SÃO CARLOS/SP - Durante a 9ª Conferência Municipal de Saúde de São Carlos “Democracia e Saúde – Saúde como Direito e Consolidação e Financiamento do SUS”, realizada no último sábado (13/4), na USP, foram votadas 5 propostas por eixo temático: Eixo I - Saúde como Direito, Eixo II - Consolidação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), Eixo III - Financiamento adequado e suficiente para o SUS e Eixo IV - Participação Social: Cidadania, ética, direitos e deveres, para emancipação do coletivo.
Entre as propostas mais votadas por eixo estão a abertura de concurso para contratação de equipe multiprofissional (Técnicos de Enfermagem, Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta, Gerontólogo, Psicólogo, Psiquiatra, Nutricionista, Educador Físico, Intérprete de Libras, Farmacêutico, Oficineiros, Educador Social, Técnico de Farmácia, Guia Intérprete para Surdo-cegos, Agentes Comunitários de Saúde, Médicos de Família); consolidação da estratégia de saúde da família como modelo único de atenção; revogação imediata da Emenda Constitucional 95; aumento do percentual de financiamento para a Atenção Básica nas três esferas de governo; implantação dos Conselhos Gestores Locais em todas as Unidades de Saúde e promoção de ações de educação popular em saúde, com focos abrangentes tais como: direitos e deveres dos usuários. Todas as propostas podem ser vistas pelo link da Conferência no https://preconferenciasaudesaocarlos.files.wordpress.com/2019/04/propostas-mais-votadas-na-9c2aa-cms.pdf
O médico Alexandre Padilha, deputado federal e ex-ministro da Saúde, palestrante da Conferência Municipal, falou da importância das discussões. “Elas são fundamentais, sem ouvir a população, os usuários, os trabalhadores e gestores, não conseguimos discutir um assunto tão complexo como a saúde”.
Padilha também falou do fortalecimento da atenção básica. “Uma boa saúde começa com a atenção básica forte, com a saúde perto de onde a pessoa vive, fazendo a prevenção, os cuidados. Todo município tem que ter a atenção básica como sua grande prioridade”, acredita o ex-ministro da Saúde.
Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Denilson Tochio, uma das grandes lutas do Conselho é justamente o fortalecimento da atenção básica. “Uma vez que você fortaleça a atenção básica, você diminui o atendimento em custos de serviços de atendimento em média complexidade. Muitos problemas podem ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde, nas Unidades de Saúde da Família, diminuindo dessa forma o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento. Precisamos conscientizar a população para usar bem os serviços de saúde”.
Mariiinha Pereira, usuária, acredita que o SUS é um a patrimônio como é a Amazônia. “A sociedade tem que conhecer e participar para poder fazer valer os seus direitos. As pessoas precisam entender que a prevenção é o caminho e prevenção se faz nas unidades básicas e de saúde da família. À hora de ir a UPA é na emergência, naquela hora que a dor não tem mais jeito. Se todo mundo tiver essa consciência o SUS vai melhorar muito em todo o Brasil”, aposta a usuária.
“As pessoas precisam entender que os profissionais que trabalham na atenção básica conseguem resolutividade em 80% dos casos atendidos, mas é uma área que precisa de mais investimentos, de mais profissionais”, acredita Tânia Narciso, médica da Unidade de Saúde da Família do Antenor Garcia.
A Conferência também contou com a participação de representantes da Secretaria de Cidadania e Assistência Social. “As pessoas que vão até o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) são orientadas sobre direito a saúde, a cidadania de uma forma geral, direito aos equipamentos e muitas são usuárias do bolsa família. Nós acompanhamos essas famílias e elas têm que ter acesso a esse tripé: saúde, educação e assistência social”, explica Graciane Cristina Eufrazio de Moura, coordenadora do CRAS do bairro São Carlos VIII.
Marcos Palermo, secretário de Saúde de São Carlos, também acredita que o fortalecimento na atenção básica é a saída. “Vamos focar na atenção básica e como um dos nossos maiores problemas é o déficit de pessoal, pretendemos fazer uma emergencial para a contratação de médicos, entre eles clínicos gerais e de especialidades como pediatria, ginecologia e vascular. Somente dessa forma vamos diminuir a fila reprimida”.
