Público de todas as idades teve a chance de assistir a diversos espetáculos
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos preparou e organizou diversas atividades que marcaram os 50 anos do Teatro Municipal “Dr. Alderico Vieira Perdigão”, comemorados nesse domingo, dia 21 de abril. Pela manhã, às 10h, o espetáculo “Lado de Lá” da Cia LuarNoAr foi para o público infantil com uma mágica viagem de histórias africanas. Já à tarde, às 16h, a Orquestra Jazz Sinfônica Brasil trouxe o Quinteto Pixinguinhas e, à noite, às 20h, o ballet com Faces Ocultas Cia. de Dança e o “O Lago do Cisne”.
Estiveram presentes o atual prefeito Airton Garcia, o prefeito que à época inaugurou as instalações, José Bento Carlos do Amaral, o presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, os vereadores Roselei Françoso, Laíde Simões e Rodson Magno, o neto do ex-prefeito Alderico Vieira Perdigão, Daniel Perdigão, vários secretários municipais e diretores da gestão atual, entre eles Edson Ferraz, secretário de Esportes e Cultura e Carlos Alberto Caromano, diretor de Artes e Cultura.
Para o prefeito Airton Garcia a cultura no município tem um olhar carinhoso e diferenciado do poder público. “Esse Teatro é o grande palco das atividades culturais de São Carlos. Por isso, é importante e necessário que ele seja mantido bonito, arrumado e, principalmente, funcionando. Desde que assumimos, fizemos questão de não poupar esforços para garantir o lugar de destaque que esse espaço merece”.
Já o secretário de Esportes e Cultura, Edson Ferraz, salientou que o trabalho de recuperação feito pela sua pasta juntamente com a Prohab, foi uma determinação do prefeito, e isso permitiu que o Teatro ganhasse um novo visual em suas áreas externa e interna. “Quem ganha com isso, mais uma vez, é a população de São Carlos de maneira geral, e todos os artistas, de modo específico. O Teatro é um patrimônio da cidade, de um valor histórico enorme, e a manutenção deve e precisa ser feita para garantir em atividade um dos maiores símbolos da cultural local. Iluminação, cadeiras, ar condicionado, som e cortinas, são alguns exemplos de setores que tiveram uma melhoria significativa. Além, claro, de ter o AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, que é fundamental em locais que tem grande movimento de público. Portanto, estamos orgulhosos com tudo o que foi feito e, temos certeza, que muito mais ainda necessita ser feito e, na medida do possível, faremos”, disse Edson Ferraz.
Homenagem - José Bento Carlos do Amaral, emocionado por ter inaugurado o Teatro como prefeito em 1969, cuja pedra fundamental foi lançada por Alderico Vieira Perdigão, em 1956, disse que foi um momento de grande satisfação e orgulho ter recebido o convite do prefeito Airton Garcia para a homenagem. “Existe um ditado popular que fala que as pessoas devem ser homenageadas enquanto estão vivas. Através dessa ‘sabedoria popular’ é possível imaginar o quanto estou feliz por essa situação. Afinal, a história desse Teatro foi, é e será sempre determinante para a cultura local, regional e nacional”.
Ângelo Bonicelli, diretor teatral, também foi homenageado pela Prefeitura. Conhecido como “Italiano”, estreou no Teatro em 28 de abril de 1951, na peça "Amor por anexins", de Arthur Azevedo, direção de Francisco Marmorato, no antigo Teatro São José. A partir de então desenvolveu vigorosa carreira como ator e grande incentivador do teatro amador paulista. Foi um dos fundadores da FETAC (Federação de Teatro Amador do Centro), da COTAESP (Confederação de Teatro Amador do Estado de São Paulo), e dirigiu o Teatro Municipal “Dr.Alderico Vieira Perdigão” durante 22 anos. Foi um dos fundadores e presidente do Conselho Deliberativo do ICACESP (Instituto Cultural de Artes Cênicas do Estado de São Paulo), sediado em São Carlos.
Histórico - Em 1969 aconteceu o primeiro Festival Nacional de Teatro Amador de São Carlos, que teve apresentação do espetáculo “Esperando Godot” com a participação da atriz Cacilda Becker. Na ocasião, o teatro recebeu a denominação “Dr. Alderico Vieira Perdigão”, em homenagem ao seu idealizador. Em 19 de novembro de 2003, a Prefeitura recebeu do Ministério Público do Estado de São Paulo a intimação que determinava a suspensão das atividades no Teatro Municipal de São Carlos por causa da falta de acessibilidade e adequações de acordo com a legislação atual. O prefeito na época, Newton Lima, determinou a reforma que teve o número de poltronas aumentado em 40 lugares, passando sua capacidade para 404 pessoas. As poltronas foram feitas no mesmo modelo da Sala São Paulo para melhorar a acústica. Na entrada do Teatro foram colocadas rampas e um elevador foi instalado dentro do prédio proporcionando total acessibilidade.
