BRASÍLIA/DF - A nova resolução sobre a política de pisos mínimos do frete rodoviário, publicada nesta última quinta-feira, 18, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi considerada condizente com os valores de mercado por exportadores, mas criticada por alguns representantes dos caminhoneiros, que ameaçam nova paralisação.
A resolução, que estabelece regras gerais, metodologia e coeficientes dos pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização do serviço de transporte rodoviário de cargas, foi aprovada após estudo técnico realizado pela Esalq-Log e processo de consulta pública e entra em vigor neste sábado, 20.
Segundo a ANTT, a elaboração da resolução teve participação de transportadores autônomos, empresas e cooperativas de transporte, contratantes de frete, embarcadores e diversos outros agentes da sociedade e foram recebidas aproximadamente 350 manifestações, que englobaram cerca de 500 contribuições específicas, analisadas individualmente pela agência.
Wanderlei Alves, o Dedeco, um dos representantes dos caminhoneiros que falavam em paralisação da categoria em abril, se mostrou descontente com a nova resolução. Em vídeo publicado no Youtube e distribuído via redes sociais, ele apontou "frustração" com a nova tabela.
Segundo ele, após reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, caminhoneiros decidiram que até o dia 20 deste mês não iriam se manifestar. "Tivemos várias reuniões depois, houve as audiências, mas infelizmente pisaram na nossa cabeça", afirmou. "Estou frustrado, triste, chateado, mas, nós, caminhoneiros, temos, sim, que dar a resposta e mostrar que não ficamos satisfeitos. Se houver uma paralisação, se for essa a decisão da categoria, contem comigo."
O assistente executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Lucas Brito, disse ao Estadão/Broadcast que a resolução está de acordo com o que prevê a lei nº 13.703/2018, que estabeleceu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
Ele assinalou, porém, que a associação continua contrária ao tabelamento. "Pela primeira vez, na nossa visão, a ANTT procedeu de acordo com o que estabeleceu a lei, promovendo audiências públicas, elaborando um trabalho técnico, possibilitando a participação dos embarcadores e de todos os setores interessados. É o que deveria ter feito nas resoluções anteriores e só fez agora", disse. "Pela primeira vez foi apresentada uma tabela com respaldo técnico."
Para a Anec, a resolução é fiel ao que a Esalq-Log apresentou, além de contemplar contribuições dos agentes que acompanharam a discussão, no sentido de buscar "um modelo de máxima eficiência do transporte rodoviário para se chegar a parâmetros que refletissem os pisos mínimos para uma operação de frete". "Não atendeu exatamente tudo que poderia ter atendido, mas o trabalho da Esalq foi muito bem elaborado", disse Brito.
Quanto aos valores do frete, ele destacou que estão mais de acordo com a realidade do mercado. "Analisando os valores em si da tabela, o que ela traz de valor de frete base, numa avaliação preliminar podemos observar que ela corrige as distorções da última tabela, cujos valores estavam muito acima do que o mercado normalmente pratica. Hoje os valores apresentados estão mais condizentes com os que seriam praticados no mercado sem interferência do governo", disse.
Entretanto, ele reforçou que, como entidade, a Anec entende que a existência da tabela é "injustificável". "A questão de aceitar uma tabela não mudou. Para o nosso setor, manteremos a posição de que ela não deve existir. Aguardamos o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à constitucionalidade da medida." Conforme Brito, entretanto, uma das sugestões que não foram contempladas é a criação de medidas que coíbam a atuação de atravessadores e transportadoras que não repassam o valor correto do frete aos autônomos.
Ele apontou ainda que não estão disponíveis para consulta as fontes utilizadas para criação de parâmetros de custos (como pneus ou depreciação, por exemplo). "Essas informações devem estar dentro de algum documento para que setores interessados possam ter segurança de que não vai haver modificação nessas fontes que possa distorcer valores finais."
