Jornalista/Radialista
PORTUGAL - Gretchen participou do programa Júlia, da RTP SIC TVI, e a edição foi ao ar nesta quarta-feira, 19. “Júlia” é um talk-show português apresentado por Júlia Pinheiro.
Durante uma de suas entrevistas internacionais, a cantora deu detalhes de algumas situações polêmicas que viveu antigamente e explicou algumas delas. “Eu não deixo de responder as coisas que aconteceram na minha vida. Não deixo de contar as verdades porque acho que eu tenho uma influência muito grande com as mulheres, é uma responsabilidade. Se eu estiver contando a minha verdade, elas não vão precisar viver o que eu vivi”, conta ela.
Ela ainda contou o motivo de ter se mudado para Portugal e explicou que tem tudo a ver com sua filha de 12 anos, Valentina. “Principalmente a segurança em relação a minha filha. Porque hoje, uma menina de 12 anos, sai para a escola e nós não sabemos se ela vai voltar”, declarou ela.
Gretchen ainda explicou o apelido brasileiro “Fênix” e disse que sempre renasce das cinzas, e para o melhor. “Sempre levanto mais forte”, disse ela.
“Júlia” é o programa das tardes da SIC. Ao longo de 1h30, Júlia Pinheiro revela histórias de vida extraordinárias que tocam, inspiram e prometem instalar-se na memória dos portugueses. É o momento de dar voz a testemunhos inéditos, com rosto… e nome próprio.
CHINA - Presente na edição 2023 da Exposição Internacional da Indústria Automobilística de Shangai, na China, a Audi anunciou novidades sobre seu projeto de entrada na F1, em 2026. A montadora alemã quer completar sua equipe de funcionários e já realizar testes no projeto de sua unidade de potência ainda neste ano, além de prever a inauguração de suas instalações físicas para o começo de 2024.
- A primeira unidade de transmissão híbrida completa, que consiste no motor de combustão, motor elétrico, bateria e unidade de controle eletrônico, está programada para ser testada antes do final deste ano, e formará a base para o futuro conceito do carro. Além disso, o simulador de desenvolvimento dinâmico em Neuburg será adaptado para as diretrizes da F1 e fortalecerá ainda mais o desenvolvimento da unidade de potência da Audi - informou a marca nesta terça-feira.
O anúncio da entrada da Audi na F1 foi feito em meados do ano passado. O ingresso no grid da categoria, previsto para 2026, se dará por meio de uma parceria com a Sauber - que hoje corre ao lado da Alfa Romeo. Em janeiro deste ano, a marca adquiriu uma participação das ações do time suíço.
Os motores serão construídos em Neuburg, base da Audi na Alemanha. Já os carros continuarão a ser desenvolvidos pela Sauber em sua fábrica de Hinwil, na Suíça.
- O projeto Audi F1 decolou nos últimos meses. Na atual fase de concepção da unidade de potência, a fundação de nosso trem de força para 2026 está sendo lançada hoje (na abertura da Exposição Internacional da Indústria Automobilística de Shangai, na China, nesta terça). Damos grande importância ao trabalho de detalhes e nos concentramos em tópicos como o gerenciamento de energia do trem de força híbrido. Eficiência é a chave do sucesso na Fórmula 1 e a mobilidade do futuro - adiantou Markus Duesmann, presidente do Conselho da montadora.
O ano de 2026 marcará a introdução de um novo regulamento de motores na F1, 12 anos após a última mudança: os motores híbridos V6.
O regulamento das novas unidades de potência foi aprovado em agosto de 2022, mantendo os sistemas V6 de combustão interna mais potencializando o uso de energia elétrica e combustíveis sustentáveis, além de reduzir custos.
As novidades, entretanto, vão além: ainda em 2023, a Audi pretende modernizar sua fábrica em Neuburg e trazer novos equipamentos de teste, que já serão acionados antes da inauguração das instalações, no início de 2024.
A montadora ainda planeja aumentar sua equipe de funcionários ao longo de 2023. Hoje com 260 pessoas, incluindo especialistas da F1, o grupo deve superar 300 nomes. E apesar do projeto ainda estar em seus esboços iniciais, a Audi já declarou que pretende brigar por vitórias até 2029, três anos depois de sua entrada na F1.
