidir a entidade, reflete a intenção de unir tradição e contemporaneidade, assegurando uma ponte sólida entre as comunidades luso-brasileiras.
A criação deste Fórum reveste-se também de especial importância diplomática, uma vez que responde ao anseio de fortalecer os laços históricos, linguísticos e afetivos que unem as duas nações, ao mesmo tempo em que abre novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como ciência, tecnologia, saúde e cultura nas suas mais variadas expressões. Trata-se de um espaço que poderá contribuir para aproximar instituições, governos locais e a sociedade civil, ampliando as oportunidades de intercâmbio e de desenvolvimento conjunto.
De acordo com os fundadores, os primeiros projetos e eventos já estão em preparação e deverão ser anunciados em breve, com o objetivo de reforçar a presença da comunidade luso-brasileira em São Carlos e de projetar a cidade como um polo de diálogo entre Portugal e Brasil.
São membros fundadores:
Murillo Crovace (Prof. Universitário); Bárbara Kolstok Monteiro (Psicóloga); Íris de Fátima Garcia Parizotto (Professora/Escritora); Michel Belotti (Administração); Antonio Sasso Garcia Filho (Advogado); José Marcos Alves (Prof. Universitário); Maria Regina Milani (Administração); Luiz Henrique Fonseca (Psicólogo); Nivaldo Antonio Parizotto (Prof. Universitário); Rui Jorge Sintra (Jornalista); Fernando Amado Izé (Professor); Heber dos Santos Tavares (Prof. Universitário); Maria Zilda Guimarães Administração); Jorge Vicente Valentim (Prof. Universitário); Ricardo Rehder Cardoso (Desugner); Maurício Ruggiero (Prof. Universitário); Mirian Barbosa (Empresária na Área de Educação); Adão Geraldo de Mello (Radialista); Ana Rita Scozzafave Alves (Médica Veterinária).
EUA - Um adolescente de 13 anos foi detido na Flórida, nos Estados Unidos, depois de digitar em uma conversa com o ChatGPT a pergunta: “Como matar meu amigo no meio da aula?”. A frase foi detectada por um sistema de monitoramento escolar que rastreia possíveis ameaças virtuais.
De acordo com a People, o alerta foi emitido pelo Gaggle, ferramenta usada por escolas norte-americanas para identificar mensagens que possam indicar riscos à segurança. Assim que o conteúdo foi localizado, a direção da Southwestern Middle School, no condado de Volusia, acionou a polícia.
Ao ser questionado pelos agentes, o estudante afirmou que a mensagem era uma brincadeira e que pretendia apenas provocar um colega. Ele contou ter apagado o texto logo em seguida e negou ter acesso a armas em casa.
Mesmo assim, o adolescente foi levado ao órgão responsável pela custódia de menores e pode permanecer sob detenção por até 21 dias, conforme decisão judicial.
Em comunicado, as autoridades reforçaram que situações como essa não são tratadas como simples piadas, pois geram emergências e mobilizam equipes de segurança.
Gaggle
O Gaggle, sistema que detectou a mensagem, monitora contas estudantis e busca sinais de automutilação, pensamentos suicidas, bullying, uso de drogas ou ameaças de violência. Quando encontra conteúdo suspeito, envia alertas automáticos à escola e à polícia.
Embora o mecanismo seja considerado eficaz por educadores, especialistas em privacidade alertam para o risco de vigilância excessiva e de criminalização de crianças por comentários impulsivos. O Center for Democracy and Technology afirma que o uso crescente desse tipo de monitoramento tem ampliado a presença das forças de segurança na rotina escolar e até nas casas dos estudantes.
por Notícias ao Minuto
EUA - O Instagram anunciou uma nova atualização voltada para contas de adolescentes, reforçando medidas de segurança semelhantes às classificações indicativas usadas em filmes com conteúdo impróprio para menores de 13 anos.
“Assim como em um filme para maiores de 13 anos, em que pode haver alguma linguagem forte ou cenas sugestivas, adolescentes podem ocasionalmente ver algo semelhante no Instagram — mas continuaremos fazendo tudo o que for possível para que essas situações sejam muito raras”, afirmou a plataforma em comunicado.
As contas de adolescentes continuarão a ter filtros que ocultam conteúdos com conotação sexual, nudez ou poses sugestivas. Além disso, o Instagram deixará de recomendar publicações com palavrões, comportamentos de risco ou desafios perigosos. Também será bloqueado o envio de links com material impróprio em mensagens privadas.
Com as novas regras, usuários menores de 18 anos não poderão alterar essas configurações sozinhos. Qualquer modificação exigirá autorização dos pais ou de um responsável legal.
A rede social informou ainda que, a partir do próximo ano, aplicará restrições adicionais às interações de adolescentes com bots de inteligência artificial na plataforma, estendendo as mesmas proteções a esse tipo de conversa.
por Notícias ao Minuto
FRANÇA - Reconduzido na semana passada ao cargo de primeiro-ministro da França, depois de ter renunciado com apenas um mês no cargo, Sébastien Lecornu propôs na terça-feira (14) uma suspensão da reforma das aposentadorias até a próxima eleição presidencial, prevista para 2027, em seu primeiro discurso diante da Assembleia Nacional.
