SÃO CARLOS/SP - As pessoas que sofrem com a fibromialgia buscam apoio junto às Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e Congresso Nacional para aprovação de leis que amenizem os transtornos causados pela doença.
Em São Carlos, o vereador Roselei Françoso (Rede) recebeu a representante da Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas (Anfibro) na terça-feira (24). O objetivo da entidade é aprovar uma lei que garanta às pessoas com fibromialgia atendimento preferencial em filas e a permissão para estacionar nas vagas destinadas a idosos, gestantes e deficientes.
A representante voluntária da Anfibro em São Carlos, Tatiana Sílvia Magri, informou sobre os esforços feitos pela Associação. “Vários municípios já aprovaram leis semelhantes”, disse. Roselei apresentou a Lei nº 19.136/2019, de autoria da vereadora Laíde das Graças Simões (MDB), que institui o dia 12 de maio como o “Dia de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia”, além de palestras e debates sobre o tema.
“A solicitação da Anfibro, que representa as pessoas que sofrem com essa doença, é perfeitamente razoável, elas convivem com dores constantes, por isso nada mais justo aprovarmos essa legislação”, salientou Roselei. “Eu e a vereadora Laíde já conversamos e iremos dar entrada ao aprimoramento da lei”, frisou.
“O nosso papel como vereadores é olhar para a realidade das pessoas e tentar ajudar. Neste caso, é perfeitamente possível instituir a preferência em filas e estacionamento para quem sofre com a fibromialgia”, destacou Laíde.
A fibromialgia foi incluída no Catálogo Internacional de Doenças em 2004, é uma doença multifatorial e de causa desconhecida. Segundo o médico Dráuzio Varela, a dor crônica migra por vários pontos do corpo e se manifesta especialmente nos tendões e articulações.
Os portadores, em sua maioria mulheres entre 30 a 55 anos, possuem sensibilidade maior à dor e podem sentir síndrome do intestino irritável, sensação de pernas inquietas, dores abdominais, queimações, variação de humor, insônia, falta de memória e concentração e distúrbios emocionais e psicológicos.
O diagnóstico é clínico, não há cura e o tratamento é a única maneira do paciente minimizar as severas restrições à existência. “Sinto muita dor no corpo inteiro. É uma dor que não tenho palavra para definir a intensidade”, conta Tatiana. “Essas dores me impossibilitam até nas atividades do dia a dia, afazeres domésticos e vida social”, explica. Tatiana já ficou um mês sem os movimentos da mão direita e com dificuldades para caminhar. “Não consigo fazer metade do que fazia antes”, lamenta.