A marca alemã, já presente no Mundial de Endurance (WEC), também vem de um projeto extenso no automobilismo de fórmula, tendo competido como equipe na Fórmula E entre 2014 e 2021. Por ela, correu o brasileiro Lucas di Grassi na categoria de carros elétricos.
Além da Audi, quem também se juntará à F1 em 2026 será a Ford, em parceria com a RBR e AlphaTauri.
A F1 retorna daqui a uma semana com o GP do Azerbaijão, em 30 de abril. No dia 29 será realizada a corrida classificatória da etapa, às 10h30 (horário de Brasília).
Por Redação ge
BRASÍLIA/DF - A Receita Federal abriu na quinta-feira (20) consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda. São contribuintes que caíram na malha fina, mas depois regularizaram as pendências.
Serão contemplados 290.934 contribuintes, no valor superior a R$ 344 milhões. O pagamento será feito no dia 28 de abril na conta bancária indicada na Declaração do Imposto de Renda ou por chave Pix.
Para fazer a consulta, o contribuinte deve acessar o site da Receita, clicar em "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". Se for detectada alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo informações.
O aplicativo da Receita para tablets e smartphones permite consulta sobre a liberação das restituições e situação cadastral do CPF.
Caso o crédito não seja depositado na data, o valor ficará disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil. O resgate deve ser feito pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
BRASÍLIA/DF - O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse, na quinta-feira (20), que o governo apoiará uma possível comissão no Congresso para investigar os atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. Na ocasião, os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto foram invadidos e depredados por vândalos.
“Vamos enfrentar este debate político que está sendo criado por aqueles que passaram pano para os atentados terroristas do dia 8 de janeiro. Ao mesmo tempo, vamos continuar apoiando as ações da Polícia Federal e do Judiciário na apuração de evidências, provas, para identificar os culpados e condenar aqueles que sejam responsáveis pelos atos”, disse, destacando que o governo apoia a total investigação do envolvimento de agentes públicos nos atos.
Na quarta-feira (19), Padilha se reuniu com os líderes do Governo, senadores Jacques Wagner e Randolfe Rodrigues e o deputado José Guimarães, e orientou que, em diálogo com os demais líderes, indiquem membros da base aliada para participarem da investigação do Parlamento.
Na próxima quarta-feira (26), o Congresso Nacional faz sua primeira sessão do ano, e há a expectativa de ser lido o requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos.
A decisão do governo acontece após a divulgação de imagens, nesta quarta-feira, pela imprensa, que mostram o general Gonçalves Dias, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, e outros funcionários da pasta, no interior do Palácio do Planalto, interagindo com os vândalos, no dia 8 de janeiro. Ainda nesta quarta-feira, Dias pediu demissão do cargo, aceita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, será o chefe interino do GSI.
Padilha disse que o vazamento das imagens, que, segundo ele, foram editadas, criam uma nova situação política.
“Na nossa opinião, isso cria uma nova situação política, faz com que aqueles que passaram pano para os atos terroristas do dia 8 de janeiro e que tentam criar uma teoria absurda da conspiração, um verdadeiro terraplanismo da teoria que tentam construir, de que as vítimas daqueles atos terroristas que foi o Congresso Nacional, que foi o Supremo Tribunal Federal, que foi aqui o Palácio do Planalto, foi a democracia, que foi o resultado eleitoral, de que aquelas vítimas têm qualquer responsabilidade sobre a atuação dos terroristas no dia 8 de janeiro”, disse.
Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, no Brasil, não tem espaço para nazistas e fascistas. “Cada pessoa que participou do golpe vai ser julgada, vai ter direito à presunção de inocência, que eu não tive, mas nós não deixaremos de julgar cada um golpista, porque nesse país não existe espaço para nazista, fascista, e para quem não gosta de democracia”, afirmou.
Em nota, o GSI esclareceu que as imagens mostram a atuação dos agentes de segurança para evacuar o quarto e o terceiro pisos do Palácio do Planalto, concentrando os manifestantes no segundo andar, onde, após a chegada de reforços do pelotão de choque da Polícia Militar do Distrito Federal, os golpistas foram presos. Segundo a pasta, se condutas irregulares forem comprovadas, os respectivos autores serão responsabilizados.