O anúncio é uma forma de garantir que seu governo não será vítima de uma moção de censura da oposição. "Eis incontestavelmente uma ruptura", discursou aos deputados.
Para demonstrar sua disposição ao diálogo com os deputados, o premiê prometeu não recorrer a um controverso dispositivo que lhe permitiria aprovar o orçamento de 2026 sem votação parlamentar, o artigo 49.3 da Constituição -o mesmo que Macron e a ex-primeira-ministra, Élisabeth Borne, usaram para atropelar a oposição e impor a reforma da aposentadoria aos franceses.
Lecornu também se comprometeu a propor a criação de uma "contribuição excepcional" sobre grandes fortunas -outra forma de contentar a oposição de esquerda. Ele se recusa, porém, a adotar a "taxa Zucman", um imposto de 2% sobre os patrimônios acima de € 100 milhões (cerca de R$ 640 milhões). O economista que propôs a taxa, Gabriel Zucman, acusou o premiê de poupar os bilionários em seu plano.
O primeiro-ministro também propôs que até o final do ano seja incluído na Constituição o novo estatuto da Nova Caledônia, arquipélago do oceano Pacífico que pertence à França. Conforme acordo assinado em julho para pôr fim à disputa com os separatistas, será criado um "Estado da Nova Caledônia", que pode ser reconhecido por outros países, mas continua a fazer parte da França.
"Não vamos censurar o governo a princípio e não faremos parte dos que derrubam primeiros-ministros. A França precisa de um mínimo de estabilidade, de governo, de orçamento", disse Laurient Wauquiez, dos Republicanos, de direita.
Já a ultraesquerda, representada principalmente por Jean-Luc Mélenchon, do partido A França Insubmissa, criticou a suspensão da reforma como apenas uma postergação da medida. "E agora todos vão fingir que não ouviram que a suspensão da reforma tem uma data limite, e então volta a vigorar. Além disso, quem for eleito em 2027 pode compensar o atraso ou propor uma reforma pior", disse
A ultradireita aproveitou para criticar Macron. "Na Assembleia Nacional, dos Republicanos [direita] ao Partido Socialista [centro-esquerda], é o ciclo amigável dos salvadores de Emmanuel Macron que se sucedem falando no púlpito", afirmou Jordan Bardella, líder da Reunião Nacional (RN). "O único denominador comum dessa maioria sem sentido, pronto para qualquer tipo de barganha, é o medo das urnas e o medo do povo."
Lecornu é o quarto primeiro-ministro em um ano, sintoma da instabilidade da política francesa desde as eleições legislativas de 2024, que produziu um Parlamento dividido em três grandes grupos, nenhum deles com uma maioria confortável no Legislativo e disposto a fazer concessões.
Caso o gabinete de Lecornu caia, Macron sofrerá uma pressão ainda maior para renunciar ao cargo ou dissolver a Assembleia e convocar novas eleições legislativas, em que a ultradireita seria favorita.
A questão central para a sobrevivência do segundo gabinete montado por Lecornu é o número de votos necessário para derrubá-lo. Para aprovar uma moção de censura, são necessários 288 dos 575 deputados com mandato em vigor.
Já anunciaram que vão votar contra Lecornu a ala mais à esquerda do Parlamento e a ala mais à direita. Isso representa cerca de 210 deputados. O fiel da balança, portanto, são a esquerda moderada (o Partido Socialista) e o que resta da direita gaullista tradicional (Republicanos), cada vez mais próxima da ultradireita.
O gabinete tem seis ministros do Republicanos. Por isso, o partido ainda hesita em censurar Lecornu. Os socialistas, por sua vez, mesmo sem participação no governo, afirmam aguardar o anúncio das primeiras medidas antes de tomar uma decisão. Reivindicam, sobretudo, a suspensão da reforma das aposentadorias promulgada em 2023.
Essa reforma prevê o aumento progressivo da idade mínima para se aposentar, de 62 para 64 anos. Parte da oposição de esquerda, e até economistas como Philippe Aghion, agraciado na segunda-feira com o Prêmio Nobel, propunham que a reforma seja congelada no patamar atual -62 anos e 9 meses- até a eleição presidencial de abril de 2027.
Esse debate evidencia o que realmente está por trás do cálculo de todos os políticos -a corrida para suceder Macron. O atual presidente não pode concorrer de novo, por já estar no segundo quinquênio.
A impopularidade de Macron -uma pesquisa recente lhe atribuiu apenas 19% de opiniões favoráveis- faz dele um péssimo cabo eleitoral, o que o fez ser abandonado até por antigos aliados fiéis, como o ex-primeiro-ministro Édouard Philippe.
FOLHAPRESS
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