SÃO CARLOS/SP - Em âmbito brasileiro, as projeções realizadas pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013, indicam que a população com 60 anos ou mais, terá um aumento, em média, em uma taxa de 3,75, do ano de 2010 em comparação ao ano de 2060.
Desse modo, surgem novas demandas nessa população. Com o envelhecimento, indivíduos apresentam um declínio funcional com maiores limitações no aspecto relacionado á morbidade, o que pode ocasionar um aumento no risco de quedas nessa população, uma vez que os fatores associados relacionam-se com o avançar da idade, com o sexo feminino, redução na velocidade de marcha e diminuição do equilíbrio, além de quedas ocorridas anteriormente, polifármacia e fatores ambientais (OPPENAUER, 2009; DEMIRIS; HENSEL, 2008; AMBROSE; PAUL; HAUSDORFF, 2013; GUIRGUIS-BLAKE et al, 2018).
Segundo a American GeriatricsSociety (AGS) (2010), quedas é um deslocamento não intencional do corpo, em que há uma mudança da posição inicial para um nível inferior.
Ressalta-se que as quedas são uma das principais causas de mortalidade e morbidade em pessoas acima de 65 anos. Aproximadamente, 30 a 40% desses idosos sofrerão ao menos uma queda. Isso pode causar lesões que variam de leves a graves com risco de comprometimento na independência desses indivíduos (AMBROSE; PAUL; HAUSDORFF, 2013). Além desse comprometimento, as quedas estão associadas a inúmeros efeitos adversos tais como: isolamento social, institucionalização e até mesmo a morte (MIRELMAN et al, 2016).
A realização de intervenções com atividades físicas pode proporcionar aos indivíduos uma redução no número de quedas, e quando realizada em grupo, esse número pode se reduzir ainda mais em idosos que já sofreram quedas anteriormente (US PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE, 2018). O controle postural é composto por uma ação integrada de diversos sistemas (DE CASTRO et al, 2016). Segundo Ringhofet al (2016), Barrett et al (2012) e De Castro (2016):
“O controle postural é um processo complexo que envolve informação sensorial e detecção de alterações posturais, bem como a integração das informações sensório-motoras dentro do sistema nervoso central, e a execução das respostas musculoesqueléticas apropriadas.”
Deve-se destacar a importância da duplicidade de atividades, não focando apenas em atividades físicas como também em atividades cognitivas, visto que ambos influenciam em equilíbrio e marcha (WELMER et al, 2016; EGGENBERGER et al, 2015). Diversos autores discorrem sobre a importância da ação dessas atividades, uma vez que comprovam os benefícios dessa junção.(SEGEV-JACUBOVSKI et al. 2011; SMITH- RAY et al, 2015).
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Gerontóloga: Anna Julya Viana - ABG 618