Até então, a criação da CPMI estava gerando divergência entre parlamentares governistas, que argumentam que os crimes estão sob investigação da Polícia Federal e não é necessária uma comissão no Parlamento para esse fim, e oposicionistas, que querem apurar possíveis omissões da ação do governo federal no episódio.
Para o ministro Alexandre Padilha, a comissão vai apontar a tentativa de golpe que foram os atos do dia 8 de janeiro, e será uma pá de cal em quem tenta criar narrativas conspiratórias.
Segundo ele, o enfrentamento político de uma CPMI também não deve atrapalhar as votações de pautas prioritárias do governo no Congresso.
“Estou absolutamente convencido disso, que a possibilidade da instalação da CPMI, além de ser uma pá de cal nessa teoria conspiratória, em nenhum momento irá interferir no calendário, que já vem sendo tocado, de aprovação do conteúdo das 12 medidas provisórias que governo encaminhou neste primeiro semestre”, disse.
“O marco fiscal [e a reforma tributária] também está absolutamente mantido, tanto o presidente da Câmara quanto o presidente do Senado já sinalizaram publicamente que esse calendário será tocado o mais rápido possível”, acrescentou.
Sobre o envolvimento do ministro Gonçalves Dias nos atos terroristas, Padilha disse que ele tem uma história como homem público, mas que todas as responsabilidades serão investigadas pela Polícia Federal e pelo Judiciário.
As imagens das câmeras de segurança que foram entregues pela Presidência à PF estavam sob sigilo e, segundo Padilha, “o governo quer saber, e a Polícia Federal irá descobrir, se teve alguém que omitiu imagens, que não mostrou imagens para as autoridades quando solicitados”.
“Vídeo vazado com edição não é suficiente para destruir a biografia de uma pessoa, mas tem que ser apurado não só sobre o Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI, mas todos aqueles que estavam naqueles vídeos. Inclusive, me estranha muito alguns agentes militares estarem com a imagem borrada no seu rosto para não ser reconhecido e o ex-ministro não ter o mesmo tratamento nesse vazamento”, argumentou.
Nesta quinta-feira, o ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pelos inquéritos no âmbito do Judiciário, deu 48 horas para a PF ouvir Gonçalves Dias sobre as imagens. Para Alexandre Padilha, a atitude de Moraes está corretíssima. “É só mais uma demonstração do que as instituições estão funcionando, elas que têm responsabilidade e nós queremos apuração até o final”, afirmou.
“Desde o começo temos dito que o ódio, o movimento antidemocrático, a postura antidemocrática do ex-presidente [Jair Bolsonaro], de todo o movimento que foi semeado nos últimos quatro anos contaminou o conjunto de instituições, indivíduos das instituições, e que a apuração completa tem que ser feita”, reafirmou o ministro Padilha.
O STF já formou maioria para abrir ação penal e tornar réus 100 denunciados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Os primeiros julgamentos relativos aos atos antidemocráticos tiveram início à 0h de terça-feira (18) e estão previstas para durar até as 23h59 da próxima segunda-feira (24), no plenário virtual, modalidade em que os ministros depositam seus votos eletronicamente, sem deliberação presencial.
Até o momento, seis os ministros votaram pelo indiciamento dos acusados, Alexandre de Moraes, relator dos processos, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Quatro ministros ainda devem votar: André Mendonça, Nunes Marques, Rosa Weber e Luiz Fux.
Com o início do processo, haverá coleta de provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação. Depois, o STF Julgará se condena ou absolve os acusados, o que não tem prazo para ocorrer.
As denúncias envolvem crimes previstos no Código Penal como associação criminosa; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; ameaça; perseguição; incitação ao crime e dano qualificado. A PGR também cita o crime de deterioração de patrimônio tombado.
Uma outra sessão virtual já foi marcada pela ministra Rosa Weber, presidente do STF, para começar em 25 de abril, com mais uma leva de denunciados. A previsão é que todas as denúncias sejam apreciadas dentro de três meses.
Até o momento, a Procuradoria-Geral da República apresentou 1.390 denúncias, todas focadas nos executores e nas pessoas acusadas de incitar os atos. Segundo o STF, está sendo dada prioridade de julgamento a pessoas que continuam presas em decorrência dos atos golpistas. No total, 86 mulheres e 208 homens seguem encarcerados no sistema penitenciário do Distrito Federal.
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
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