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Henrique

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Campanha será realizada nos dias 12 e 13 de julho e devem aquecer as vendas de julho.

SÃO CARLOS/SP - Nos próximos dias 12 e 13 de julho, a Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) promove a terceira edição da campanha Liquida São Carlos, em comemoração ao Dia do Freguês, celebrado em 15 de julho.

Com o objetivo de aquecer as vendas em julho, as lojas deverão oferecer descontos de até 60% em produtos para o consumidor. Todos os lojistas podem participar gratuitamente da campanha.

“Essa é uma ótima oportunidade para a queima de estoque das lojas e trazer visibilidade para o comércio, afinal, descontos e promoções atraem muito os consumidores e aumentam as vendas”, destaca o presidente da ACISC, José Fernando Domingues.

Horário especial

Para ajudar nas vendas e fomentar o comércio, na sexta-feira (12) as lojas devem funcionar das 9h às 22h, enquanto no sábado (13), ficam abertas das 9h às 17h.

Participantes

Segundo o presidente da ACISC, qualquer lojista poderá participar da campanha e aproveitar para ‘queimar estoques’. A adesão é gratuita.

“A ACISC fica responsável pela divulgação destes dois dias, enquanto o lojista deve oferecer descontos especiais, além e também decorar sua loja e vitrines com as cores preto e amarelo”, explicou Domingues.

Para participar da campanha, o lojista deve entrar em contato com a ACISC pelos telefones (16) 3362-1900 e (16) 99639-6201 e solicitar a inclusão do nome de sua empresa na lista de lojas participantes da promoção.

 

*Por: ACISC

SÃO CARLOS/SP - Os PMs Cabo Machado e Soldado Henrique detiveram um sujeito com drogas na Rua Lázaro Santos, região sul de São Carlos.

Neste último Domingo (30), os Policiais realizavam patrulhamento pelo bairro Cidade Aracy, quando avistaram o indivíduo que ao ver os Militares se assustou. Diante disso foi abordado e ao ser revistado foi localizado entorpecente e dinheiro.

O rapaz foi conduzido ao Plantão Policial, onde foi registrado o caso a droga apreendida e o sujeito liberado.

Famosa galinha azul da plataforma de vídeos mais populares do planeta chega ao shopping com atrações exclusivas

SÃO CARLOS/SP - Sucesso absoluto na internet em todo o mundo, a Galinha Pintadinha já ultrapassa a marca de 19 bilhões de views e está presente em diversos países no mundo, representando um marco inédito em produções brasileiras na plataforma de vídeos online.

A personagem mais amada pelos bebês e crianças, estará no Shopping Iguatemi São Carlos, com o evento inédito "Parque da Galinha Pintadinha e sua Turma", de 01 a 28 de julho, todos os dias da semana, das 14 às 20 horas, na rotatória em frente à "Riachuelo" e também ao lado da loja "Quem Disse, Berenice?".  

Em pleno período de férias escolares da criançada, as atrações oferecem diversão para toda a família, que vão desde áreas exclusivas para bebês até visitas ao Castelo da Galinha Pintadinha. Outras atividades de destaque são as oficinas de pintura e massinha na Cozinha da Borboletinha; lounge de dança das Naftalinas; Arena Radical do Pintinho Amarelinho; Torre da Dona Aranha com escorregador espiral, além de um estúdio de fotos exclusivo e inédito com as fantasias de personagens para as crianças vestirem e registrem momentos de muita descontração.

E não acaba por aí: para todos que gostam de brincar com a tecnologia, terá ainda a "Caça aos ovos", aplicativo gratuito via Google Play e Apple Store, para caçar ovinhos pelos corredores do shopping, e colecionar figurinhas do tema em um álbum virtual.

Para que o encantamento seja ainda mais completo, o público poderá conhecer "ao vivo" a Galinha Pintadinha e o Pintinho Amarelinho. Os encontros com os personagens acontecerão aos finais de semanas, das 14 às 20 horas, com sessões de meia em meia hora. As senhas devem ser retiradas com 1h de antecedência no local do evento. O "Parque da Galinha Pintadinha e sua Turma" foi concebido pela empresa Ludi Entretenimento, licenciada da Bromélia Produções, proprietária da marca.

