Final aconteceu no último domingo com a presença da família Pardinho
SÃO CARLOS/SP - A final do “I Festival Pardinho de Sertaneja Raiz” Edição 2019 foi marcada por emoção, homenagens e boa música na tarde deste domingo (25/8), no Teatro Municipal “Dr. Alderico Vieira Perdigão”.
Com a presença da família do Pardinho, esposa e filhos, e um grande público, a final do Festival contou com a apresentação das dez duplas finalistas e os shows com Peão Dourado e Paraense e Carreiro e Pardinho Filho.
A dupla Célio e Leandro, de Jaú, interpretando a música Aquarela Sertaneja, de Tião Carreiro e Pardinho, conquistou o primeiro lugar no Festival. “Estamos muito satisfeitos, cantamos com grandes artistas e intérpretes da música sertaneja, cantores de alto nível e estamos contentes de ter participado e ganho esse título”, contou o cantor Célio. Para seu parceiro, Leandro, “a realização do festival é bastante importante porque resgata a música sertaneja raiz num cenário musical não muito positivo, resgata o que vem da nossa raiz, as tradições da nossa música”, disse ele.
Fernando Henrique e Gabrielly, de Porto Ferreira, ficaram em segundo lugar e a dupla formada por Valdir Viola e Demazinho, Ribeirão Preto, ficou em terceiro lugar.
Como sucesso da 1ª edição do Festival, o secretário de Esportes e Cultura, Edson Ferraz, garantiu que outras edições virão. “O Festival foi realizado para a valorização da música sertaneja raiz e do grande músico são-carlense, Pardinho, que formou dupla com o Tião Carreiro e levou o nome da música sertaneja, aos quatro cantos do país e até fora do país, até nos dias de hoje ainda é ouvido em muitas residências. Esse é o primeiro de muitos que vem por aí, dando oportunidade aos músicos da cidade e região”, informou.
Homenagem ao Pardinho – O “I Festival Pardinho de Sertaneja Raiz de São Carlos” - Edição 2019 foi idealizado pela Secretaria de Esportes e Cultura em homenagem ao violeiro Pardinho (Antônio Henrique de Lima), nascido em São Carlos, em 14/08/1932, com o objetivo de divulgar, valorizar e fomentar a cultura e a música sertaneja raiz.
A esposa de Pardinho, Lucília de Lima, agradeceu a participação das duplas e falou sobre o carinho com São Carlos. “Agradeço as duplas que vão cantar, que estão participando de um festival que leva o nome do meu marido, que Deus abençoe todos. Pardinho tinha um carinho muito grande pela cidade, passamos a nossa lua de mel aqui, viemos de trem”, disse ela.
“Eu sinto um carinho enorme por São Carlos, pois todo anos, no aniversário do meu pai em agosto, a cidade organiza uma homenagem para ele. Meu pai tinha o maior orgulho de ter nascido em São Carlos, ele sempre brincava que tinha nascido na melhor cidade do Brasil. E nós fazemos questão de estar presente em todas as homenagens”, disse Rosangela Aparecida de Lima, filha do Pardinho.
O show de encerramento foi com a dupla Carreiro e Pardinho Filho. Pardinho Filho comentou sobre a importância da realização de um festival. “O Festival é um resgate da cultura caipira e por ser filho do Pardinho eu fico muito feliz. Meu pai nasceu aqui, gostava da cidade, vinha muito pra cá, temos amigos aqui e foi uma surpresa muito boa, eu só tenho que agradecer a Prefeitura. Acho fundamental promover eventos que valorizem a cultura caipira da viola e violão e trazer ao palco gente com talento”, falou Pardinho.
O Festival Pardinho foi realizado em duas etapas. A primeira seletiva, com a participação de 15 duplas, foi realizada no dia 4 de agosto classificando 10 duplas para a final.
As duplas ganharam R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1mil respectivamente para o primeiro, segundo e terceiro colocados.
SÃO CARLOS/SP - O vereador Sérgio Rocha prestigiou a cerimônia do Dia do Soldado realizada no Tiro de Guerra de São Carlos.
Na solenidade, também estiveram presentes os vereadores Lucão Fernandes e Robertinho Mori. Os três parlamentares receberam Medalhas de Mérito do Tiro de Guerra pelos serviços de apoio, civismo e cidadania prestados junto à instituição militar.
A data de 25 de agosto, Dia do Soldado, é comemorada nas organizações militares do Exército em todo o país, em homenagem ao nascimento, em 1803, do Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caixas, patrono do Exército.
BRASÍLIA/DF – A procuradora-geral da República,Raquel Dodge, disse nesta última segunda-feira, 26, que há suspeita de ação orquestrada nos focos de incêndio que se espalham pela região amazônica e informou que o Ministério Público decidiu pedir a abertura de inquéritos para identificar e punir os responsáveis.
O ofício com o pedido de apuração sobre o episódio foi endereçado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A expectativa é a de que as apurações tramitem na primeira instância de cada Estado atingido pelos incêndios. Mais cedo, a Polícia Federal já havia iniciado a Operação Verde Brasil, que mira eventuais delitos ambientais na região da Floresta Amazônica.
Em campanha para ser reconduzida ao cargo para mais dois anos, a procuradora anunciou a criação de uma “coalização de atuação prioritária dos MPs brasileiros em defesa da floresta”. A conversa com a imprensa ocorreu depois de Raquel se reunir na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) com procuradores-gerais de Justiça do Pará, Amazonas, Rondônia e membros da força-tarefa Amazônia (grupo criado em agosto do ano passado para atuar no combate à mineração ilegal e grilagem de terras).
“O que nós queremos é sincronizar a atuação do Ministério Público brasileiro para que as queimadas e os incêndios cessem e para que os infratores, aqueles que estão cometendo esses gravíssimos crimes de pôr fogo na floresta, sejam identificados e punidos”, afirmou Raquel Dodge.
“Há suspeita de ação orquestrada, há suspeita de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado. E o que nós percebemos da conversa de hoje é que há sinais disso, há elementos que justificam a abertura de inquéritos para investigar e punir os infratores”, acrescentou. A procuradora, no entanto, disse que não poderia adiantar detalhes sobre eventuais suspeitos nos incêndios.
PGR defende uso de fundo da Lava Jato contra queimadas
Mais cedo, em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Raquel defendeu o uso de parte dos recursos do Fundo da Lava Jato (R$ 1,2 bilhão) para o combate às queimadas na região amazônica.
O destino dos R$ 2,5 bilhões do Fundo da Lava Jato parou na Suprema Corte em março, depois de a PGR questionar o acordo fechado entre a Petrobras e a força-tarefa da Lava Jato no Paraná que estabeleceu, entre outros pontos, a criação de uma fundação para gerir parte da multa.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, decidiu marcar para esta quarta-feira, às 10h, uma reunião sobre o tema na sede do próprio STF. Foram convocados a Câmara dos Deputados, a Secretaria de Governo da Presidência da República, a PGR, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Economia e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
A proposta de destinação de recursos do Fundo da Lava Jato para combater os incêndios na Amazônia foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A AGU pediu mais cinco dias para se manifestar sobre a medida.
A Câmara pede ainda que R$ 200 milhões sejam usados para descontingenciar o bloqueio orçamentário que existe em desfavor de programas relacionados à proteção do meio ambiente, seja relacionado diretamente ao Ministério do Meio Ambiente ou demais órgãos e entidades a ele vinculados.
*Por: Rafael Moraes Moura/ESTADÃO
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