Conforme nota da ANTT, a nova resolução tem 11 categorias de carga (geral, geral perigosa, líquida a granel, líquida perigosa a granel, sólida a granel, sólida perigosa a granel, frigorificada, frigorificada perigosa, neogranel, conteinerizada e conteneirizada perigosa) e altera o formato da tabela de frete, que deixa de ser por faixas de distância e passa a ser calculada com aplicação de coeficiente de carga e descarga, coeficiente de deslocamento e quilometragem percorrida para o transporte contratado.
Conforme a agência, os parâmetros de cálculo foram baseados em pesquisa de preços em nível nacional, para obtenção de indicadores de mercado, e aplicação de questionário, para obtenção de parâmetros da operação.
Representantes dos caminhoneiros se dividiram. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda está avaliando a nova tabela e não vai se pronunciar. Consultada, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) ainda não respondeu ao pedido de comentário.
Wanderlei Alves, o Dedeco, afirmou no vídeo publicado no Youtube que "uma tabela de frete feita por uma instituição que é uma escola ligada ao agronegócio jamais ia servir para nós, sendo que o agronegócio é que mais bateu contra o piso mínimo do frete". Ele disse estar se "sentindo ofendido com essa tabela". "Estou me sentindo frustrado, assim como muitos, e quero dizer uma coisa para cada um de vocês: eu estarei aqui, disponível e pronto, para acatar a decisão da categoria.
Segundo o representante, algumas contribuições dos caminhoneiros não teriam sido acatadas, citando o caso do setor do transporte pressurizado em silo. "Acho que houve uma falta de respeito não só com toda a classe, como com todas as categorias de transporte, então vamos juntos mostrar que nós merecemos, sim, respeito, que é um erro do governo. Eu acho que, da parte da ANTT e da Infraestrutura houve falha", disse. "A falha precisa ser corrigida, e, se não for, a categoria vai parar mesmo, porque nós não temos condições de rodar. A tabela mínima do frete ficou abaixo do que é pago hoje, que já está ruim."
*Por: Leticia Pakulski/ESTADÃO
SÃO CARLOS/SP - Serão 63 provas através de uma equipe formada por 14 homens e seis mulheres. A natação ACD (atletas com deficiências) da LCN/Aquário Fitness cai na água neste domingo, 21, na piscina de 50 metros (aquecida) da Associação Atlética Botucatuense e irá defender São Carlos nos Jogos Regionais de São Carlos.
Sob a orientação do técnico Mitcho Bianchi, a equipe tentará defender o título, conquistado em 2018, quando São Carlos foi sede. Contudo, ele não fala em repetir a dose, pois uma cobrança faz com que a responsabilidade aumente ainda mais em Botucatu.
“Perdemos alguns atletas e vieram outros. O nível de competitividade do time permanece, mas não podemos pontuar um título. Me limito a dizer que temos chances”, analisou.
De acordo com o treinador são-carlense, os Regionais de 2019 terão um alto nível técnico, com equipes competitivas e reforçadas. “Tive uma base através do Paulista, onde vários clubes mostraram força”, disse. “Nos Regionais vamos brigar por pódio, mas acredito que Bauru é a favorita ao título através do investimento que foi feito. Eles terão vários atletas que compõem a seleção brasileira”, disse. “Piracicaba e Jaú também vem forte”, emendou. “Não podemos nos esquecer de Botucatu, cidade sede, que também se reforçou”, completou.
EQUIPE DE QUALIDADE
Após pontuar os principais adversários nos Regionais, Mitcho salientou que tem um time forte nas mãos e que acredita em boas performances de Henrique Nasser, Ronystony Cordeiro e Georgia Affonso, os reforços deste ano.
“São nadadores experientes e que irão brigar por vitórias. Mas temos outros excelentes atletas que irão em busca de medalhas também”, finalizou.
A LCN/Aquário Fitness tem a parceria da Fundação Educacional São Carlos (Fesc) e Secretaria Municipal de Esportes e Cultura (Smec).
QUEM COMPETE
Ronystony Cordero da Silva, Marcelo Franco, Henrique Sacomano Nasser, Diego Garbuio, Florisvaldo Conceição, Frank Cesar, Tiago Morelli, Gabriel Lima, Sebastião Carvalho, Maxuel Ferreira, Daniel Santos, Reginaldo Limão, Gabriel Purgato, José Roberto Sylvestre Junior, Jéssica Marchesini, Rosilene Bertolucci, Gisele Santos, Mariana Martins, Georgia Affonso e Isabela.