Sobre o Shopping Iguatemi São Carlos

O Iguatemi São Carlos é o segundo shopping da Iguatemi Empresa de Shopping Centers no interior de São Paulo. Inaugurado em setembro de 1997, consolidou-se como um polo de compras e entretenimento da cidade e região, reunindo o melhor do varejo nacional, opções gastronômicas diferenciadas, lazer e serviços.

Localizado no bairro Parque Faber, área nobre de São Carlos, são mais de 100 lojas que formam um mix completo para quem deseja realizar suas compras com comodidade e segurança. O shopping conta ainda com um cinema, desenvolve uma série de atividades culturais para toda a família e realiza iniciativas sociais para o município.

Na hora do almoço, o estacionamento do shopping é gratuito para todos que consumirem a partir de R$15 nas lojas de alimentação. A gratuidade aplica-se de segunda a sexta-feira, no período das 11h às 14h, exceto em feriados.

 Mais informações você encontra no site do Iguatemi São Carlos: www.iguatemisaocarlos.com.br

Serviço:

Espetáculo: Parque da Galinha Pintadinha e sua Turma

Data: de 01 a 28 de julho de 2019

Horário: das 14 às 20 horas

Local: na rotatória em frente à "Riachuelo" e também ao lado da loja "Quem Disse, Berenice?"

Shopping Iguatemi São Carlos

Endereço: Rua Passeio dos Flamboyants, 200, São Carlos

Informações: www.iguatemisaocarlos.com.br

BRASÍLIA/DF - Os brasileiros com mais de 40 anos têm fácil memória das estratégias das famílias para mitigar os efeitos da hiperinflação sobre a renda nos anos 1980 e 1990. “Era uma ginástica danada. Tinha que ir atrás de promoções e nem sempre eram suficientes”, conta Rute Maria de Souza, dona de um restaurante self-service há quase 30 anos na zona central de Brasília.

Tendo que repor constantemente a despensa da cozinha do estabelecimento, a empresária ia mais de uma vez ao dia em supermercados e sempre via a mesma cena: “Eu me lembro das remarcações no mercado. Quando chegava, lá estava a maquininha trabalhando”.

Para fugir das intermináveis remarcações, a então professora de ensino fundamental Cléia Gerin, mãe de quatro filhos, estocava alimentos, material de limpeza e sabão para lavar roupa. “O feijão ficava velho, e assim era mais difícil de cozinhar. Acabava que gastava mais gás”, comenta, ao citar a necessidade de sempre comprar mais do que efetivamente precisava no mês para fugir da imparável subida de preços.

“A partir do momento em que recebia, era aquela loucura de ir ao mercado para comprar o máximo que pudesse, para durar o mês todo, e para não ter que voltar porque no dia seguinte o preço seria diferente”, descreve ao recordar os tempos de inflação galopante.

Apesar das dificuldades, Cléia era professora da rede pública do Distrito Federal e tinha a segurança do pagamento todo mês. Em alguns momentos, era acrescido em sua remuneração um “gatilho” para repor as perdas inflacionárias.

Essa hipótese não existia para todos os brasileiros, como João Batista, engraxate há 45 anos em um ponto no Setor Comercial Sul de Brasília. Ele não podia majorar o preço do serviço quando precisava atualizar sua remuneração. “Só podia aumentar quando a passagem [do ônibus] aumentava”, revelando um incidental indexador da renda para trabalhadores autônomos.

A vida de João Batista foi positivamente marcada pela estabilidade monetária após o Plano Real. “Eu não tinha nada. Hoje, graças a Deus e de tanto eu trabalhar, consegui minha casa, consegui formar meus filhos”, orgulha-se.

Comunicação e convencimento

Pessoas como a pequena empresária Rute, a assalariada Cléia e o autônomo João tiveram ser convencidas que a moeda que entrou em circulação em 1º de julho de 1994, o real, não era mais uma tentativa fadada ao fracasso para estabilizar a economia, como ocorreu em seis planos emergenciais anteriores: Cruzado 1 (fevereiro de 1986); Cruzado 2 (novembro de 1986); Bresser (junho de 1987); Verão (janeiro de 1989); Collor 1 (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991).