As propostas de âmbito estadual e/ou nacional serão levadas à Conferência Macrorregional, que ocorrerá no dia 7 de maio em Barretos/SP. Já as propostas de âmbito exclusivamente local serão encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde, para que possam compor a Programação Anual de Saúde e outros instrumentos de planejamento da pasta.
SÃO CARLOS/SP - O Fundo Social de Solidariedade de São Carlos lançou na manhã desta segunda-feira (15), no auditório do Paço Municipal, a Campanha do Agasalho 2019. As doações poderão ser feitas até o dia 15 de julho.
O tema desse ano é “Aumente a Temperatura neste Inverno – Transforme Solidariedade em Felicidade”. O objetivo é arrecadar agasalhos, cobertores, edredons, calçados fechados e roupas de frios para bebês, tudo em bom estado para distribuir para entidades cadastradas e pessoas que necessitam.
As doações já podem ser feitas em todas as escolas municipais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde da Família (USF), secretarias municipais, Paço Municipal, Câmara Municipal, Polícia Militar (38º Batalhão da PM e 38º BPMI - 1º Cia PM), Guarda Municipal, Bombeiros, Tiro de Guerra, PROCON São Carlos, Fundação Educacional São Carlos (FESC), Centros da Juventude do Monte Carlo e do Cidade Aracy II, SENAC, TUSCA – Atlética UFSCar e USP, Iguatemi São Carlos, Instituto MIX, Papelão S/A, Ordem DeMolay - Águias do Oriente, Essencial Nutrição, unidades da Ultragaz, São Carlos ambiental e UNICEP.
“Ano passado arrecadamos aproximadamente 50 mil peças e agora a nossa meta é chegar a 90 mil. Acredito num grande envolvimento da população e pedimos que sejam doadas roupas, cobertas e calçados em bom estado de conservação e limpos. Também solicitamos aos empresários que colaborem com a doação de cobertores, pois para uma grande empresa a doação de 100, 200 cobertores não é difícil, mas para as famílias carentes adquirir um que seja é quase impossível”, ressaltou a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Lucinha Garcia.
De acordo com a diretora do Fundo Social, Lessandra Almeida, tudo que é arrecadado passa por uma triagem, é separado e depois doado. “A doação vai para cerca de 50 entidades cadastradas no município de acordo com o público atendido e também realizamos o projeto caminhão itinerante durante o ano todo para atender famílias carentes que não conseguem se deslocar até a sede do Fundo para escolher o que necessita”.
Para cada bairro que o caminhão itinerante percorre são levadas 2.500 peças. As famílias podem escolher roupas, cobertores e calçados. Cada pessoa tem o direito de escolher 15 peças de acordo com o tamanho e até mesmo pela cor e modelo das peças.
Para o prefeito Airton Garcia, que participou da abertura da Campanha juntamente com o vereador Azuaite Martins de França e secretários municipais, se cada pessoa doar uma ou duas peças, a arrecadação vai ser excelente. “Com certeza todo mundo tem uma casaco, uma calça, um cobertor, que está esquecido no armário. Acredito no envolvimento de toda a população na Campanha do Agasalho. O povo de São Carlos é muito solidário”.
O secretário de Esportes e Cultura, Edson Ferraz, anunciou no lançamento da Campanha que no próximo dia 3 de maio, no Ginásio Milton Olaio Filho, durante mais um jogo da Liga Nacional de Futsal, desta vez entre INTELLI/UNICEP/SÃO CARLOS X Blumenau/SC, a entrada será um cobertor ou agasalhos que serão repassados ao Fundo Social de Solidariedade.
Quem tiver dificuldade em levar quantidades grandes de roupas, agasalhos, cobertores, ou calçados nos postos de arrecadação, o Fundo Social de Solidariedade pode recolher as doações. É só ligar para o telefone 3372-0865.