*Por: Marcos Escrivani
Espetáculo da Cia. Circo Mínimo – “Simbad, o Navegante”
Será apresentado no Sesc São Carlos no dia 20 de julho, sábado, às 16h30. GRÁTIS
SÃO CARLOS/SP - “Simbad, o Navegante”, é uma adaptação da história clássica das mil e uma noites, contada com um cenário todo formado por bambus. Nela, dois atores criam mundos, ilhas, barcos, baleias, pássaros gigantescos, tempestades e perigos, manipulando estruturas de bambus que dão suporte para as acrobacias.
A diretora Carla Candiotto, também responsável pelos dois espetáculos anteriores para crianças da Cia, é conhecida por seus trabalhos para esse público, aos quais ela imprime um estilo bem-humorado e inteligente, usando sempre o ator como base para a narrativa. Simbad não é diferente. Veja o que escreveu Dib Carneiro sobre o espetáculo na Revista Crescer:
“Nesta ótima adaptação da companhia Circo Mínimo, ‘Simbad, o Navegante’, está muito bem retratado e representado. A diretora Carla Candiotto, valendo-se inteligentemente de uma linguagem mista – teatro, dança, contação de histórias e circo – acertou mais uma vez no ritmo e no clima de encantamento que fisga a plateia desde o primeiro minuto.
(...) isso funciona demais com as crianças, reforçando conceitos, auxiliando o ritmo da narrativa. (...) o que mais chama a atenção neste espetáculo, fazendo dele antológico e inesquecível, é a estrutura móvel de bambu, de 4 metros de altura. Você não vai acreditar na versatilidade do material.
As varas de bambus impregnam o espetáculo de uma inacreditável agilidade, transformando-se em baleias, monstros, vestidos, chapéus, barcos, navios, pássaros, serpentes, trapézios, gangorras e tantos outros elementos importantes para o desenvolvimento dos sete contos narrados pelos dois atores.
No elenco estão Ronaldo Aguiar, conhecido e premiado palhaço de circo e de teatro (Doutores da Alegria, Circo Roda Brasil), que também possui formação em dança, e Rodrigo Matheus, fundador do Circo Mínimo, circense conhecido por seus trabalhos aéreos.
O Circo Mínimo foi criado por Rodrigo Matheus, em 1988, com o espetáculo de mesmo nome, o qual foi indicado para o prêmio MAMBEMBE (Categoria revelação, pela pesquisa de linguagem) naquele ano, em parceria com Alexandre Roit e Camila Bolaffi.
Em 1993, quando Matheus voltou a São Paulo, depois de morar por 4 anos na Europa, montou “Prometeu”, com direção de Cristiane Paoli Quito, parceira desde os tempos de teatro amador. Este espetáculo recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo do Festival de Curitiba de 1996, prêmio do público, e de Melhor espetáculo de rua, prêmio da crítica, no mesmo Festival.
História do Circo Mínimo
Em 1997, o Circo Mínimo produziu o espetáculo “Deadly”, dirigido por Sandro Borelli, criação da dupla No Ordinary Angels, composta por Deborah Pope e Rodrigo Matheus (criada na época em que Matheus morou na Inglaterra, e mantida desde então). Em 1998, este espetáculo foi o vencedor do III Festival de Teatro Físico e Visual da Cultura Inglesa e em 1999, do Total Theatre Awards - People's Choice, melhor espetáculo de Teatro Físico, na opinião do público do Fringe Festival de Edimburgo, Escócia.
Em 1998, produziu “Orgulho”, com direção de Carla Candiotto. Em 1999, Circo Mínimo apresentou todo seu repertório, juntamente com a estreia de “Moby Dick” (também dirigido por Cristiane Paoli Quito), no Centro Cultural São Paulo, em celebração de seus 10 anos.