A comunicação foi um ponto chave para que o Plano Real, implementado em etapas, fosse assimilado e tivesse engajamento. “Sem muita explicação, verbo, liderança e apoio da mídia não se consegue o principal, que é convencer, ou seja, vencer junto tanto com as cúpulas político-tecnocráticas como, principalmente, junto com o povo”, assinala o presidente Fernando Henrique Cardoso, em nota à imprensa sobre os 25 anos da iniciativa.

O jornalista Thomas Traumann, autor do livro O Pior Emprego do Mundo, que narra a trajetória de 14 ministros da Fazenda desde 1967, também aponta para o cuidado com a disseminação das medidas econômicas no lançamento do real.

Segundo Traumann, o Plano Real contou com “apoio didático preponderante da mídia”. “Os telejornais foram favoráveis ao plano desde o seu dia zero”, destaca. A informação sem sustos evitou comportamentos que em outros planos criam corrida a bancos, supermercados e postos de combustível. “Não houve surpresa. Isso foi fundamental”, acrescenta.

A transparência é elogiada até pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, crítico de alguns resultados da medida. “O Plano Real foi uma pequena joia que fará a glória dos competentes economistas que o conceberam. Mostrou que mesmo projetos complexos, quando expostos na sua integridade (começo, meio e fim), podem ser compreendidos e contar com suporte da sociedade”, escreveu à Agência Brasil. Ele admitiu que quando viu “o povo comprando berinjela em URV”, Unidade Real de Valor, ficou “na maior alegria” e viu “que o controle da inflação seria bem-sucedido”.

Ajuste fiscal e troca da moeda

De acordo com o site do Banco Central, o plano desenvolveu-se em três fases a partir do segundo semestre de 1993. Antes de a moeda entrar em circulação, houve um “esforço de ajuste fiscal, com destaque para a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), concebido para aumentar a arrecadação tributária e a flexibilidade da gestão orçamentária em 1994 e 1995”.

O FSE desvinculou despesas e receitas orçamentárias. “De social, [o FSE] não tinha nada, mas foi a primeira vez em que se fez um ajuste nas entranhas das contas do governo”, aponta Thomas Traumann. Segundo ele, ali começou a haver uma preocupação sobre os limites até onde poderia ir o déficit público.

O economista José Ronaldo Souza Júnior, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinala que a inflação produzia desequilíbrios nas contas públicas e dificultava a percepção do rombo. “Nem sequer tínhamos uma contabilidade pública na época. A clareza a respeito era muito pouco. Com inflação muitíssimo elevada e o déficit sendo coberto com emissão de moeda, havia uma nuvem que dificultava enxergar o problema”, disse.

Além do FSE, Souza Júnior pondera que “uma série de medidas foram tomadas com o objetivo de organizar o setor público porque se sabia que haveria uma redução de arrecadação do que se chama imposto inflacionário [quando a arrecadação sobe mais por causa do aumento de preços]”.

A gestão fiscal exigiu limitação da emissão de moeda e beneficiou-se da compra de títulos da dívida externa no mercado financeiro internacional antes do lançamento do plano. Mais adiante, o ajuste levou à renegociação das dívidas dos estados com a União e à imposição de controles das contas pelos entes federativos.

“Compreendemos que a ‘mágica’ de cortar zeros, mudar o nome da moeda ou mesmo da URV precisava de apoio em um processo de controle dos gastos públicos, renegociação das dívidas externas, privatização de bancos estaduais, enfim de uma reforma do estado. Lembre-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal só foi aprovada em 2000 e as privatizações tomaram anos (vide telefônicas) para que seus efeitos positivos fossem sentidos”, descreve em nota o presidente e ex-ministro da Fazenda FHC.

A segunda etapa, iniciada com Medida Provisória nº 434, assinada pelo então presidente Itamar Franco em 27 de fevereiro de 1994, estabeleceu a utilização de uma moeda escritural, a citada Unidade Real de Valor (URV), que serviu como uma ponte para conversão monetária entre o cruzeiro que deixaria de existir para o real que entraria em circulação quatro meses depois.

Na última fase, iniciada há exatos 25 anos, finalmente se introduziu o real. O novo padrão monetário “implicou a necessidade de rápida e abrangente disponibilização do novo meio circulante a partir de 1º. julho de 1994”, registra página eletrônica do BC.

 

*Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil

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