A bilheteria foi informatizada, o ar-condicionado instalado (antes não havia) e a área administrativa ampliada. O Teatro de Arena ‘José Saffioti Filho’ também passou por reforma: os muros que encobriam o local foram retirados para que o acesso da população fosse totalmente aberto. No total, em 2003, portanto há 16 anos, a reforma custou R$ 4,5 milhões, sendo R$ 3,7 milhões da Petrobras e R$ 765 mil de contrapartida da Prefeitura de São Carlos.
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SÃO CARLOS/SP - O Centro de Manutenção Pesada (MRO) da LATAM Airlines Brasil finalizou a manutenção da aeronave Airbus A319 prefixo HC-CPZ, da LATAM Airlines Equador, que foi o primeiro avião a fazer o desembaraço aduaneiro em São Carlos (SP) no último dia 21 de março. A manutenção, prevista para ocorrer em 27 dias, foi finalizada com 24h de antecedência, tornando-se um marco para o MRO. O avião partiu para o Equador às 8h da última quinta-feira (18/4).
Ao tornar o processo alfandegário mais rápido e eficiente, o MRO projeta absorver mais 14% da demanda por manutenções pesadas das aeronaves do Grupo LATAM. Trata-se, portanto, de um passo importante para o MRO porque nos torna ainda mais competitivos internacionalmente e, sobretudo, uma referência no mundo.
BRASÍLIA/DF - Com a promessa de que o governo vai fiscalizar o cumprimento da tabela de preços mínimos para o frete rodoviário, caminhoneiros descartaram nesta segunda-feira a ameaça de uma nova paralisação. Cerca de 30 representantes da categoria estiveram reunidos por quase quatro horas com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na sede da pasta em Brasília. Ao deixar o encontro, eles afirmaram que as bases “foram acalmadas”.
“Não houve um acordo, mas sim um compromisso de uma agenda positiva”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno. Ele disse que os representantes levaram ao governo algumas questões que não eram de conhecimento das autoridades e que em troca receberam o compromisso de que a tabela será de fato fiscalizada. “Esse compromisso deve acalmar as bases e não deve haver paralisação nesse momento”, disse.
Outra questão que, segundo os representantes, teria sido fechada pelo governo é a promessa de que a tabela será reajustada de acordo com as mudanças do preço do diesel. O primeiro reajuste seria feito até o dia 29, de acordo com as alterações que o valor do combustível sofreu desde o início do ano. Segundo Bueno, o governo ficou de calcular de quanto será essa mudança. “A categoria está confiante nesse governo”, disse.
Um dos líderes da categoria, Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, afirmou que os próprios caminhoneiros deverão serem agentes de fiscalização, levando denúncias de empresas que não estão cumprindo a tabela à CNTA, que por sua vez repassará à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e governo. O ministério teria se comprometido também a retirar multas a motoristas que fizerem as denúncias.
Dedeco que participou da convocação de uma nova paralisação para o dia 29 de abril pediu que os caminhoneiros “se acalmem e esperem”.
Confiante
Mais cedo, o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não vê risco de uma nova greve geral de caminhoneiros. “Ele (o presidente) está confiante de que não haverá uma parada por parte dos caminhoneiros”, disse.
Na semana passada, líderes dos caminhoneiros autônomos, insatisfeitos com o pacote anunciado pelo governo e com o aumento de 10 centavos no preço do diesel, agendaram uma paralisação para o dia 29 de abril. "A expectativa do governo do presidente Jair Bolsonaro, que mantém diuturnamente canal de ligação aberto com a categoria, é de que não há motivos para essa paralisação", disse Rêgo Barros.
A avaliação do governo é que o principal problema dos caminhoneiros é a falta de fretes, já que empresas começaram a montar a própria frota para burlar a exigência de pagar o preço mínimo do frete, uma das medidas adotadas pelo ex-presidente Michel Temer para colocar fim à greve de maio do ano passado, que provocou uma crise de abastecimento no País.
Segundo o porta-voz, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) faz acompanhamento cerrado e análises de risco e há convicção do presidente do “espírito patriótico” dos caminhoneiros. "Com base nesse espírito patriótico que o presidente, somando-se ao acompanhamento realizado por outros órgãos do governo, entende que no momento as condições para estabelecimento dessa parada não se fazem presentes", relatou o porta-voz.
Ontem, lideranças de diversas regiões do País estiveram reunidas por mais de três horas com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A intenção dos representantes era cobrar do governo o cumprimento da tabela de preço mínimo do frete, a fiscalização do dispositivo e também a adoção de um gatilho que atrele reajustes do diesel ao piso do transporte.
O risco de uma paralisação fez com que Bolsonaro ligasse ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e pedisse que suspendesse o reajuste no preço do diesel. No dia, a petroleira teve perda de R$ 32 bilhões no seu valor de mercado porque o mercado reagiu mal ao que considerou uma intervenção. Na semana passada, Castelo Branco anunciou aumento de 0,10 centavos no litro do diesel. Horas antes do anúncio, o Planalto anunciou uma série de medidas para a categoria, como linha de crédito do BNDES para manutenção dos veículos e R$ 2 bilhões para manutenção das estradas.
*Por: Camila Turtelli, Felipe Frazão, Mariana Haubert e Tânia Monteiro/ESTADÃO
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