Entre 1999 e 2002, a Companhia contou com um elenco de 8 atores. Com este elenco, em 2000 o Circo Mínimo estreou "Alados", criação coletiva, e “Ladrão de Frutas”, de Marcos Damigo, inspirado em “O Barão das Árvores”, de Ítalo Calvino, ambos dirigidos por Rodrigo Matheus.
Em 2001 estreou, no Festival da Cultura Inglesa-SP o monólogo “Gravidade Zero”, de Mário Bortolotto, dirigido por Elias Andreatto, e “História de Pescador”, com o elenco da Companhia, na piscina do SESC Consolação, São Paulo. Em 2002, estreou “Babel”, criação coletiva com elenco convidado, e direção de Rodrigo Matheus.
Em 2003, ano em que completou 15 anos de existência, montou o seu primeiro espetáculo infantil, “João e o Pé de Feijão”, dirigido por Carla Candiotto.
Em 2006, estreou “Road Movie”, vencedor do Cultura Inglesa Festival. Em 2007, estreou no interior paulista o espetáculo !Circo Máximo!, vencedor do Prêmio Funarte Miriam Muniz e do PAC Paulista. Em 2008, montou “Miranda e a Cidade”, de Aimar Labaki, no Teatro Popular do SESI e foi selecionado para o Programa Municipal de Fomento ao Teatro, com o projeto “Circo Mínimo – 20Anos – As Narrativas de Imagens”, que montou o espetáculo “NuConcreto”, a partir dos estudos do geógrafo Milton Santos, e remontagem e apresentação do repertório da Companhia, no início de 2009, no SESC Pompeia.
O Circo Mínimo fez parte da Central do Circo, entre 1999 e 2004, projeto contemplado duas vezes com o Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.
Serviço:
Local: SESC - São Carlos
Data: 20 de julho, sábado.
Horário: 16h30.
Ingressos: GRÁTIS.
Local: Unidade São Carlos – Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni – São Carlos – SP
Mais informações pelo telefone: 3373-2333
SÃO CARLOS/SP - Estrearam com vitória por São Carlos nos 63º Jogos Regionais do Estado de São Paulo as equipes de Handebol e Futebol Masculino, Xadrez e Vôlei de Praia Feminino. Futebol e Basquete Feminino e Masculino e a Bocha não tiveram a mesma sorte nesta quinta-feira (18/7), primeiro dia de competições.
O Handebol Masculino venceu Promissão por 35 a 15 e confirmou o favoritismo. Já a equipe de Futebol Masculino venceu por "WO" - do inglês walkover, ou “vitória fácil” - o Bariri, o adversário não fez a inscrição a tempo. A equipe de Xadrez venceu as 8 partidas disputadas, 4 pelo time Feminino e 4 pelo Masculino. O Vôlei de Praia Feminino venceu a equipe de Anhembi por dois sets a zero.
O Basquete Masculino, última equipe a entrar em quadra nesta quinta, perdeu para Promissão. A equipe Feminina desta modalidade foi derrotada por São Manoel. O Futebol Feminino perdeu por 1 a 0 de Pirajuí e a Bocha por 2 a 1 de Cafelândia.
“A estreia é sempre motivo de ansiedade. Talvez isso possa ter atrapalhado um pouco nossas equipes. Mas a avaliação é muito boa. Temos mais 9 dias de competição e esperamos muitas vitórias”, observou o chefe da Delegação, Fabiano Lourenço.
Sexta animada - O segundo dia de competições nesta sexta-feira (19/7) promete bastante animação e disputas bem acirradas nas diversas praças esportivas. Pela manhã São Carlos tem Vôlei de Praia Feminino contra Agudos e Masculino contra Pirajuí e a estreia do Handebol Feminino sub 20 contra Jaú e do Tênis de Mesa. A equipe de Bocha disputa contra Jaú e tenta uma vitória para permanecer nos Jogos e os times de Futebol Feminino, contra Barra Bonita, e Basquete Feminino, versus São Manoel, buscam a primeira vitória na competição.
No período da tarde jogam o Basquete Masculino contra os anfitriões desta edição dos Jogos, o Futebol Masculino contra Promissão, e as equipes de Xadrez. O congresso técnico do Ciclismo e do Taekwondo também acontecem nesta sexta.
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