O Fundo Social de Solidariedade está localizado na rua Francisco Maricondi, nº 375, na Vila Marina.
SÃO CARLOS/SP - Apesar de realizar uma boa partida, a equipe e vôlei feminino Objetivo/Smec/InHouse conheceu a segunda derrota na fase de classificação da Copa AABB e caiu para a quinta colocação. Restam ainda mais dois jogos para a equipe, contra AABB e Viradouro. Para ficar entre os quatro primeiros, tem que vencer ambas.
Na tarde deste último sábado, 13, no ginásio de esportes da AABB, em Ribeirão Preto, o time orientado pelo técnico Zé Sérgio foi superado pela Recreativa por 3 sets a 1, parciais de 25/10, 25/19, 19/25 e 20/25.
O treinador afirmou que levou uma equipe competitivo e teve a oportunidade de realizar um rodízio com todas as jogadoras. Mas o adversário foi mais eficiente e soube explorar os momentos de instabilidade das são-carlenses.
“O nosso time jogou bem, mas a Recreativa tem um grupo bem experiente e foi superior nos momentos decisivos. Estamos no início da temporada e gostei do desempenho do grupo. A tendência é de que a equipe evolua ao logo da competição”, salientou Zé Sérgio.
“A situação se complica um pouco, mas temos plenas chances de buscar a classificação para a segunda fase”, finalizou.
Recreativa: Nádia, Betinha, Sílvia, Cleide, Débora, Patrícia, Yoyo, Renata e Nadinha.
Objetivo/Smec/InHouse: Carol, Ju Souza, Ana Cláudia, Rafa, Babi, Thiani, Juliana, Ju, Débora, Lucimara, Thassi, Cris e Roseane. Técnico: Zé Sérgio.
Árbitros: Walter Roberto e Francisco. Apontador: Leonardo.
*Por: Marcos Escrivani
SÃO PAULO/SP - A Justiça de São Paulo bloqueou ontem (15) bens, contas bancárias e veículos em nome do ex-governador Geraldo Alckmin, e de quatro executivos ligados a empreiteira Odebrecht. Na decisão, do juiz da 13ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, Alberto Alonso Munoz, é requerido o bloqueio até o limite de R$ 39,7 milhões.
“[Determino] o bloqueio de todos os veículos licenciados em nome dos demandados, por intermédio do Sistema Renajud; o bloqueio de todas as contas-correntes e aplicações financeiras dos demandados, por intermédio do sistema Bacenjud, até o total de R$ 39.749.874,00”, diz trecho da decisão.
Na ação do Ministério Público de São Paulo que pediu o bloqueio dos bens, Alckmin é acusado do recebimento de R$ 7,8 milhões da Construtora Odebrecht em doações não declaradas à Justiça Eleitoral para a campanha ao governo estadual em 2014. O valor não está corrigido.
A própria Odebrecht também é acusada na ação de praticar atos de corrupção. De acordo com a ação, foram feitos nove pagamentos em dinheiro vivo de abril a outubro de 2014. Os recursos eram repassados em um hotel a um emissário do responsável pelas finanças da campanha de Alckmin.
A ação, segundo o MP, foi baseada nas provas colhidas pela Operação Lava Jato na Justiça Federal. “Da análise dessa prova compartilhada pelo juízo da 9ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo também se percebe, com absoluta facilidade, que este esquema ilícito perdurou por quase uma década, tendo como destinatários das vantagens indevidas agentes públicos e candidatos a cargos nas administrações municipais, estaduais e federal”, disse o promotor e autor da ação, Ricardo Manuel Castro, em setembro do ano passado, quando a ação foi proposta.
A Odebrecht foi procurada, mas ainda não respondeu. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do ex-governador. Quando a ação foi proposta pelo Ministério Público, em setembro de 2018, a defesa de Alckmin contestou o embasamento da ação. “Não há fato novo, apenas uma conclusão equivocada e um comportamento inusual. O promotor, inexplicavelmente, sugere algo que não existe e que jamais alguém tenha sequer cogitado”.
*Por Bruno Bocchini e Camila Maciel - Repórteres da Agência Brasil
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