Homenagens em sessão solene e no Jantar do Comerciante ocorrem neste sábado (27), a partir das 19h.
SÃO CARLOS/SP - Um espírito corajoso e desafiador. É desta forma que Irene Chiari Faccin, de 74 anos, se define ao falar da sua trajetória de vida. Educadora há mais de 50 anos, a empresária recebeu o título de Comerciante Homenageada do Ano. A celebração será neste sábado (27), em uma sessão solene na Câmara Municipal e no Jantar do Comerciante, realizado pela ACISC.
A eleição foi realizada no dia 3 de maio, pela diretoria da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Câmara dos Dirigentes Lojistas.
“Quando eu recebi o telefonema da ACISC, passou pela minha cabeça como um relâmpago, uma história de vida e dedicação. Eu me sinto muito feliz e muito honrada em receber esse título e quero agradecer pelas pessoas que me elegeram”, contou a empresária.
Neste ano, o Colégio Cecilia Meireles, em que é sócia-proprietária, completa 30 anos de trajetória. A empresária também fez parte da diretoria do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) da ACISC por oito anos.
“Por conta da minha trajetória, sempre que entro na ACISC sinto como um ambiente especial. Para nós, isso é uma motivação para continuar trabalhando. Eu estou vendo o meu trabalho reconhecido e isso é gratificante”, emocionou-se Irene.
História de vida
Nascida em 19 de outubro de 1945, Irene formou-se professora em 1966. Em 1967, casou-se com Osmar Faccin, comerciante de automóveis, com quem teve dois filhos, Osmar Faccin Junior e Alexandre Faccin, que lhe deram três netos: Amora, de 3 anos, Vincenzo, de 6 anos, e Ornella, de 1 ano.
Depois de casada, formou-se em Pedagogia e se especializou em educação infantil, exercendo o magistério durante 15 anos. Em 1982 abriu sua primeira empresa, a ‘Escola de Educação Infantil Cachinhos de Ouro’. Nesta época, Irene conheceu Giselda Fernandes Russo, proprietária da Escola de Educação Infantil Pequeno Polegar, e Paulo Cesar Migliato, proprietário da Escola de Educação Infantil Paraíso Infantil, com quem criou o Colégio Cecília Meireles, em 1989.
“Lembro que nós tivemos o privilégio de entrar e contato com a família da Cecília, que na época não era tão conhecida como era hoje, e quem nos deu a honra de colocar o nome dela foi o neto dela. E seguimos honrando seu nome até hoje”, contou a empresária.
Eram apenas 60 alunos e três séries iniciais no Ensino Fundamental, que ao longo dos anos tiveram a sua continuidade, até completar o Ensino Médio em 1995. No ano seguinte veio a união das escolas maternais, formando o Coleginho Cecília Meireles, que desde então recebe crianças de 4 meses até 5 anos.
“É gratificante a gente saber que os pais confiam em nós a educação do seu bem maior, e o pai que investe na educação do filho sabe que eles vão ter maiores oportunidades, maiores escolhas. O mundo se abre com a educação”, finalizou Irene.
Homenagens
As comemorações devem ocorrer na noite de sábado (27). A sessão solene terá início às 19h, na Câmara Municipal, e o Jantar do Comerciante realizado pela ACISC começa às 21h, na Oasis Eventos.
*Por: ACISC
SÃO CARLOS/SP - Uma mãe desesperada procurou a Rádio Sanca e está divulgando nas redes sociais o desaparecimento de sua filha Evelyn Cristina da Silva Couto.
Segundo a mãe, a menina de 14 anos, por volta das 14h de ontem, 23, disse que iria para a casa da avó no Jardim Beatriz, porém até as 18h do mesmo dia a filha não retornou e a genitora preocupada ligou para avó para saber da jovem, porém a avó relatou que a neta não apareceu por lá.
A mãe disse que está ligando insistentemente para telefone celular da jovem que toca, mas ninguém atende. Hoje, 24, por volta da 01h da madrugada a mãe foi até o Plantão Policial, onde registrou o Boletim de Ocorrência (BO).
Se alguém tiver alguma informação, a mãe Laine Cristina, pede para entrar em contato pelo fone (16) 99417-4468.
BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem (23), em cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que institui o Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural (CMGN), com o objetivo de estimular a competição no setor. A estatal Petrobrás detém o controle tanto da produção como da distribuição do gás natural no país, apesar deste monopólio ter sido quebrado na legislação em 1997. O objetivo do governo com essa política é concretizar a abertura para novas empresas, o que não ocorreu ainda.
"É uma quebra de dois monopólios, basicamente. O monopólio de produção e exploração de gás natural, como recurso básico, e também dos monopólios estaduais na distribuição", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Apesar de não cravar um número definitivo, Guedes disse que técnicos do governo estimam uma queda no preço do produto em até 40% em dois anos.
"Tem gente muito boa que estima em até 40% em dois anos a queda do preço do gás natural no Brasil. Nós temos certeza que o preço vai cair, porque nós vamos aumentar brutalmente a oferta, com um choque de investimentos no setor. Então, que o preço vai cair, vai, agora se vai cair 20%, 30%, 40% ou mais, não sabemos", disse.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o preço do combustível no Brasil, que é um dos grandes produtores mundiais, é um dos mais altos entre os 20 países mais ricos do mundo, superiores a países que não produzem o combustível, como o Japão.
"Apenas para citar alguns exemplos, enquanto nos Estados Unidos o gás entregue para as distribuidoras custa, em média US$ 3,13 por milhão de BTU [unidade de medida internacional de gás], aqui o preço está acima de US$ 10 por milhão de BTU. Maior do que os preços praticados no Japão, país que importa a totalidade do gás consumido", disse Bento Albuquerque.
Segundo o ministro, o alto custo tem um forte impacto na indústria, que tem um uso intensiva deste insumo.
"No caso particular do gás, o que se viu foi a configuração de um mercado concentrado, tanto na oferta quanto na comercialização, resultando no elevado preço do gás ofertado, afetando diretamente os custos das empresas nacionais frente aos seus competidores estrangeiros. Vale salientar que o gás natural impacta de forma significativa o segmento industrial, representando, em alguns casos, até 50% dos custos de produção", disse.
O processo de desconcentração do mercado de gás ainda deve levar alguns anos para ocorrer. Um acordo entre a Petrobras e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que obriga a estatal a vender ativos na área de distribuição e transporte, por exemplo só deve ser concluído em 2021.
"Tem toda uma questão de resoluções que vem. Quebra de monopólio não vai ocorrer da noite para o dia", disse Juliana Falcão, especialista em energia na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo ela, os segmentos que mais devem se beneficiar com a redução do preço do gás são as indústrias química, de cerâmica, de vidro, siderurgia, alumínio e papel celulose. Nesses setores, o consumo de gás chega perto de representar 50% dos custos. "O custo do gás é muito alto quando você compara com outros países, então Brasil perdeu muita competitividade por conta dessa questão".
O Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural terá como principal atribuição a proposição de medidas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Segundo o governo, os pilares do programa são a promoção da concorrência, harmonização das regulações estaduais e federal no setor, estímulo à integração do setor de gás com os setores elétrico e industrial e remoção de barreiras tarifárias que impedem a abertura do mercado e a competição.
O colegiado será composto por membros da Casa Civil da Presidência da República e dos Ministérios da Economia, de Minas e Energia, do Cade, da ANP e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
*Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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