MATÃO/SP - Acontece no próximo domingo (14), a tradicional Caminhada da Fé (Procissão de Ramos), que é realizada há 33 anos por iniciativa do padre José Luiz Ferrari e, desde 2009, a tradição segue com Comunidade Católica de Matão. Neste ano, o evento contará com a presença do Dom Eduardo Malaspina, bispo auxiliar da Diocese de São Carlos. A procissão, que tem início às 5h30 da manhã, deverá ter a participação de mais de 10 mil fiéis de Matão e região, e o ponto de encontro será a paróquia Santa Cruz, na Rua Sinharinha Frota, Jardim Buscardi. De lá, os fiéis seguem até o bairro de Silvânia, onde acontece a missa campal no estádio municipal ‘José Luiz Vicente’. Durante o trajeto de aproximadamente 10 quilômetros, ocorre a benção de Ramos, no viaduto localizado no cruzamento da Via Engenheiro Milcíades Bottura com a Rodovia Faria Lima.
A Prefeitura de Matão auxilia na Procissão de Ramos disponibilizando sanitários químicos, água aos participantes, três ambulâncias, brigada de incêndio e 25 guardas municipais, além de equipar o estádio de Silvânia com estruturas de palco e som. Também participam desta procissão as Secretarias de Serviços Municipais e de Esportes, Lazer, Turismo e Juventude. O Departamento de Trânsito ainda realiza a interdição do trecho da caminhada das 5h às 13h, organizando mudanças no trânsito durante o evento para garantir a comodidade e segurança dos participantes, assim como agentes de trânsito fazendo a interdição durante o trajeto.
O Domingo de Ramos, que também pode ser chamado de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, abre por excelência a Semana Santa, relembrando acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Senhor para salvar os cristãos da escravidão do pecado e da morte. A Procissão é uma tradição puramente católica e atrai centenas de fiéis todos os anos. Trata-se da crença nos eventos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, com vitória da vida sobre a morte e do bem sobre o mal. Naquela época, a comunidade aclamava com muita alegria e esperança, pois esperavam a liberação política, econômica e religiosa, que eram impostas pelos donos da lei com rigores absurdos e excessivos.
Na celebração, ocorre a proclamação de dois evangelhos, o primeiro narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo, depois, o evangelho da Paixão, sobre o julgamento de Cristo, com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte na cruz. A história religiosa mostra que a data é conhecida pelo povo que cortava ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado em um jumento. A trama começa devido a inveja, desconfiança e medo de perder o poder dos sacerdotes e mestres da época. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo aclamava ‘Rei dos Judeus’, ‘Hosana ao Filho de Davi’, ‘Salve o Messias’ e, assim, Jesus entrou triunfante em Jerusalém e, por isso, foi condenado a morte na cruz.
*Por: PMM